Quando decidimos
crescer, tomamos o risco de aprender algumas coisas de uma forma não tão
amigável. É quando repetimos para nós mesmos que chegou a hora de evoluir, de
se tornar mais resiliente e de entender que nem sempre as coisas sairão do
jeito que planejamos. Nossos planos? São meros rabiscos de expectativa que
criamos para tentar nos manter focados naquilo que achamos que queremos. No
fim, é tudo possivelmente passageiro e mutável – coisa que só descobrimos
tempos depois.
Uma das belezas
do aprendizado é perceber que hoje temos uma compreensão melhor do que ontem e
imaginar que amanhã será ainda melhor do que hoje. Somos seres em constante
evolução e em busca de felicidade e plenitude. Passamos então a admirar o
aprendizado, mesmo quando doloroso, porque sabemos que algo melhor virá disso
tudo. É possível quase que tangibilizar aquele momento, aquele estalo mental,
em que enxergamos uma melhor versão de nós mesmos. E que momento!
O grande ponto
deste processo de evolução é que toma-se tempo. Tempo até entender onde a
expectativa se descolou da realidade. Tempo para entender o que causou isso.
Tempo para mensurar os impactos das frustrações em nosso subconsciente e
entender que há coisas muito mais profundas do que um simples desalinhamento de
expectativas. E, acima de tudo, tempo para se aprender a lidar com tantos
pensamentos e absorver a dor daquilo que já se foi, visceralmente acreditando
que planos maiores estão traçados mais a frente.
É... crescer não
é fácil, mas é necessário. Pode nos custar ombros amigos, noites de sono e
porres de amor, mas no fim, sempre vale a pena. Crescer é estar vivo e estar
vivo é ter a oportunidade de seguir evoluindo. Se não é pra isso que viemos
nessa vida, por que seria?
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