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terça-feira, 21 de maio de 2013

Terapia Literária e Cotidiana


Mudar comportamentos faz parte do crescimento humano. Evoluir, crescer, largar velhos hábitos e mudar de vida. Não é simples nem prometeram que seria fácil. Geralmente o mais difícil é começar, dar o primeiro passo para mudança. Depois disso, quando as mudanças geram efeitos, os próprios meios justificam os fins e o que era inalcançável torna-se realizável. O que era realizável torna-se cotidiano, e o que era rotina é substituído por todo um novo conceito dos novos valores diários. As prioridades mudam, os objetivos também... mas a essência não. Essa passa por altos e baixos e se mantém quase imutável, e o porquê disso é algo que transcende explicações literárias.
Os períodos difíceis são os que geralmente nos fazem crescer mais. Mudanças são necessárias sempre, porque o comodismo é o que nos impede de ir pra frente. A tal da “zona de conforto” é algo tão perigoso, que é preferível afundar numa situação adversa e incômoda do que permanecer confortável por muito tempo. A vida é como uma grande onda senoidal, cheia de picos e vales, com amplitude e frequência indefinidas. Hoje eu escrevo enxergando um horizonte lá de cima, num dos picos mais plenos da minha vida. Sobre o amanhã... pouco sei. Mas escrever nas descidas faz parte e ajuda a abrir a mente. Entender tudo “out of the box” é uma das ferramentas que me ajudaram a melhorar quando necessário. Escrever pra mim é isso: um escape inevitável diante de tanta coisa que me aflige. E quando as palavras fluem, levam consigo um pouco da dúvida e da incerteza, deixando tudo mais claro. Textos são terapêuticos e eu acho que todos deviam tentar. É livre, de graça, sem tarjas e cada escritor pode criar seu universo paralelo em busca de um algo mais que cada um sabe o que é. 
Liberdade.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Objetivo: [x] Checked!



A capacidade de se tornar notável não vem do que você possui nem de quem você aparenta ser. Tornar-se admirável e respeitado não é algo que se constrói num piscar de olhos. É como uma obra que requer atenção, planejamento, foco, vontade e a capacidade de abdicar de uma coisa em prol de outra. Não é fácil, não é simples e ninguém disse que não será dolorido. É gratificante contribuir para algo e ver o seu esforço se concretizar em forma de resultado, de ações, reações e reconhecimento. É como se todo o cansaço fosse apagado e então se inicia o ciclo começa novamente até o dia em que não se levanta da cama com um objetivo, com uma meta. É disso que todos precisam para levantar. A inércia até leva o corpo pra frente após o primeiro passo, mas não garante um movimento acelerado e construtivo.
Agora eu escrevo numa situação totalmente diferente, enxergando as coisas por uma outra perspectiva e descobrindo que existe muito mais além daquilo que eu já achava ser muito. A verdade é que o horizonte é plano e infinito, independente de onde se esteja. A caminhada é longa, árdua e cheia de percalços, mas no final é só você contra você.
Hoje eu não tenho mais a pretensão de me planejar a longo prazo porque desconheço as próximas horas, quem dirá os próximos dias. Vou me guiando com o que sei, fazendo o que posso com o que disponho em mãos. Nada mais. Sorte? Azar? Vou descobrir na próxima página. Esse capítulo eu encerro por aqui e assim: focado, mudado e feliz.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A professora e seus alunos


A professora e seus alunos
Os alunos e seus cadernos
Os cadernos e os rabiscos
Os rabiscos e as idéias
As idéias e os sonhos
O balanço estava feito e o circo estava armado
Um circo diferente: dinâmico e nem sempre tão engraçado
Os palhaços aprendiam com a domadora que adestrava um leão por dia
As letras passeiam pelo quadro como verdades absolutas
E vislumbrando o conhecimento os rabiscos são feitos
E os cadernos vão sendo preenchidos, nem sempre com sentido
Mas ainda assim, preenchidos.

Em terra de circo sem lei, quem tem chicote é rei
Mas ainda assim os palhaços admiram a domadora
Que apesar de propagar as verdades absolutas, aprende a cada dia um pouco mais
E ensinando feliz ela vai vivendo os felizes ensinamentos..
Ela não teria esse sorriso no rosto se não fosse isso tudo
Acostumou-se com a selva e o circo sem lei.. e agora já era tarde
Não poderia mais viver sem isso. Era sua vida, sua identidade.
O mundo precisa de mais professoras assim.

sábado, 17 de setembro de 2011

Randômico

          Quem nunca soube o que é estar perdido não sabe o que é acordar sem saber se a verdade é aquilo mesmo diante dos seus olhos e o que fazer à respeito de uma mentira tão conveniente que foi contada tantas vezes por você mesmo que já lhe convence do contrário. Há momentos em que tudo muda num piscar de olhos e a reação normal é apenas uma: ficar sem reação. Ninguém sabe lidar com mudanças tão repentinas, sejam elas boas ou ruins. Se são boas, desconfie da esmola do santo. Se são ruins, culpe Murphy, o destino, o horóscopo ou  uma amiga invejosa que colocou olhado. O fato é que todo mundo quer o que não tem, quer sempre subir um degrau à mais e alcançar um outro ponto, só que a mudança que isso atrai geralmente incomoda. Perdido, é assim que muitos andam.

          Eu já andei sem saber pra onde ia, e já vim de lugares sem saber como havia chegado lá. Mas nada disso me matou, apenas contribuiu pra que eu resolvesse os meus problemas naquele momento. Encontrar-se ou encontrar algo nem sempre é a solução pras incógnitas que rondam a sua cabeça. Deixar-se levar pela onda de aleatoriedade tão encantadora pode ser um tanto quanto eficaz. Nem sempre é fácil colocar a cabeça no travesseiro e dormir com tantas incertezas na cabeça: relacionamentos, dinheiro, trabalho, estudos, família, lazer. Fica tudo martelando até que você chegue à conclusão de que não há saída, e que as coisas vão de mal à pior. Na maioria das vezes, não vão. Hoje eu deito sem saber absolutamente nada sobre o amanhã, e já me acostumei a caminhar assim. Prefiro não me definir demais ou planejar demais, exceto por alguns pontos que necessitam de uma rotina pra que a coisa não saia de controle. Fora isso, adotei a política dos bons ventos. E pretendo manter isso até que chegue um furacão e desregule tudo, salientando que todo furacão tem nome de mulher. Coincidência não? Sem polêmicas, por favor.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Convenções nada sociais

           Eu não sei de onde veio e quem foi o corno que lá no passado, resolveu criar essas milhares de regras não explicitas em torno de algo que é, teoricamente, o correto socialmente. E por que isso se concentra mais nas mulheres? O meu post anterior não foi revoltado, ou pedindo que todas as mulheres dêem seus telefones para qualquer Zé ruela que peça. Eu só disse que aquele “Princesismo” exagerado não se encaixa no processo da conquista. Mas agora, parando e pensando friamente nas coisas.. A sociedade impõe que seja assim. Nós, homens, impomos isso. Eu não vou mentir que se uma menina fica com qualquer cara, ela fica com fama de fácil. Da mesma forma que aquela menina que você sabe que já foi pra cama com vários tem fama de puta. Eu entendo esse comportamento das mulheres, é como um sistema de defesa contra essas merdas impostas pela sociedade, que por sinal, ainda é bastante machista. E como disse uma amiga, a culpa é toda dos homens. E não é?

           A gente criou o monstro e agora não quer alimentá-lo. Eu já julguei dessa forma, e todos os caras na face da terra já fizeram isso também. Porém, isso não parte exclusivamente da gente. Mulheres fazem os mesmos comentários maldosos, com a diferença que hora elas estão comentando, hora elas estão sendo o motivo dos comentários. É estranho, termos uma opinião que está formada e estabelecida, de uma coisa que apesar de comentarmos, não querermos que ela exista. Cada um é dono de si, e tratando-se do ponto sexualidade, a sociedade é cruel. Como diz Pedro Bial nessa música, que merece várias citações: “Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.”

         Se você quer gastar todo o seu dinheiro com festas, gaste. Se quer ficar com 567 caras numa festa, fique. Se você acha que namorar é ultrapassado, não namore. Essa idéia de ter que dar satisfações à sociedade já fez com que você tomasse muitas decisões erradas. No final do mês, quem paga suas contas é você. Quem vai trabalhar pra crescer, é você. Quem vai chorar, sorrir é deitar a cabeça no travesseiro é você. Acho que já tá na hora de apagar essas convenções sociais que estão escritas na cabeça de cada um. Afinal, uma mente aberta é como um livro em branco, cada dia você pode escrever o que você quiser.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quase Epitáfio

       Ontem eu fui ao médico e ele disse que as coisas não estão nada bem. Provavelmente só terei mais um dia de vida. O que fazer nesse último dia? Quero falar com os meus pais e dizer o quanto eles são importantes na minha vida, e agradecer por tudo que eles fizeram por mim até hoje. Quero encontrar os meus amigos e relembrar os vários momentos que passei com cada um deles. E abraçá-los pela última vez. Quero sair correndo por ai, sentindo o vento no meu rosto e apreciando um pouco mais da natureza. Reparar no azul do céu, deitar na grama e apenas observar, nada mais.

        Quero ir para uma montanha, ver toda a cidade de longe e imaginar como tudo teria sido se eu não estivesse ali. Quero sentar e comer a minha comida preferida, e me deliciar com cada garfada. Quero olhar pra trás e ver que tudo o que eu fiz até hoje valeu a pena, e não sentir vergonha de nada. NÃO quero sentir arrependimento por não ter feito algo. Quero sair e curtir uma última festa, beber e me divertir pela última vez. Quero ouvir as minhas músicas favoritas, e dançar sozinho no quintal. Não me importa o que vão achar, afinal à esta altura qualquer louco pareceria normal.

       Quero terminar de escrever esse texto e ter certeza de que tudo, absolutamente tudo, valeu à pena. Quero sair pela rua e jogar todo meu dinheiro pro alto. Quero pedir desculpas à todos os que eu já machuquei algum dia e esperar que, apesar de tudo, as coisas boas prevaleçam sobre as ruins. Quero terminar esse texto, e fazer tudo o que eu disse. Aliás, acho melhor parar agora e ir curtir esse meu último dia. O tempo voa.