Um apaixonado pelo comportamento humano e todas as formas de interação social, buscando escrever textos que retratam a visão de quem observa o mundo com os olhos de um aprendiz.
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Dores do crescimento
domingo, 12 de junho de 2011
Perder e Ganhar. Ganhar e Perder.
Parece uma dança das cadeiras, com umas regras diferentes, aonde além de cair, você também deve ganhar ou perder alguma coisa. Só que você joga com cadeiras que se movem, numa sala escura e cheia de buracos. E a regra do jogo é simples : perder ou ganhar. Eu não sei se o perder vem quase sempre acompanhado do fato de nós sermos idiotas - e quando eu falo nós eu to me referindo à sociedade como um todo – ou se é só uma questão da velha e boa lei de Murphy. Um pouco dos dois, maybe.
Estamos tão habituados à nos contentar com a mesmice, que perder algo ou alguém, pode doer e marcar, mas é encarado como algo normal. Não é, ou pelo menos não deveria. É como estar numa situação boa e que te faz bem, e não conseguir mais enxergar isso, ofuscado pela rotina. Ai vem uma mudança e te faz acordar e perceber o quanto aquilo é importante. O intrigante da coisa é saber que você depende daquilo ou daquela pessoa, e que você pode perdê-la à qualquer hora ,e mesmo assim se acomodar e esperar que a pura sorte tome conta das rédeas de tudo. Só que uma hora ou outra, meu amigo, o cavalo corre demais e a carroça tomba.
Eu já perdi tanta coisa, e deixei passar tanta gente boa na minha vida simplesmente por me acomodar e achar que isso era certo. Pra falar a verdade, escrever é uma forma de aliviar esse sentimento de culpa que segue comigo. Mas apesar de concordar e compactuar com o que foi dito, ninguém vai deixar de errar por isso. De algum modo, faz parte da vida perder algo e sentir essa dor da perda, pra só assim abrir os olhos e ser capaz de crescer como pessoa. Só sei que eu cansei de cair nessa dança das cadeiras, mas não posso reclamar também. Já puxei a cadeira de muita gente nesse jogo de perde e ganha. Mas afinal de contas, quem é que ganha alguma coisa com isso? Estou tentando descobrir até hoje.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Nostalgia
Hoje eu fui à minha casa antiga pegar tudo o que ainda estava por lá. Nunca imaginei que abrir um armário e vasculhar coisas antigas pudesse ser tão difícil. À cada caixa aqui, roupa ali eu ia lembrando de momentos passados. Momentos bons, ruins, porém todos marcantes. Acabei pegando tudo, absolutamente tudo, e jogando no chão para ver o que eu levaria e o que eu deixaria para trás de vez.
Pareceu meio que uma cena de filme, uma casa totalmente vazia, aquele silêncio, e eu sentado com um punhado de caixas, bilhetes, e outras mil coisas pequenas espalhadas pelo chão. Comecei a perceber como somos uma metamorfose ambulante E errante. Achei velhas cartas, fotos, presentes. Ao mesmo tempo que aquilo tudo pesava e trazia saudade, de certa forma doía. Não sei, talvez pela vontade de querer reviver, de querer fazer diferente, de testar mais e ir aos limites. Enfim, uma nostalgia melancólica ou uma melancolia nostálgica. Whatever.
O que mais dói é ver a foto de alguém que já se foi, e que sempre foi tão importante pra você. Mas, ficou pra trás. Está tudo numa grande caixa velha, lá na casa antiga. E de lá, acho que nunca mais verei tudo aquilo. Acho que já estava na hora de deixar pra trás algumas coisas, e esquecer de vez outras. Não que isso vá evitar a tristeza, a saudade. Longe disso. Agora vou curtir um pouco essa minha nostalgia (quase-triste) ouvindo uma boa música. Led Zeppelin, here I go.