sábado, 6 de maio de 2017

Efêmeros versos do passado


Vida formada por caminhos se cruzam aqui e ali
Pessoas vem e vão, amigos se distanciam, amores surgem... o tempo passa
Passa correndo, voando. Sem pedir licença, vai embora com a mesma rapidez que entrou
Sentimos as relações ficarem embaçadas com a falta de tempo
E os dias cada vez mais exaustos de tanto correr atrás do que não está definido

Ah... o tempo!
Tempo: menino travesso de idade incontável e desejos imprevisíveis
Vejo-te passar todo dia, caminhas do meu lado mas não te acompanho

Sinto você mais rápido, como se cada novo amanhecer te acelerasse...
...ou estou eu cada vez mais lento?
Passe menos, passe devagar. Não passe. Não, por favor, não corra!
Senta aqui, vamos conversar calmamente. Há tanto que eu quero te falar!

Quero olhar pro passado e não vê-lo tão longe
Quero voltar aos versos de outrora, conversar com os amigos de sempre e achar que você parou
Parou de correr de mim, parou de voar sem deixar vestígios
Que a bateria acabou, o relógio travou e tudo vai ficar como está: estático

Que você não leve consigo os versos que construíram meu presente
Que as memórias não sumam com estes segundos tão ligeiros
E que a poesia não suma de mim
Ah... tempo, meu eterno companheiro de versos!
Vem cá, senta aqui, vamos escrever mais uma estrofe


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