quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A professora e seus alunos


A professora e seus alunos
Os alunos e seus cadernos
Os cadernos e os rabiscos
Os rabiscos e as idéias
As idéias e os sonhos
O balanço estava feito e o circo estava armado
Um circo diferente: dinâmico e nem sempre tão engraçado
Os palhaços aprendiam com a domadora que adestrava um leão por dia
As letras passeiam pelo quadro como verdades absolutas
E vislumbrando o conhecimento os rabiscos são feitos
E os cadernos vão sendo preenchidos, nem sempre com sentido
Mas ainda assim, preenchidos.

Em terra de circo sem lei, quem tem chicote é rei
Mas ainda assim os palhaços admiram a domadora
Que apesar de propagar as verdades absolutas, aprende a cada dia um pouco mais
E ensinando feliz ela vai vivendo os felizes ensinamentos..
Ela não teria esse sorriso no rosto se não fosse isso tudo
Acostumou-se com a selva e o circo sem lei.. e agora já era tarde
Não poderia mais viver sem isso. Era sua vida, sua identidade.
O mundo precisa de mais professoras assim.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lição

     Hoje, mais uma vez, eu aprendi alguma coisa. Não foi uma lição agradável e se eu parar pra pensar beeeem, eu meio que já sabia disso. Só nunca tinha parado pra pensar no tamanho da consequência que isso pode gerar. "O problema nem sempre é o que se fala, e sim COMO se fala."
     Essa é pra deitar, pensar, refletir, analisar e claro, mudar. Algumas horas de sono me separam do início de uma enorme mudança. Amanhã é dia de matar, ou melhor, domar um leão todo dia. Não adianta deixar as "feras" soltas e justificar isso com o comodismo ou hábito. Não adianta mesmo. Lembre-se que no fundo no fundo, pouquíssimas são as pessoas que vão te abrir os olhos e te dar uma opinião sincera de quem tá "out of the box". A maioria vai sempre fazer sala, manter a educação e desgostar na sua ausência. As pessoas tem manias, vícios, comportamentos estranhos.. mas num ambiente coletivo é preciso adaptar-se. Sei que de perto ninguém é normal, mas repensar as atitudes sempre foi uma forma inteligente de mudar.
     E começa agora, nesse exato ponto final.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O que sei sobre o lado de cá


A vida é rápida, ligeira, efêmera
Um dia eu ‘tô’ aqui, depois ali
Nunca lá, mas também nunca cá.
Não vou pra os lugares escuros, mas não gosto de muita claridade
Costumo correr do que me faz mal
Mas estou quase sempre me perdendo do que me faz bem

A cabeça é firme, decidida, determinada
Sei quase tudo o que quero, quando quero e como quero,
E sei que quero não querer mais do que posso ter
Nem ter menos do que sou capaz de realizar
Sei o que quero mesmo sem saber pra onde isso me levará
Nunca pra lá, espero.

Não vivo com medo, mas tenho medo de não viver mais
De não poder voltar atrás do que fiz errado
E de não lançar uma última palavra ao vento.
Sei que o vento leva pra longe o que não faz bem
E que tende a trazer pra perto as alegrias. Sempre.

Hoje a cabeça ‘tá’ rodando, confusa..
A realidade deu uma sacudida na rotina e nas idéias
Passou e deixou tudo de cabeça pra baixo.
Mas pelo menos eu sei o que eu sei
E sei que os ventos vão passar, soprar e levar isso pra longe
Só não quero chegar lá.. não, lá não!
Perdido ou não, estou bem por aqui.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Labirinto


       Já faz um tempo que eu me perdi das palavras. Andamos brigados e tentamos uma reaproximação amigável, mas não rolou. Horas, dias, semanas afastados... mal conseguíamos iniciar um diálogo e já desconversávamos. O tempo passou e a saudade bateu. Um olhar 43, um sorriso de canto de boca e um abraço sincero, foi o que precisou pra relação voltar a se estreitar novamente. A coisa foi melhorando, fluindo. Foi importante ter ficado um tempo sem andar com as palavras. Acho que elas também gostaram dessa distância de mim. Voltamos fortalecidos, mais fortes e com a certeza de que a nossa proximidade se faz necessária. Senti uma saudade imensa de me debruçar sobre o papel e sentir as palavras fluindo entre os meus dedos, mesmo que sem sentido ou sem formar textos que me agradem. Agora estamos numa fase de fortalecimento da relação, de uma reaproximação carinhosa, e essa aqui é a minha primeira declaração. Ainda soa meio infantil, desconexa, mas carrega sentimento consigo.
       Agora eu só preciso pegar um lápis, rabiscar, rascunhar.. Dar tempo ao tempo e deixar as palavras se acomodarem na cabeça. 
                

domingo, 11 de novembro de 2012

Rabiscos biográficos


             Cada um de nós nasce com um livro nas mãos. Livro este que vem com uma bonita capa dourada e páginas em branco, que começam no número 1 e vão até um número surpresa. Este livro vem sem referências, sem comentários, sem agradecimentos e sem nenhum tipo de assinatura ou dedicatória. Os anos vão passando e você vai se tornando o escritor da sua própria história, criando capítulos e parágrafos, poemas e estrofes, versos e versinhos. O livro é seu, e você o faz da forma que achar melhor. Um dia você é um cronista, no outro um jornalista e naqueles dias de chuva, aonde a inspiração bate à sua porta, você pode até ser um poeta.
             Nessa história que vai sendo escrita, temos contos de infância, de escola, de amigos e de namoradas. Surgem então os relatos mais sérios, que tratam agora de responsabilidades e preocupações quase reais, misturadas e realçadas pelo seu dom de tornar tudo aquilo um fato que é visto pelo seu ponto de vista. Nem tudo é o que parece ser. Nem sempre as coisas são sérias demais ou complicadas como você pensa. Ou às vezes, existe muito mais por trás do que você consegue enxergar. Afinal de tudo, você é só um escritor. Livre, aprendiz e viajante.
               Nem todos terminam suas histórias com finais felizes, e uma grande parte nem chega ao final do seu livro. Algumas páginas se perdem, outras são rasgadas, e algumas outras não passam de meros rascunhos que serviram apenas de inspiração para um novo capítulo. São tentativas que culminam em acertos. Esse aqui é mais um relato que vai para o livro que eu guardo comigo. Vai entrar no meu capítulo chamado “Meus 20 e poucos anos”. Não posso prever quando escreverei pela última vez, nem quão bom meu livro ficará no final de tudo. Mas como eu bem disse, eu sou só um escritor. Impulsivo, errôneo e humano. Mas, feliz.