quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Vestígios de um pretérito quase perfeito

O que vai ficando na vida são as lições que aprendemos ao longo do tempo
São as cicatrizes que doem quando as apertamos
São as pessoas que se foram, mas que tanto deixaram delas em nós
Seguimos sendo uma soma de tudo o que vivenciamos e daquilo que assimilamos
Porque para aprender é preciso querer e estar preparado
Lições vem e vão, mas poucas delas são internalizadas como deveriam
E quando não são, tornam-se feridas abertas sem o propósito a ser aproveitado

Os vestígios do pretérito podem ser os pesadelos do presente e os depressivos do futuro
São as feridas em aberto e as mentiras que contamos a nós mesmo
Como um espelho distorcido daquilo que a gente acha que vê
E que nos conduzem por aí tocando tudo com o subconsciente
Inconsciente dos vestígios que deixaremos por onde passamos, em quem vivemos

E um dia nos damos conta de que a bagagem cresceu rápido demais
Que o presente passa rápido demais
E que o futuro paga a conta pelos dois – um dedo na ferida por vez, por dia e todo dia
Despriorizamos quem somos, vivemos rodeados de gente...
Mas acabamos sempre sentindo falta disso
E a cada noite volta o passado pra nos lembrar disso tudo

Por que esquecer se precisamos lembrar que somos, no fim, apenas humanos? 

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