Um apaixonado pelo comportamento humano e todas as formas de interação social, buscando escrever textos que retratam a visão de quem observa o mundo com os olhos de um aprendiz.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Aprendizados atemporais
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Sobre o agora, o antes e o depois
sábado, 6 de maio de 2017
Efêmeros versos do passado
Ah... o tempo!
E que a poesia não suma de mim
Vem cá, senta aqui, vamos escrever mais uma estrofe
terça-feira, 25 de agosto de 2015
O poder das decisões
E você, vai fazer o que da sua vida?
terça-feira, 24 de março de 2015
Bula da vida - leia com atenção
No dia seguinte, tudo começa novamente.
Desafie-se!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
As fases da vida
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Utopia do verbo ser
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
A matilha de um lobo solitário
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Mudo
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Epifania de um Guerreiro
domingo, 30 de junho de 2013
O Leão
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Mais vinagre, por favor
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ah, o tempo ...
terça-feira, 17 de abril de 2012
O menino que vagava por aí
Aquele dia amanhecera diferente. Azulado, claro e com um aroma agradável. Desde os primeiros passos já se mostrava deveras interessante. O menino havia se proposto a vagar vagarosamente pelo mundo vagabundo e vasto de tanto vivacidade. Não tinha a certeza de que viver tudo aquilo seria tão sagaz, mas decidira apostar suas fichas naquilo ali. Havia se cansado tanto da prolixidade repetitiva dos dias recentes, que qualquer sombra de mudança parecia um movimento de translação de uma cabeça que se abre pro mundo. Tudo parecia diferente, mas perigoso. Calmo porém enérgico. Saiu de casa com a calmaria de sempre, um sorriso no rosto e um semblante inspirador, como alguém que caminha rumo à vitória. Aquele dia havia de ser diferente, no mínimo um marco no processo todo de mudança. A vida caminhava pra frente, e o tempo ia junto, nunca andando pra trás. Nem dando passos em falso. Os ponteiros nunca perdoam e por mais que se queira parar no tempo, o tempo não iria parar para o menino. “Melhor correr agora, pra tirar das costas o peso de um relógio atrasado” - pensou ele. E assim foi feito, e foi o que se comentou .. que “um menino com um belo sorriso no rosto havia sido avistado por ai, caminhando perdido em direção a um lugar qualquer.”
E um tanto mais se ouviu sobre o menino de sorriso largo e direção indefinida. Dizem que até hoje ele vagueia por ai, vagabundo e voraz, tentando vencer os ponteiros do relógio com a vontade de um vencedor nato. O menino pertencia ao mundo.
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Musica do Post: Lost - Coldplay
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Madrugada Cinzenta
Ontem eu acordei sentindo mais frio que o normal. Não bastasse esse inverno solitário e sem cor, ainda tem aquela outra pontadinha que cutuca o dia inteiro. Realizar qualquer tarefa, por mais simples que seja, é um desafio. Ando desconcentrado, com a cabeça longe, bem longe. Tudo se resume à umas poucas palavras querem ser pronunciadas, mas acabam ficando presas, e à uma seqüência de memórias que, quando juntas, formam um filme em forma de flashback saudosista. Queria estar em outro lugar, distante daqui, aonde eu não conheceria ninguém e talvez ficasse quase incomunicável, mas estaria bem desta forma. Esses tempos de dezembro são bons, são alegres e descontraídos, mas poderiam ser ainda melhores se algumas outras peças estivessem aqui no tabuleiro. De vez em quando a gente não nota a importância do que nos cerca até que o cotidiano vira distância. Foi preciso tudo isso para que eu pudesse enxergar esse cenário em preto e branco de outro ângulo.
Nunca fui de ter problemas com sono, mas de umas semanas pra cá, dormir virou quase um desafio. É quando você deita que fica mais difícil desacelerar os pensamentos. Parece que a madrugada, quanto mais fria e quieta, mais pensativa ela se torna. Sonhar, lembrar, sentir falta, lembrar de novo. Tudo isso que andava enterrado anda voltando aos pouquinhos, tentando se readaptar à cabeça, e a cabeça à isso. É um treinamento bilateral que envolve paciência e requer tempo, mas há de acontecer. Agora o que eu preciso é só de umas noites tranqüilas, com a mente mais sossegada. Continuo fazendo aquela contagem, com um ar ainda mais ansioso, eu diria. E o frio continua apertando, maltratando pela madrugada. Só há uma solução agora:
- Um café, por favor. Extra forte e caprichado.
domingo, 13 de novembro de 2011
Noite multifacetada
Ela acordara sem saber como seria. Pisou com o pé esquerdo, mas recuou. Decidiu ficar mais alguns minutos no escuro do seu quarto e aproveitar aquela marola sonolenta. Desceu então, pisando dessa vez com o pé direito. Sentiu confiança e um ar de alegria, como uma premissa de que tudo daria certo. Saiu feliz e conversou com cada um dos seus amigos, gesticulando e falando graciosamente, tentando transparecer toda a paz interior daquele dia tão azul. Parecia conseguir deixar um rastro leve no ar. Imaginou como seria voltar ao passado e alterar tudo o que havia feito. Pensou um pouco melhor e percebeu que se fizesse isso, estaria afetando quem ela era, e aquele momento em si. Decidiu não tocar nas feridas. Bebeu, comeu e se divertiu como se fosse sua última noite de liberdade. Não cogitou o amanhã e não atendeu a porta para o pretérito. Simplesmente viveu. Ela sabia que aquilo tudo não duraria pra sempre, mas preferiu deixar o lado racional e egoísta de lado. Pelo menos naquela noite, naquele dia. Abriu as portas da sua cabeça para quem quisesse entrar, e deixou bem claro naquela roda de amigos, que nem tudo ia bem. Aquilo que todos viam era só uma imagem, um papel sendo interpretado por alguém que tentava não demonstrar o que parecia alfinetar por dentro. Um capricho talvez, ou uma forma de defesa. Aquele teatro todo era a sua fortaleza, seus muros pessoais.
Não desejava mais sentir aquela angústia. Queria poder gritar à vontade e marejar os olhos se fosse preciso. E se impreciso fosse o desejo disso tudo, que assim fosse. Desceu do palco e desligou os holofotes que há tanto lhe agraciavam. Tirou toda a maquiagem e mostrou ao mundo o que havia por baixo daquela fantasia carnavalesca. Conseguiu surpreender-se diante do que viu em frente ao espelho – uma mulher forte, criada e vivida por todas aquelas cicatrizes. Necessárias. Cada parte do seu corpo fazia sentido no conjunto, e agora ela podia enxergar isso. Deitou a cabeça no travesseiro e esperou o sono visitá-la. Não conseguia prever seus sonhos mas tinha a ligeira impressão de que seriam bons. Foi entrando num estado meio nirvana, meio saudosista. Colocara ali, naquela hora, um ponto final nessa peça que já durava há tanto. Seria agora uma menina diferente. Uma mulher de olhar forte e sincero, sem máscaras, sem maquiagem, sem meias palavras.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A razão disso tudo
Um dia ele se pegou pensando em como havia chegado ali. Em como num piscar de olhos tudo havia mudado: as pessoas, as cores, os ambientes, os hábitos, os gostos. Sua aparência. Ele parecia não acreditar no que via, mas não por ser algo desagradável, e sim pela surpresa que lhe havia causado. E a pergunta continuava rondando a sua cabeça. Por alguns minutos debruçou-se sobre seus braços apoiando lentamente o queixo sobre as mãos e refletiu profundamente sobre a causa daquilo tudo. Era como tentar pescar uma baleia com uma vara de pescar daquelas de festa junina. Tudo aquilo foi gerando uma angústia misturada com pavor e incerteza. Ele nada pode fazer.
Minutos se passaram, horas se passaram, dias se passaram. E o garoto continuava a se perguntar qual era a razão daquilo tudo. Lembrou-se então de amores e decepções passadas e de coisas que lhe fizeram mudar de atitude e tomar a decisão de mudar por um tempo. Era nisto que tinha culminado esta sua decisão. Os amigos haviam aumentado, mas os poucos e bons permaneciam ali. As cores eram apenas diferentes, afinal agora ele tinha mais tonalidades para pintar sua rotina. Os hábitos haviam mudado como uma resposta natural do que ele havia passado. E sua aparência era uma mera conseqüência do tempo. No fundo, agora o garoto estava mais calmo. Descruzou os braços e relaxou o maxilar. Esticou as pernas e por alguns segundos conseguiu se libertar do pensamento que tanto lhe torturava. Agora tudo parecia simples e lógico. Sem pestanejar colocou sua melhor roupa e seu melhor perfume, como quem se arruma pela última vez. Aquela noite prometia ser mais divertida que o normal. Antes de sair para encontrar com seus novos e velhos amigos, olhou-se no espelho como de rotina, apenas para ver se estava tudo em ordem, e surpreendeu-se ao ver quem estava ali. A pergunta foi inevitável: Como eu vim parar aqui?
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Alegria em poucas linhas
Considero a escrita como um dom, uma forma de arte. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita sempre serviu como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto é de escrever. Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele o pareça, não é.
Não sei como os outros começam seus textos, mas gosto de deixar os pensamentos fluírem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas. Um texto bem escrito tem que ser capaz de causar um efeito similar ao de uma música ou de uma essência, que é: desprender do momento, provocar sensações adversas, sejam elas boas ou ruins, e despertar lembranças. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Daqui algum tempo, volte e releia aqueles rasbiscos. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém." é maior ainda. Isso deve ter alguma explicação, algo que devia ser descrito como um “efeito escritor”.
Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom quanto eu pensava, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. E com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom". Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.