Vida formada por caminhos se cruzam aqui e ali
Pessoas vem e vão, amigos se distanciam, amores
surgem... o tempo passa
Passa correndo, voando. Sem pedir licença, vai embora com a mesma rapidez
que entrou
Sentimos as relações ficarem embaçadas com a falta de tempo
E os dias cada vez mais exaustos de tanto
correr atrás do que não está definido
Ah... o tempo!
Tempo: menino travesso de idade incontável e desejos imprevisíveis
Vejo-te passar todo dia, caminhas do meu lado
mas não te acompanho
Sinto você mais rápido, como se cada novo amanhecer te
acelerasse...
...ou estou eu cada vez mais lento?
Passe menos, passe devagar. Não passe. Não, por favor, não corra!
Senta aqui, vamos conversar calmamente. Há tanto que eu quero te falar!
Quero olhar pro passado e não vê-lo tão longe
Quero voltar aos versos de outrora, conversar
com os amigos de sempre e achar que você parou
Parou de correr de mim, parou de voar sem
deixar vestígios
Que a bateria acabou, o relógio travou e tudo vai ficar como está: estático
Que você não leve consigo os versos que construíram meu presente
Que as memórias não sumam com estes segundos tão ligeiros
E que a poesia não suma de mim
E que a poesia não suma de mim
Ah... tempo, meu eterno companheiro de versos!
Vem cá, senta aqui, vamos escrever mais uma estrofe
Vem cá, senta aqui, vamos escrever mais uma estrofe
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