segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sobre sair de casa e aprender a viver

        Outro dia me perguntaram como é sair de casa e porque eu decidi fazer isso tão cedo. Bom, primeiro de tudo: eu não acho que tenha saído de casa "tão cedo". Saí na metade dos meus 22 anos, logo após estar formado e ter garantido um bom emprego. Tudo bem, eu teria que mudar de cidade, mas a ideia de voltar para o RJ não me parecia tão ruim na época.

        Como é sair de casa? Bom, não lembro de nenhuma sensação parecida e que eu tenha vivido enquanto eu morava com meus pais. A começar pela segurança: quando moramos com nossos pais (ou outros familiares), geralmente não passamos pela sensação de insegurança. Sempre temos alguém do nosso lado, alguém que nos espera à noite todo dia, que prepara um café da manhã, que bate na porta do quarto pra nos acordar e que briga com a gente porque se importa. Por bem ou por mal, sempre temos alguém ali, mostrando preocupação e cuidado.

         E a segurança de casa cria uma falsa sensação de que somos inabaláveis, inatingíveis e invencíveis. Mas quer saber? Não somos. Quando você sai de casa, é quando geralmente as responsabilidades batem na porta. Aliás, elas entram sem pedir licença. São as contas, os contratos, o trabalho, as obrigações com a empresa, os happy hours (nem tão happy assim) que não se pode faltar, o problema na pia, o vazamento no banheiro, a falta de luz – que pode ser um problema do condomínio ou a conta que você não pagou. Enfim, problemas. É quando você aprende que seus pais faziam um monte de coisas que "blindavam" você e que evitavam que seu dia fosse excepcionalmente negativo.

         Eu acho que somente quando você sai de casa é que se aprende o verdadeiro sentido da palavra "exposição". É quando você aprende que decepções vem e vão, e o quanto isso te afeta só depende de você. É quando a vida faz questão de mostrar que ninguém vai bater mais forte do que ela. Mas sair de casa tem seu lado positivo: sente-se o real sentido da liberdade, experimenta-se o prazer de se estar sozinho quando se quer e aprende-se o que é ter várias responsabilidades.

        Hoje eu não me arrependo de ter saído de casa ou de ter dados os passos que dei. Todos eles me trouxeram aonde estou hoje e, apesar de tudo, não posso reclamar. Mas quer saber? Se tem uma coisa melhor do que sair é voltar pra casa.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Espere pouco. Espere nada.

É a espera que mata os nossos sonhos
É o medo de errar que derruba as nossas conquistas
É controlar-se demais que nos fazer perder o controle
É investir em conexões superficiais que nos torna cada vez mais rasos
É esperar demais dos outros que no frustra
São as altas expectativas projetadas que nos decepcionam

E mesmo sabendo que isso nos consome, seguimos esperando...
Esperando por "aquele dia"
por "aquele momento"
por "aquela oportunidade"
por "aquela coragem que me faltava"
por "aquela pessoa"
...
Apáticos mas cheios de vontade
Passivos mas repletos de ímpeto de ação
Esperançosos mas acomodados
Motivados mas indispostos

Esperamos por um tempo que não vai chegar
por uma pessoa que não existe
por uma miragem que é causa e consequência ao mesmo tempo
por algo que nos eleva e nos afunda, numa senoidal de (des)motivação

Quer saber?
Espere pouco
Espere nada
Não espere!
Aja. Mude. Reinvente-se

"Go for what it's yours in the universe!"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Sobre o que não agrega

           Ao passar dos anos você percebe que as dificuldades da vida só aumentam. A preocupação com trabalho, casa, vida social, família. As cobranças estão presentes em todos os círculos sociais da sua vida e nunca, nunca cessam. Manter-se determinado a cumprir um objetivo não é fácil, especialmente quando tem-se um ambiente aleatório e entrópico, que sempre te puxa pra baixo. Seja o cansaço, a rotina, as obrigações, a saúde, os comentários negativos.
            Estes pontos são comuns na vida de todos, atrapalhando em intensidade conforme o tamanho da vontade em se enfrentar determinado obstáculo. Prefiro então falar sobre o último, que vem atolando o "mundo moderno". São comentários que geralmente não agregam, que não somam, que não motivam, que não são, sequer, neutros. As vezes isso parte de gente frustrada, não realizada e que não consegue alcançar seus objetivos e que toma a decisão de denegrir ou jogar pra baixo tudo o que os outros fazem. As vezes isso parte de gente próxima, da família... tornando ainda maior o efeito negativo em quem recebe a informação. Seja por bem, seja por mal, seja por "brincadeira"... não importa. O efeito é o mesmo. A consequência e a mensagem que se passa é a mesma. Pior ainda quando os comentários vem de pessoas próximas, de quem você esperaria algo bom ou, no mínimo, neutro. Afinal, como já dizia o velho ditado "se você não tem o que falar, é melhor ficar calado".
              Pra uma coisa os comentários servem: entender quais pessoas querem te ver sempre bem, que apoiam o que você faz, seja isso o que for - estudos, esporte, vocação, trabalho, religião... Afinal, se te faz bem, que mal tem?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que dizem por ai

Dizem que para achar é preciso parar de procurar
que para dar certo é preciso arriscar
que para viver é preciso se permitir errar
e que para errar é preciso coragem para ir adiante

Dizem que as coisas boas surgem de forma inesperada
e que, por muitas vezes, o que você busca está mais perto do que parece
é mais simples do que você imagina
e já vagueia pela sua rotina há um tempo...
Mas é preciso mudar a perspectiva para se permitir enxergar

Dizem por ai que a essência da vida são a família e os amigos
amigos que ficam e acompanham nossa trajetória, tropeços e sucessos
e que anos, décadas depois, permanecem como irmãos
São eles que vão caminhar com você até o fim

Dizem por ai que ninguém é tão alguém que não precise de ninguém
e que a solidão, pode ser uma virtude ou uma maldição
cortejando com insanidade aqueles que têm a mente inexplorada
um vazio escuro de quem tem medo de si mesmo

Dizem por ai que a vida é difícil, efêmera e passa rápido
mas o que vejo são oportunidades que passam
pessoas que vão
sonhos que se perderam no meio do caminho

Espero poder dizer daqui a algum tempo que tudo valeu a pena
e que encontrei o que procurava
e que a felicidade estava ali do lado, onde eu menos esperava


E você, o que vai dizer por ai?

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O poder das decisões

             As vezes esquecemos que temos as rédeas de quase todas as nossas escolhas. Exceto por aquelas de natureza maior, é você quem decide o que, como e onde quer fazer algo. Está nas suas mãos aceitar certos desafios, propor outros e seguir adiante (ou não). Ninguém te obrigou a simplesmente aceitar a vida que tem hoje e não há nenhuma força que te impeça de mudá-la, que não a sua própria inércia, que passeia pela tão famosa zona de conforto. Nada te impede de crescer, evoluir e absorver novos conhecimentos. Ninguém disse que seria fácil, mas apesar de duro, o jogo é (geralmente) justo.
            Quando somos coniventes com a mesmice, ela toma conta e torna-se cada vez mais difícil mudar. A mesma lógica, acredito eu, serve para a liberdade que damos para os outros. Aceite certos comentários, e será sempre atingido por eles. Aceite o desrespeito e as mentiras, e elas te perseguirão com quase tanta força como as verdades, que vagam acanhadas por aí. Parece contraditório, mas a ordem só existe se houver desordem, discordância. Opiniões. Quando todos se calam e aceitam sem hesitar, vira uma discussão de um homem só, onde não existem opiniões e sim "verdades" absolutas que oprimem aqueles que, por muitas vezes, sequer tiveram a chance de se expressar. Não é possível, não é correto e não é saudável. Não consigo acreditar que as coisas só possam funcionar quando as cabeças estão baixas. É impossível enxergar os obstáculos quando o seu horizonte é o chão. Simplesmente não dá.
            Nesses tempos de opressão cultural, vejo pessoas aceitando demais e questionando de menos. Vejo injustiça, ignorância e coisas erradas. Muitas coisas erradas. Enquanto algumas pessoas simplesmente aceitam as coisas como são, agradeço por ainda me questionar e me incomodar com as coisas fora do lugar. Nem sempre consigo mudá-las, mas elas me colocam em posição de questionamento e inquietação. Agora é preciso colocar a cabeça no lugar e decidir o rumo da estrada.
E você, vai fazer o que da sua vida?