quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Essência

Somos primaveras de contos, histórias e memórias
Somos amigos, família e uma coletânea momentos de alegria e sofrimento
Vivemos aprendizados disfarçados de dor e felicidade disfarçada de amor
Sentimos pelo que não temos e queremos aquilo que já tivemos
Buscando mais e mais aquilo que nos completa, mas que não tem nome
Como se a vida fosse um contínuo e eterno ganha-perde em busca de algo que não sabemos
Um jogo jogado no escuro, sem regras e sem hora pra acabar...
Só que ele sempre acaba

Respiramos muito do que nos modificou e acreditamos em padrões do que vem por aí
E por ironia do destino, futuro e passado não são o mesmo
Até que você, que tanto não quer a repetição, repete aquilo que não quer
E como se o subconsciente não quisesse tanto, a gente volta ao que já teve
E assim nos prendemos no círculo vicioso novamente
Fingindo que a mente não entende aquilo que contamos a nós mesmos todos os dias

Erramos até acertar e somos feitos desses erros
Erros que ensinam, que mostram como o futuro poderia ser diferente
Por que errar duas vezes em algo que a vida já nos ensinou?
Seria desleixo com o próprio sofrimento ou uma visão bloqueada pelo que não queremos ver?
E se vemos aquilo que nos afetou, por que perpetuamos isso?
Porque as vezes é preciso errar com convicção para que seja possível deixar algo pra trás

E assim seguimos, entre idas e vindas, errando e aprendendo
Sofrendo, amando, chorando e vivendo
Sentindo o peso de ser quem somos
Sendo aquilo que esperamos poder ser dia após dia...

Melhores.

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