Somos primaveras de contos,
histórias e memórias
Somos amigos, família
e uma coletânea momentos de alegria e sofrimento
Vivemos aprendizados
disfarçados de dor e felicidade disfarçada de amor
Sentimos pelo que não
temos e queremos aquilo que já tivemos
Buscando mais e mais aquilo que nos completa, mas que não tem nome
Como se a vida fosse
um contínuo e eterno ganha-perde em busca de algo que não sabemos
Um jogo jogado no
escuro, sem regras e sem hora pra acabar...
Só que ele sempre
acaba
Respiramos muito do
que nos modificou e acreditamos em padrões do que vem por aí
E por ironia do
destino, futuro e passado não são o mesmo
Até que você, que
tanto não quer a repetição, repete aquilo que não quer
E como se o
subconsciente não quisesse tanto, a gente volta ao que já teve
E assim nos prendemos
no círculo vicioso novamente
Fingindo que a mente
não entende aquilo que contamos a nós mesmos todos os dias
Erramos até acertar e
somos feitos desses erros
Erros que ensinam,
que mostram como o futuro poderia ser diferente
Por que errar duas vezes
em algo que a vida já nos ensinou?
Seria desleixo com o
próprio sofrimento ou uma visão bloqueada pelo que não queremos ver?
E se vemos aquilo que
nos afetou, por que perpetuamos isso?
Porque as vezes é
preciso errar com convicção para que seja possível deixar algo pra trás
E assim seguimos,
entre idas e vindas, errando e aprendendo
Sofrendo, amando,
chorando e vivendo
Sentindo o peso de
ser quem somos
Sendo aquilo que
esperamos poder ser dia após dia...
Melhores.
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