terça-feira, 22 de junho de 2010

Escrever sobre escrever

Considero a escrita como um dom. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita serve como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto de escrever.Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele pareça, não o é.

Não sei como os outros escrevem, mas gosto de deixar os pensamentos fluirem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas. Basta um pouco de esforço e vontade. Você já parou pra pensar no quão bem uma música te faz? É algo capaz de te desprender do momento, de provocar sensações adversas e despertar lembranças. Música toca e toca. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Agora, daqui algum tempo, algumas semanas volte e releia. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém?" é maior ainda. Isso deve ser alguma explicação, sei lá. Vou até arriscar aqui de chamar o "efeito escritor". Hahahaha!

Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. Escrever, achar tolo, escrever denovo, achar tolo denovo. Com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom".
Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.

7 comentários:

  1. Por mais que a gente escreva e ache que o que escrevemos não está bom, quando escrevemos nos sentimos bem. Ficamos mais leves. E, como vc mesmo disse: "esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia."
    Escrever vale a pena, e o seu texto, amigo, está bom sim.

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  2. por isso que eu sempre deixo o texto "esfriar" um pouco, antes de mostrar pra alguém.
    se, no dia seguinte, eu sentir como se não tivesse sido eu quem escreveu (de uma maneira positiva), é sinal de que presta e de que posso postar.
    enfim, vai nessa! :*

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  3. Gosteeeeeeeeeeeei. esse foi ainda mais criativo! Parabéns e está bem escrito ! rsrs

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  4. então, certamente vc escreve bem, consegue me envolver nas leituras, me prender e querer ler mais e mais o q vc escreve! brigado por proporcionar-me esse prazer! mto bom mesmo!!!
    =]

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  5. Muitoo bom!! Quand sai o proximo? =)

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  6. Escrever é umas das boas maneiras de exorcizar a alma.

    Texto realmente bom, brother!

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  7. esse tem toda uma metalinguistica reflexiva... muuuuito booom

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