Cada um de nós nasce com um livro
nas mãos. Livro este que vem com uma bonita capa dourada e páginas em branco,
que começam no número 1 e vão até um número surpresa. Este livro vem sem
referências, sem comentários, sem agradecimentos e sem nenhum tipo de
assinatura ou dedicatória. Os anos vão passando e você vai se tornando o
escritor da sua própria história, criando capítulos e parágrafos, poemas e
estrofes, versos e versinhos. O livro é seu, e você o faz da forma que achar
melhor. Um dia você é um cronista, no outro um jornalista e naqueles dias de
chuva, aonde a inspiração bate à sua porta, você pode até ser um poeta.
Nessa
história que vai sendo escrita, temos contos de infância, de escola, de amigos
e de namoradas. Surgem então os relatos mais sérios, que tratam agora de
responsabilidades e preocupações quase reais, misturadas e realçadas pelo seu
dom de tornar tudo aquilo um fato que é visto pelo seu ponto de vista. Nem tudo
é o que parece ser. Nem sempre as coisas são sérias demais ou complicadas como
você pensa. Ou às vezes, existe muito mais por trás do que você consegue
enxergar. Afinal de tudo, você é só um escritor. Livre, aprendiz e viajante.
Nem
todos terminam suas histórias com finais felizes, e uma grande parte nem chega
ao final do seu livro. Algumas páginas se perdem, outras são rasgadas, e
algumas outras não passam de meros rascunhos que serviram apenas de inspiração
para um novo capítulo. São tentativas que culminam em acertos. Esse aqui é mais
um relato que vai para o livro que eu guardo comigo. Vai entrar no meu capítulo
chamado “Meus 20 e poucos anos”. Não posso prever quando escreverei pela última
vez, nem quão bom meu livro ficará no final de tudo. Mas como eu bem disse, eu
sou só um escritor. Impulsivo, errôneo e humano. Mas, feliz.
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