quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Labirinto


       Já faz um tempo que eu me perdi das palavras. Andamos brigados e tentamos uma reaproximação amigável, mas não rolou. Horas, dias, semanas afastados... mal conseguíamos iniciar um diálogo e já desconversávamos. O tempo passou e a saudade bateu. Um olhar 43, um sorriso de canto de boca e um abraço sincero, foi o que precisou pra relação voltar a se estreitar novamente. A coisa foi melhorando, fluindo. Foi importante ter ficado um tempo sem andar com as palavras. Acho que elas também gostaram dessa distância de mim. Voltamos fortalecidos, mais fortes e com a certeza de que a nossa proximidade se faz necessária. Senti uma saudade imensa de me debruçar sobre o papel e sentir as palavras fluindo entre os meus dedos, mesmo que sem sentido ou sem formar textos que me agradem. Agora estamos numa fase de fortalecimento da relação, de uma reaproximação carinhosa, e essa aqui é a minha primeira declaração. Ainda soa meio infantil, desconexa, mas carrega sentimento consigo.
       Agora eu só preciso pegar um lápis, rabiscar, rascunhar.. Dar tempo ao tempo e deixar as palavras se acomodarem na cabeça. 
                

domingo, 11 de novembro de 2012

Rabiscos biográficos


             Cada um de nós nasce com um livro nas mãos. Livro este que vem com uma bonita capa dourada e páginas em branco, que começam no número 1 e vão até um número surpresa. Este livro vem sem referências, sem comentários, sem agradecimentos e sem nenhum tipo de assinatura ou dedicatória. Os anos vão passando e você vai se tornando o escritor da sua própria história, criando capítulos e parágrafos, poemas e estrofes, versos e versinhos. O livro é seu, e você o faz da forma que achar melhor. Um dia você é um cronista, no outro um jornalista e naqueles dias de chuva, aonde a inspiração bate à sua porta, você pode até ser um poeta.
             Nessa história que vai sendo escrita, temos contos de infância, de escola, de amigos e de namoradas. Surgem então os relatos mais sérios, que tratam agora de responsabilidades e preocupações quase reais, misturadas e realçadas pelo seu dom de tornar tudo aquilo um fato que é visto pelo seu ponto de vista. Nem tudo é o que parece ser. Nem sempre as coisas são sérias demais ou complicadas como você pensa. Ou às vezes, existe muito mais por trás do que você consegue enxergar. Afinal de tudo, você é só um escritor. Livre, aprendiz e viajante.
               Nem todos terminam suas histórias com finais felizes, e uma grande parte nem chega ao final do seu livro. Algumas páginas se perdem, outras são rasgadas, e algumas outras não passam de meros rascunhos que serviram apenas de inspiração para um novo capítulo. São tentativas que culminam em acertos. Esse aqui é mais um relato que vai para o livro que eu guardo comigo. Vai entrar no meu capítulo chamado “Meus 20 e poucos anos”. Não posso prever quando escreverei pela última vez, nem quão bom meu livro ficará no final de tudo. Mas como eu bem disse, eu sou só um escritor. Impulsivo, errôneo e humano. Mas, feliz. 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ah, o tempo ...


          O tempo se encarrega de levar as coisas ruins pra longe. Por mais que a mente possa não colaborar com isso, o tempo fatalmente consegue fazer com que algo caia no esquecimento. Não é que seja voluntário, ele só tem essa habilidade intrínseca. Olhar uns álbuns de fotografias, ouvir aquela música que um dia te fez chorar ou sentir o perfume de uma pessoa querida que já se foi .. nada disso pode ser apagado pelo tempo. Ele não destrói o que ficou de bom, como aquelas sensações reprimidas de um amor que não deu certo, ele apenas se encarrega de apagar o que alfineta.
            O tempo é sim forte, poderoso, mas não invencível. Ou talvez seja, considerando-se que ele nunca pára, nunca perde, nunca anda pra trás. O tempo é escalar. Nós somos vetoriais. Não existe uma forma de se competir com ele, até porque isso seria matematicamente grosseiro. Hoje parece que o tempo anda mais devagar, como se fizesse questão de deixar claro os bons ventos que pairam por aqui, querendo dizer: “Vai lá garoto, aproveita e se joga!” , ou talvez ele só esteja ocupado demais levando embora alguns sentimentos ruins pra longe de quem precisa. Sempre há alguém que precisa e sempre há alguém na plenitude da vontade de correr o mundo.
            Nessa vida é o tempo que nos ensina tudo. Ele é o grande professor. Não há mistérios no aprendizado, basta esperar que ele passe. Pra alguns ele corre, pra outros ele caminha.. nunca para. Nunca. Não ande, corra! Pense, reflita, aja. Re-pense. Cuidado ao dar tempo demais ao tempo. Ele tem o seu próprio ritmo e não vai te perdoar pelas suas inseguranças ou medos. Viva intensamente, por mais que as coisas não saiam como você planejou. Na pior das hipóteses você vai parar, vai sofrer um pouco e depois o tempo vai cicatrizar tudo isso, quer você queira ou não. É essa a função do tempo, passar e ensinar que tudo um dia vai valer a pena. Nem que seja uma remota lembrança de um momento bom. Acredite, ele nunca erra.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Cariocando


Eu carioco
Tu cariocas
Ele carioca
Nós cariocamos
Vós cariocais
Eles cariocam

                E com o tempo a gente vai pegando de novo o jeito de se tornar habitante dessa cidade maravilhosa. Uma malandragem aqui, uma "cariocada" ali. A vida anda boa, tranquila.. até bem melhor do que era esperado. Parece que depois de muito tempo, absolutamente tudo resolveu se encaixar. Só me resta cariocar mais e mais. Rio de Janeiro, você continua lindo!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um ar puro novamente


            Há algum tempo eu deixei de passar por aqui. Por falta de tempo e por preguiça. Mais por este último pra ser bem sincero. As idéias surgiram, mas faltava vontade e alguns minutos para colocar tudo no papel de uma forma agradável. Os últimos tempos foram muito bons. Algumas mudanças de vida, de hábitos e de amizades. Tudo parece que foi cautelosamente planejado afim de convergir para a felicidade. Cada escolha, cada passo. Foi bom ver coisas ruins se afastando e coisas boas chegando. Ventos novos, novos sabores e cores. Tudo novo.
             Agora é tempo de mudanças, de dar um grande passo na vida. Mal posso conter a felicidade e a alegria que essa nova oportunidade me trouxe.. uma oportunidade de ouro, é verdade. E o que me espera logo ali é uma nova vida na selva de pedra. Sei que lá tudo acontece de uma forma diferente, mas acho que já era hora de voltar às origens cariocas, à cidade que nunca dorme. Um detalhe aqui, outro ali e tudo vai se adaptando. Sei que a saudade de casa vai apertar, a falta da família e dos amigos vai falar alto, mas pra tudo isso existe foco e determinação, com uma pitada de lazer. É hora de cair no mundo, de mudar de vida, de fazer acontecer. Um abraço pra cidade que nunca dorme.. Alô meu Rio de Janeiro, ‘tô’ voltando.