Um apaixonado pelo comportamento humano e todas as formas de interação social, buscando escrever textos que retratam a visão de quem observa o mundo com os olhos de um aprendiz.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Sobre sair de casa e aprender a viver
Como é sair de casa? Bom, não lembro de nenhuma sensação parecida e que eu tenha vivido enquanto eu morava com meus pais. A começar pela segurança: quando moramos com nossos pais (ou outros familiares), geralmente não passamos pela sensação de insegurança. Sempre temos alguém do nosso lado, alguém que nos espera à noite todo dia, que prepara um café da manhã, que bate na porta do quarto pra nos acordar e que briga com a gente porque se importa. Por bem ou por mal, sempre temos alguém ali, mostrando preocupação e cuidado.
E a segurança de casa cria uma falsa sensação de que somos inabaláveis, inatingíveis e invencíveis. Mas quer saber? Não somos. Quando você sai de casa, é quando geralmente as responsabilidades batem na porta. Aliás, elas entram sem pedir licença. São as contas, os contratos, o trabalho, as obrigações com a empresa, os happy hours (nem tão happy assim) que não se pode faltar, o problema na pia, o vazamento no banheiro, a falta de luz – que pode ser um problema do condomínio ou a conta que você não pagou. Enfim, problemas. É quando você aprende que seus pais faziam um monte de coisas que "blindavam" você e que evitavam que seu dia fosse excepcionalmente negativo.
Eu acho que somente quando você sai de casa é que se aprende o verdadeiro sentido da palavra "exposição". É quando você aprende que decepções vem e vão, e o quanto isso te afeta só depende de você. É quando a vida faz questão de mostrar que ninguém vai bater mais forte do que ela. Mas sair de casa tem seu lado positivo: sente-se o real sentido da liberdade, experimenta-se o prazer de se estar sozinho quando se quer e aprende-se o que é ter várias responsabilidades.
Hoje eu não me arrependo de ter saído de casa ou de ter dados os passos que dei. Todos eles me trouxeram aonde estou hoje e, apesar de tudo, não posso reclamar. Mas quer saber? Se tem uma coisa melhor do que sair é voltar pra casa.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Sobre o que não agrega
Pra uma coisa os comentários servem: entender quais pessoas querem te ver sempre bem, que apoiam o que você faz, seja isso o que for - estudos, esporte, vocação, trabalho, religião... Afinal, se te faz bem, que mal tem?
sábado, 17 de agosto de 2013
just empty
and that's all, folks.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ah, o tempo ...
terça-feira, 17 de abril de 2012
O menino que vagava por aí
Aquele dia amanhecera diferente. Azulado, claro e com um aroma agradável. Desde os primeiros passos já se mostrava deveras interessante. O menino havia se proposto a vagar vagarosamente pelo mundo vagabundo e vasto de tanto vivacidade. Não tinha a certeza de que viver tudo aquilo seria tão sagaz, mas decidira apostar suas fichas naquilo ali. Havia se cansado tanto da prolixidade repetitiva dos dias recentes, que qualquer sombra de mudança parecia um movimento de translação de uma cabeça que se abre pro mundo. Tudo parecia diferente, mas perigoso. Calmo porém enérgico. Saiu de casa com a calmaria de sempre, um sorriso no rosto e um semblante inspirador, como alguém que caminha rumo à vitória. Aquele dia havia de ser diferente, no mínimo um marco no processo todo de mudança. A vida caminhava pra frente, e o tempo ia junto, nunca andando pra trás. Nem dando passos em falso. Os ponteiros nunca perdoam e por mais que se queira parar no tempo, o tempo não iria parar para o menino. “Melhor correr agora, pra tirar das costas o peso de um relógio atrasado” - pensou ele. E assim foi feito, e foi o que se comentou .. que “um menino com um belo sorriso no rosto havia sido avistado por ai, caminhando perdido em direção a um lugar qualquer.”
E um tanto mais se ouviu sobre o menino de sorriso largo e direção indefinida. Dizem que até hoje ele vagueia por ai, vagabundo e voraz, tentando vencer os ponteiros do relógio com a vontade de um vencedor nato. O menino pertencia ao mundo.
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Musica do Post: Lost - Coldplay
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Uma insônia produtiva
Outro dia eu deitei a cabeça no travesseiro e me peguei pensando sobre o porquê das coisas darem errado. Ou melhor, parei pra pensar porque geralmente isso acontece repentinamente, parecendo que num piscar de olhos veio uma tempestade de coisas ruins que nem você sabe ao certo explicar. É como fosse necessário, o tempo todo, a condução das coisas dentro de umas linhas pra que tudo fique bem. Se você vacilar e se descuidar, nem que por alguns instantes, a entropia cresce e se alastra e quando você menos espera ... há algo de errado ali. Isso parece meio radical, meio pessimista, mas nada ai é totalmente falso. Nem totalmente verdadeiro. Foi só um ponto de vista que me ocorreu no meio de uma noite regada à insônia.
Não consigo definir as causas reais disso, nem é fácil colocar numa lista todos os motivos, mas valores humanos ligados aos relacionamentos são, ou melhor, podem ser causas prováveis. Orgulho, soberba, inveja, teimosia. Tudo isso e um pouco mais, quando combinados, ou até mesmo soltos, podem desencadear numa seqüência de ações que não são racionais se vistas de fora, ou se vistas numa outra marca temporal.. mas pra quem as realiza, ali, naquele momento, elas parecem fazer todo sentido. Pena que em momentos como esse, parece que alguém joga uma cortina e fica sempre mais difícil enxergar as coisas de forma racional, e é necessário uma compreensão – à sangue frio – pra se contornar isso e baixar a guarda. Não é simples, não é fácil e às vezes até machuca. O orgulho principalmente. Mas é necessário para que não se comece uma cadeia de eventos que vão caminhando pra um lado que torna ainda mais difícil a solução do problema inicial. Mas, isso tudo é só uma aspiração de um pensamento preguiçoso feito numa madrugada qualquer. Algo há de ser aproveitado ai, mas não sei ao certo o que.
sábado, 17 de setembro de 2011
Randômico
Quem nunca soube o que é estar perdido não sabe o que é acordar sem saber se a verdade é aquilo mesmo diante dos seus olhos e o que fazer à respeito de uma mentira tão conveniente que foi contada tantas vezes por você mesmo que já lhe convence do contrário. Há momentos em que tudo muda num piscar de olhos e a reação normal é apenas uma: ficar sem reação. Ninguém sabe lidar com mudanças tão repentinas, sejam elas boas ou ruins. Se são boas, desconfie da esmola do santo. Se são ruins, culpe Murphy, o destino, o horóscopo ou uma amiga invejosa que colocou olhado. O fato é que todo mundo quer o que não tem, quer sempre subir um degrau à mais e alcançar um outro ponto, só que a mudança que isso atrai geralmente incomoda. Perdido, é assim que muitos andam.
Eu já andei sem saber pra onde ia, e já vim de lugares sem saber como havia chegado lá. Mas nada disso me matou, apenas contribuiu pra que eu resolvesse os meus problemas naquele momento. Encontrar-se ou encontrar algo nem sempre é a solução pras incógnitas que rondam a sua cabeça. Deixar-se levar pela onda de aleatoriedade tão encantadora pode ser um tanto quanto eficaz. Nem sempre é fácil colocar a cabeça no travesseiro e dormir com tantas incertezas na cabeça: relacionamentos, dinheiro, trabalho, estudos, família, lazer. Fica tudo martelando até que você chegue à conclusão de que não há saída, e que as coisas vão de mal à pior. Na maioria das vezes, não vão. Hoje eu deito sem saber absolutamente nada sobre o amanhã, e já me acostumei a caminhar assim. Prefiro não me definir demais ou planejar demais, exceto por alguns pontos que necessitam de uma rotina pra que a coisa não saia de controle. Fora isso, adotei a política dos bons ventos. E pretendo manter isso até que chegue um furacão e desregule tudo, salientando que todo furacão tem nome de mulher. Coincidência não? Sem polêmicas, por favor.
domingo, 31 de julho de 2011
O meu passado me condena
Eu já joguei queimada e brinquei de polícia e ladrão. Já colecionei kinder ovo e milhares de álbuns de figurinhas. Já comi chocolate escondido e já deixei de lanchar na escola para comprar mais figurinhas. Eu já ralei o joelho, os cotovelos e já fiz muita cara feia para passar o bom e velho “mertiolate”. Eu já passei horas brincando com bonecos e já falei sozinho enquanto criava minhas brincadeiras de criança. Já soltei pipa com cerol e já joguei pião na rua. Eu já toquei a campainha do vizinho e corri. Eu já deixei de fazer as tarefas do colégio e copiei dos meus amigos mais nerds. Eu já colei em provas e já dei cola pra muita gente. Já gostei de quem não gostava de mim. Já mandei cartas e bilhetes de paquera, daqueles que você manda quando tem 12 anos e depois sente uma vergonha eterna de já ter sido tão infantil. Mas faz parte.
Já passei tempos sem falar com amigos que sumiram e mesmo assim eles continuam os mesmos bons e confiáveis amigos. Eu já empurrei pessoas na piscina e já fui derrubado. Já menti para proteger quem eu gostava e já menti por achar que isso seria mais cômodo. Já fui sincero demais e acabei falando o que não devia. Eu já fui orgulhoso e não pedi desculpas, e já morri de vontade de ver alguém que mora longe. Já senti saudades do que estava do meu lado, e do que eu nunca tive. Já briguei com grandes amigos e hoje somos ainda mais unidos. Já quis viajar para longe e não voltar. Já estive longe e quis voltar. Já fiz tanta coisa que nem eu mesmo lembro de tudo agora. Eu sei que meu passado é um grande livro com umas páginas rabiscadas, outras coloridas e outras apenas escritas. E aqui vai mais uma pequena anotação nisso tudo.segunda-feira, 11 de julho de 2011
A arte de ser prolixo
Andei estudando o protocolo de interface de comunicação dos canais de comunicação pseudo confiáveis desta rede complexa. Acabei por me surpreender com tamanha complexidade que envolve toda essa gama de aspectos complicados e caóticos, não obstante a constante alteração comportamental dos executores de tal protocolo. Não consegui definir um padrão de execução, logo, a melhoria da interface foi impossibilitada pela falta de dados teóricos capazes de auxiliar na implementação de uma solução prática viável. Talvez um pouco mais de estudos consigam externar essa notória teia de relações que circula dentro de cada elipsóide social desordenado.
Existirão tempos de estudo e tempos de análise. Tempos aonde cada erro do algoritmo apontarão para uma solução impossível, e tempos aonde toda a rotina precisará de uma reformulação medial baseada em análises defasadas e inúteis de outrora. Não, eu não estou louco. É só a falta de prosa que me fez girar em círculos sem conseguir definir um tema capaz de canalizar toda essa energia que vem sendo desperdiçada nessa cabeça, agora, vazia. Pensar não é o bastante, é necessário haver qualidade de idéias, e é isso que anda me faltando. Agora, o que eu preciso é analisar estatisticamente cada fato, sua influência no sistema e como cada elemento se comporta para com o todo. Desta forma, far-se-á ao menos uma demasiada forma de ocupação temporal não formalizada, porém útil. E por aqui eu encerro o que mal começou, ou melhor, que muito mal chegou ao fim. Prolixo e relapso, inconstante e corajoso, enigmático e passivo de atitudes. É assim que ando vivendo, e assim vai ser até tudo entrar em ordem.
sábado, 25 de junho de 2011
Babaca e Careta
Há momentos na vida em que você consegue filtrar o que te agride, repintar as partes feias e deixar consigo só o que te agrada. Há momentos em que tudo o que você quer é não fazer nem querer nada, apenas sentar no seu quarto esperando que ninguém venha lhe perguntar o que aconteceu. Não aconteceu, e se aconteceu, ninguém quer falar. Eu não quero. Há momentos em que os momentos se foram e você só consegue viver uns flashes desastrosos que parecem conspirar contra você. Para cada momento, há um “eu” pronto para vivê-lo.
O mundo vai tendo os seus momentos também. E agora é o momento de ser careta, babaca e idiota. Eu não vivi tantos anos para estabelecer algum parâmetro que me permita a comparação, mas o que eu vejo ao meu redor são rebanhos de pessoas sem nada na cabeça. Que aparentam ter nascido do nada e estarem indo para o lugar nenhum. Pessoas que não sabem o que são, que não querem saber e nem querem que você as diga. Elas estão ali, só isso. Eu já cansei de tanto falatório sem sentido, de tanta gente hipócrita gritando pelos ideais dos outros. De tanta gente que parece ganhar mais para viver a sua vida do que as delas. Eu já não quero mais ter que achar tudo legal, normal e aceitável. Eu quero gritar em alto e bom som para quem quiser ouvir: “Pára esta porra que está tudo muito errado.”
É.. esse mundão não vai parar pra mim. Nem as pessoas sem nada na cabeça vão ouvir isto de bom grado. É, mas pra falar a verdade eu não me importo com isso. Só quero ter a certeza de que mais alguém concorda comigo em pensar que o mundo mudou. Ou melhor dizendo, as pessoas mudaram e mundo só acompanhou isto. Queria acordar e não ver mais essa desordem toda, essa falta de confiança, essa falta de educação, essa falta do que falar. Queria ver mais do mundo que existe no meu universo paralelo. Acho que no fundo eu só queria não querer sair daqui. Já cansei de ficar cansado do que não me agrada. Eu não quero viver num mundo babaca e careta. Eu quero viver, só isso.
~ Esse texto não foi repensado ou reescrito. Ele foi simplesmente vomitado no papel, portanto, por favor relevem qualquer coisa. Se ainda houverem posts por aqui, serão melhores. Pelo menos, mais cuidadosos.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O enigma
Somos todos um rabisco mal escrito de um texto incompleto
Texto este que busca revelar o que não existe...
Entender o que não faz sentido
Viver o que não tem entendimento
Não sentir o que se faz entender
Não viver o que se entende da vida
E não tornar-se passivo diante do desconhecido
Acabamos reféns de nossas próprias palavras.
Nem tudo é inteligível, tal como nem tudo é impossível
Somos mais impulsivos que nossos pensamentos
E menos corajosos que nossos ideais
E ninguém entende o porquê de tanto caos
E de tantos porquês vagando ociosos por ai
Tão ociosos que, diante de nós, parecem pitorescos abismos
Verdadeiras fendas que levam ao nada, vindas do nada, passando pelo nada.
Nada, essa é a verdade.
Eu já vagueei pelo escuro sem saber
E já soube que, mesmo lá tão claro, continuava aleatório
Eu sou assim, e prefiro me manter assim
Aleatório, impulsivo e incógnito.
Um enigma será sempre assim: Surpreendente.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Do you really care?
Hoje eu posso falar com segurança que a coisa mais difícil de se lidar é um relacionamento. A Física pode ser complicada, a Matemática complexa, a Biologia cheia de mistérios e o corpo humano pode ser uma grande máquina à ser desvendada, mas nada disso chega aos pés da dificuldade que nós, todos nós, temos com relacionamentos. E eu tenho uma teoria pra isso. Para com os relacionamentos eu vejo o ser humano como um ser arrogante, pretensioso, cheio de si e dono da verdade. Sim, eu me incluo nessa definição e não pense que você escapa. Agora você pensa: “Pera, esse cara está louco ou é impressão minha? Me xingando em pleno texto..” Really?
Pare pra pensar um pouco, faça ai uma reflexão de alguns minutos. Não precisa contar pra ninguém não, apenas pense. Quando foi a última vez que você aceitou uma crítica numa boa? Quando foi a última vez que você pediu desculpas numa briga com seu namorado(a), ou disse pra alguém um simples “Obrigado, amigo”. Quando? Nosso orgulho costuma falar mais alto, e as críticas parecem sempre espinhos que não descem na garganta. Mesmo que a verdade esteja ali, pedindo para ser vista. Não, não queremos ver. Aliás, cada um vê aquilo que convém, que quer. Aceite conselhos, e procure entender o que está acontecendo com você de uma perspectiva de quem está de fora. Como já dizia Pedro Bial: “Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.”
A verdade é que ninguém até hoje descobriu a fórmula para que relacionamentos dêem certo. Ninguém, nem mesmo aqueles que estão juntos há 50 anos. E é "simples" assim (Merecia aspas quádruplas agora), apenas deu certo. E como eu também acredito, isso deve fazer parte do balanço de entropia do Universo, afinal, imagina se todos fossem sempre felizes. Acho que estaria tudo muito errado se fosse assim.
Agora, está ficando tarde e a cabeça já não raciocina bem. Deixa eu ir ali no quarto dar um abraço no meu pai e um beijo na minha mãe, porque eu me importo e me lembrei de dizer isso à eles. Nunca é tarde, e nunca se sabe o dia de amanhã, certo? Amanhã eu vou acordar e errar novamente. Mas hoje, não. Hoje eu vou fazer diferente.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Receita [quase] de bolo
Receita de como “fazer um cara”. Não necessariamente agradando à todos os paladares.
Ingredientes: Esportes, Bebida, Viagens, Música, Festas, Amigos, Mulheres e Sentimentos.
Modo de Preparo: Misture 4 colheres de Esporte (futebol é uma boa pedida) com 5 colheres de bebida. Adicione um pouco de gelo, de preferência do tipo “Final de Semana”. Deixe descansar na tigela por 5 minutos. Após esse tempo, coloque essa calda pré pronta em uma tigela maior. Em uma panela, coloque 2kg de Música, 4kg de Festas, 5kg de Mulheres e amigos à gosto. Espere até a massa ganhar consistência. Adicione um pouco de tempero do tipo “Diversão”. Coloque sal à gosto. Prepare em uma outra panela a massa principal. Coloque muitas viagens regadas à bebida, 7kg de Mulheres, 3 dedos de Música e festa para adoçar. Coloque amigos à vontade. Para finalizar, adicione todos os sentimentos bons e alguns ruins também, afinal tudo merece balanço. *P.S.: Não adicione apenas os bons pois ficará muito doce.*
Para finalizar este maravilhoso prato, junte tudo que foi preparado anteriormente numa só tigela, misture bem. Para facilitar a união, adicione bebidas, música e sentimentos. Misture bem e leve ao forno por 20minutos.
Pronto, está feito o seu cara. Se estiver muito seco, adicione um pouco de bebidas, festa e música (Cuidado para não estragar). Se estiver sem sal, adicione um pouco de sentimentos e algumas viagens. Consuma sem moderação. *P.S(2).: Esta porção serve apenas uma mulher, a não ser que a dona da receita seja solidária e queira dividir com as amigas.quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Ser Palhaço
Hoje estava voltando para casa, e reparei em algo que me chamou atenção: Um palhaço no sinal. Mas não era um palhaço qualquer. Por algum motivo aquela pessoa me transmitiu paz, tranqüilidade. Comecei a imaginar como deveria ser o dia dele. Passar um dia inteiro no sinal, tentando ganhar algum trocado, fazendo malabarismo no calor, porque acredite, o sol de Natal às 11h quando você está num sinal da BR castiga. E o calor é grande. Vendo todos aqueles carros e pessoas passarem, indo e vindo. E acima de tudo, manter aquela alegria, mesmo que aparente. Um sorriso. Isso sim é uma coisa difícil de se ver, e fazer.
A gente costuma voltar para casa meio nervoso, com a cara fechada, pensando que não tempo pra isso ou aquilo, que as provas estão chegando, que o trabalho está apertando... E é preciso de vez em quando um “choque” de realidade assim, pra percebermos que a vida é mais que isso sabe? Meio clichê, mas não é sempre que a gente percebe isso. E acho que o mais interessante, é ao menos tentar tirar essa lição e aplicar um pouco disso. Difícil manter um belo sorriso com tantos problemas, mas acho que vale o esforço. Além de um pouco mais de alegria, você pode ser o palhaço de alguém. Pense nisso ;)terça-feira, 3 de agosto de 2010
Parado ou em Movimento?
Lembra quando seu professor de física te ensinou de um corpo pode estar em movimento e parado ao mesmo tempo, bastava mudar o referencial? Pois bem, esse conceito pode ser perfeitamente usado no contexto do cotidiano. Um pouco mais amplo, claro. Frequentemente somos levados a crer que nossas verdades são absolutas, e que nossos erros são menores que os dos outros. Não são. Quase sempre é difícil se imaginar do outro lado do muro, fazendo e vivendo aquilo que por tempos você apenas observava de longe, como quem quer aprender um comportamento. Isso acontece, o jogo muda, e um dia a moeda vira.
E.. por tanto tempo eu estive de um lado do muro que até então me agradava. Era uma vida quase sempre agitada, cheia de reviravoltas e momentos diferentes. Passeava por situações e situações, e locais inusitados com pessoas novas. Por muito tempo foi assim. E nunca havia sentido a necessidade de mudar, pois sabia que nesse quesito mudança de lado da moeda, não há muito o que se fazer.Ela vira por si só.. e a moeda virou, e como num passe de mágica as coisas vem se transformando.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sobre o agora e um pouco mais
Ultimamente, meu cotidiano anda bem agitado.Diferente. As coisas vem mudando numa velocidade assustadora, e o volume de experiências adquiridas parece o de uma grande tempestade, com ventos fortíssimos que trazem pessoas, emoções, situações.. mudanças! Quando você é menor, suas experiências são extremamente dependentes das pessoas mais próximas, e dar um passo no escuro é o grande desafio do dia. Daí o tempo vai passando, você vai ganhando maturidade[ou não] e vai começando a dar seus próprios passos, e assumir as consequências dos próprios erros. Vai assim crescendo, experimentando o novo, re-experimentando o velho, e redescobrindo sabores, sensações. Começa a perceber tudo com novos olhos, a ver o banal de novos ângulos, e a adentrar em novos mundos. Mudanças, aí começam elas. Algumas sutis, outras nem tanto, mas no final todas te trazem até aqui, hoje, a ser quem você é, e a estar aqui lendo este texto.
Há uns 3 anos, comecei a encarar as coisas com mais seriedade. Comecei a ver que fora daquele universo de colégio, no qual passamos ai mais de uma década imersos, as coisas são diferentes, bem diferentes. Como já dizia um professor da universidade: "Quem disse que a vida é facil e justa?" É verdade, nunca foi. Justa, nem de longe, e fácil só pra alguns poucos. Mas no frigir dos ovos, todos tem as suas dificuldades. E cada um tem um peso nas costas, algo a carregar, e isso não é o tipo de coisa que se escolhe.
E, apesar da peleja de cada dia, você pode escolher se vai viver ou sobreviver. Cada um escolhe em que abismos se jogar, e quais aventuras serão enfrentadas. Cada homem é arquiteto da sua própria sorte. Nesse quesito eu não acredito em destino feito. Não me cabe a idéia de que está tudo escrito, e que no final das contas você está apenas cumprindo mais um papel nessa grande peça. Não. Mas parar pra pensar nisso, e pensar que isso também já foi pensado no planejar de tudo, é algo Freud demais pra mim. Prefiro manter a idéia de que eu faço acontecer. Nunca vi ninguém ganhar tudo sem fazer nada, com exceção de Charlie Harper na série "Two and a half men", que por sinal é foda, e ele tem uma puta vida. Ou uma vida puta, whatever.
Sempre fui o tipo de cara que gosta de aventuras. De fazer o máximo do que posso. Quem me conhece sabe que uma palavra que cabe muito bem é Intenso(Teimoso vem logo em seguida). Não sinto que nasci pra viver preso à algo, e deve ser por isso que rotinas não me agradam muito. Nem regras, apesar de respeita-las sempre que necessário. Aventuras sempre foram o meu forte. Viajar, sair pra pedalar sem rumo, parar em frente à praia num final de tarde, sair pra correr, sair sem rumo, sair com amigos. Liberdade é o que me alimenta, e o que me faz querer acordar amanhã e experimentar um final de tarde. Não costumo pensar em como serão as coisas daqui a 5 anos, ou como serão os tempos futuros. Um dia você vai olhar pra trás, ver tudo o que passou e pensar: "Que tempos bons eram aqueles. Os melhores na verdade. Pena que ninguém me disse na época."
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Promoção: R$3,00 - Viagem à um novo Universo
Uma das situações que muitos odeiam passar é também uma daquelas aonde podemos encontrar as coisas mais diversas, e os mais variados tipos de pessoas e seus trejeitos. Do que eu estou falando? Do ônibus. É como ter acesso á todo um novo universo com algo em torno de dois/três reais.. Pare pra pensar um pouco na última vez em que você esteve em um, de preferência num horário com razoável quantidade de passageiros. Agora veja o caldeirão de culturas e costumes que temos ali, basta parar alguns minutinhos pra observar as coisas.
Vamos começar pelo motorista. Um carinha geralmente com seus 40 e poucos anos, um óculos meio fundo de garrafa, com um bigodinho facultativo, mas uma barba quase sempre presente. Alguns de aparência amigável, e até falantes, mas em sua grande maioria tem uma cara fechada e cisuda. Cara de poucos amigos, eu diria. Depois, o cobrador. Esse sim, um cara geralmente um pouco mais alegre, com o velho e clássico bigodinho, e um cabelo estilo "boi lambeu". Geralmente falantes, e comunicativos ao ponto de até conversar com alguns passageiros.
Um pouco mais ao meio do ônibus vem um trabalhor humilde, com uma camisa do Flamengo, Corinthians ou Vasco. Um cheiro nem sempre agradável, mas pô, é o cheiro do trabalho minha gente. Vai pra casa pensando na janta, e na bela moça que acaba de cruzar a roleta. No banco ao lado, tem um muleque com seus 20 anos, todo esparramado no banco. Joelho no meio do corredor(Sim, aquele joelho que bate na sua perna ao tentar passar), e pernas extremamente abertas como quem diz: "I have balls." Sim, I have balls too. Porra, fecha essa perna que eu quero sentar.
Um pouco mais ao fundo, nos bancos mais altos vem uma mãe já cansada ao final do dia, com dois filhos: Um que vem na janela, gritando e insistindo em comer bala antes do jantar, e uma criança de colo que chora e deixa todos no ônibus atordoados. Aquele choro fino e agudo que parece furar os tímpanos. No banco ao lado, um senhor de 60 e poucos anos, olhar 43, óculos com lentes garrafais, cabelos grisalhos, sandalha de couro, blusa meio quadriculada e aberta com pêlos saindo no começo do peito. Esse já não se sente tão afetado pelas coisas. Apenas observa com a sabedoria de quem já viveu tantas coisas.
A gente reclama que não viaja, que não conhece coisas novas. Quer mudar? Entre num ônibus e pare pra ver as coisas à sua volta. Observe calmamente cada situação e analise cada comportamento. Viu? Você já está viajando e conhecendo coisas novas. Mas quer saber? Falei demais.
- "Ô Motorista, pára o ônibus fazendo favor, que eu perdi a minha parada."
terça-feira, 22 de junho de 2010
Escrever sobre escrever
Não sei como os outros escrevem, mas gosto de deixar os pensamentos fluirem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas. Basta um pouco de esforço e vontade. Você já parou pra pensar no quão bem uma música te faz? É algo capaz de te desprender do momento, de provocar sensações adversas e despertar lembranças. Música toca e toca. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Agora, daqui algum tempo, algumas semanas volte e releia. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém?" é maior ainda. Isso deve ser alguma explicação, sei lá. Vou até arriscar aqui de chamar o "efeito escritor". Hahahaha!
Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.