quinta-feira, 23 de junho de 2011

Alegria em poucas linhas

          Considero a escrita como um dom, uma forma de arte. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita sempre serviu como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto é de escrever. Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele o pareça, não é.

           Não sei como os outros começam seus textos, mas gosto de deixar os pensamentos fluírem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas.  Um texto bem escrito tem que ser capaz de causar um efeito similar ao de uma música ou de uma essência, que é: desprender do momento, provocar sensações adversas, sejam elas boas ou ruins, e despertar lembranças. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Daqui algum tempo, volte e releia aqueles rasbiscos. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar  "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém." é maior ainda. Isso deve ter alguma explicação, algo que devia ser descrito como um “efeito escritor”.

          Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom quanto eu pensava, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. E com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom". Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.

9 comentários:

  1. Bom pra gente repensar nossas "atitudes", né. Do mesmo jeito que levamos um tempo pra organizar as ideias antes de passá-las pro papel, com nossas atitudes também: pensar antes de agir. Pra depois não nos lamentar, de algo que fizemos ou deixamos de fazer, certo ou errado... =D

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  2. Como já eu disse: pra quem gosta de trabalhar com números, você sabe muito bem o que é necessário pra escrever um texto e um belo texto.
    Concordo com você quando diz: "Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas". pq ao contrário do que muita gente pensa, escrever não é difícil, o difícil é organizar os pensamento.
    Então, é isso... Adorei esse post. me lembrou meu professor de redação do pré, ensinando como fazer uma boa redação no vest. :p hahaha
    Congratulations! ;)

    Beijos!
    By: Gabi Correia

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  3. Escrever, além de tudo, deve ser considerado arte. Digo isso porque, quando o faço, desabafo, lamento e até critico aquela determinada situação. Não são mesmo essas as intenções da arte? E, realmente, nada pior/melhor do que reler aquele textinho que foi escrito há um tempão atrás, quando você era alguém com pensamentos bem diferentes dos que têm hoje. Serve para rir ou até se impressionar consigo memsmo. Umas amigas minhas que o digam... hahaha Mas, enfim, tá tudo muito bem apontado no post ;)

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  4. É como eu já te falei uma vez: você é tão bonito por dentro quanto é por fora... E é um prazer descobrir isso em cada texto seu que leio ;)

    A.L.

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  5. O mais bacana de tudo que você fala é a segurança que você repassa nos seus textos, consegue sim transmitir ALGO mais! E embora você conseguisse um dia fazer um texto do tipo ''ruim'' (o que considero pouco provável) mesmo assim daria a idéia de muito bom, pelo simples fato de envolver quem está lendo...e com aquela sensação de...tem mais? Oushi, acabou?! E ficamos assim...ansiosamente ''aguardando'' os próximos capítulos! ;) Muito bom, eu particularmente adoro escrever...e como você mesmo disse, no ponto final dá aquelaaaaa sensação de liberdade! =) Beijos

    Laiany Costa!

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  6. ´´Considero a escrita como um dom, uma forma de arte.`` Tenha certeza que você tem este dom para escrever! Seus textos são ótimos e cada um nos fascina de uma forma diferente. E escrever é nos dá várias sensações boas, que nos faz descrever o que estamos sentindo e passando em um certo momento de nossa vida. :) Iânoa Alves.

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  7. Faz pouco tempo que eu comecei a frequentar o seu blog, mas sempre me agrada a forma como você aborda os assuntos.
    Não sei porque, mas transmite uma certa tranquilidade e ao mesmo tempo convicção.

    Espero ler muitas coisas por aqui ainda :)
    Continue postando, gatinho. rsrs

    Beijo.
    Dani A.

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  8. Gostei desse texto em particular pq é exatamente como eu me sinto com relação a escrever : )

    Reler textos, diários, poemas antigos é como ver tudo pela primeira vez. Posso amar, posso odiar, mas de qualquer maneira me surpreende o que é mto bom!

    To seguindo ; )

    Gabi

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  9. Gosteii muitoo desse texto, poois é através de certas atitude no nosso dia-a-dia, que decrevemos o que estamos sentindo e passando em um certo momento. Sempre me fascino com seus textoos, tdos como sempre muitoo bons.
    Beijooos!
    Até o proximo.
    =***
    Islânia Verissimo

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