terça-feira, 26 de março de 2013

Soneto da Sociedade


Somos voláteis, passageiros e geralmente efêmeros
Não na essência, na personalidade. Ou assim não deveria ser..
Não há hábito que não se altere nem amor que não acabe
Rotinas vem e vão, amores também
Dores vem e vão e tem a finalidade de fortalecer quem as supera
Hoje ninguém É nada. Nós vamos sendo algo que muda e muda..
Somos transitórios, mutáveis, inconstantes.
Desesperados, é isso que andamos sendo.


A sociedade anda particularmente estranha,
Nos torna desapegados quando queremos carinho
Cruéis quando queremos paz e amor
É muita gente carente, careta e covard
“Vamos pedir piedade, Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde” já dizia o poeta

Os poetas andam solitários, vagando sem saber onde se encaixam
Os amores andam perdidos, sem ninguém que admita amar
As pessoas precisam fingir menos e sentir mais, é isso que anda faltando ..

quarta-feira, 6 de março de 2013

Objetivo: [x] Checked!



A capacidade de se tornar notável não vem do que você possui nem de quem você aparenta ser. Tornar-se admirável e respeitado não é algo que se constrói num piscar de olhos. É como uma obra que requer atenção, planejamento, foco, vontade e a capacidade de abdicar de uma coisa em prol de outra. Não é fácil, não é simples e ninguém disse que não será dolorido. É gratificante contribuir para algo e ver o seu esforço se concretizar em forma de resultado, de ações, reações e reconhecimento. É como se todo o cansaço fosse apagado e então se inicia o ciclo começa novamente até o dia em que não se levanta da cama com um objetivo, com uma meta. É disso que todos precisam para levantar. A inércia até leva o corpo pra frente após o primeiro passo, mas não garante um movimento acelerado e construtivo.
Agora eu escrevo numa situação totalmente diferente, enxergando as coisas por uma outra perspectiva e descobrindo que existe muito mais além daquilo que eu já achava ser muito. A verdade é que o horizonte é plano e infinito, independente de onde se esteja. A caminhada é longa, árdua e cheia de percalços, mas no final é só você contra você.
Hoje eu não tenho mais a pretensão de me planejar a longo prazo porque desconheço as próximas horas, quem dirá os próximos dias. Vou me guiando com o que sei, fazendo o que posso com o que disponho em mãos. Nada mais. Sorte? Azar? Vou descobrir na próxima página. Esse capítulo eu encerro por aqui e assim: focado, mudado e feliz.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A professora e seus alunos


A professora e seus alunos
Os alunos e seus cadernos
Os cadernos e os rabiscos
Os rabiscos e as idéias
As idéias e os sonhos
O balanço estava feito e o circo estava armado
Um circo diferente: dinâmico e nem sempre tão engraçado
Os palhaços aprendiam com a domadora que adestrava um leão por dia
As letras passeiam pelo quadro como verdades absolutas
E vislumbrando o conhecimento os rabiscos são feitos
E os cadernos vão sendo preenchidos, nem sempre com sentido
Mas ainda assim, preenchidos.

Em terra de circo sem lei, quem tem chicote é rei
Mas ainda assim os palhaços admiram a domadora
Que apesar de propagar as verdades absolutas, aprende a cada dia um pouco mais
E ensinando feliz ela vai vivendo os felizes ensinamentos..
Ela não teria esse sorriso no rosto se não fosse isso tudo
Acostumou-se com a selva e o circo sem lei.. e agora já era tarde
Não poderia mais viver sem isso. Era sua vida, sua identidade.
O mundo precisa de mais professoras assim.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lição

     Hoje, mais uma vez, eu aprendi alguma coisa. Não foi uma lição agradável e se eu parar pra pensar beeeem, eu meio que já sabia disso. Só nunca tinha parado pra pensar no tamanho da consequência que isso pode gerar. "O problema nem sempre é o que se fala, e sim COMO se fala."
     Essa é pra deitar, pensar, refletir, analisar e claro, mudar. Algumas horas de sono me separam do início de uma enorme mudança. Amanhã é dia de matar, ou melhor, domar um leão todo dia. Não adianta deixar as "feras" soltas e justificar isso com o comodismo ou hábito. Não adianta mesmo. Lembre-se que no fundo no fundo, pouquíssimas são as pessoas que vão te abrir os olhos e te dar uma opinião sincera de quem tá "out of the box". A maioria vai sempre fazer sala, manter a educação e desgostar na sua ausência. As pessoas tem manias, vícios, comportamentos estranhos.. mas num ambiente coletivo é preciso adaptar-se. Sei que de perto ninguém é normal, mas repensar as atitudes sempre foi uma forma inteligente de mudar.
     E começa agora, nesse exato ponto final.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O que sei sobre o lado de cá


A vida é rápida, ligeira, efêmera
Um dia eu ‘tô’ aqui, depois ali
Nunca lá, mas também nunca cá.
Não vou pra os lugares escuros, mas não gosto de muita claridade
Costumo correr do que me faz mal
Mas estou quase sempre me perdendo do que me faz bem

A cabeça é firme, decidida, determinada
Sei quase tudo o que quero, quando quero e como quero,
E sei que quero não querer mais do que posso ter
Nem ter menos do que sou capaz de realizar
Sei o que quero mesmo sem saber pra onde isso me levará
Nunca pra lá, espero.

Não vivo com medo, mas tenho medo de não viver mais
De não poder voltar atrás do que fiz errado
E de não lançar uma última palavra ao vento.
Sei que o vento leva pra longe o que não faz bem
E que tende a trazer pra perto as alegrias. Sempre.

Hoje a cabeça ‘tá’ rodando, confusa..
A realidade deu uma sacudida na rotina e nas idéias
Passou e deixou tudo de cabeça pra baixo.
Mas pelo menos eu sei o que eu sei
E sei que os ventos vão passar, soprar e levar isso pra longe
Só não quero chegar lá.. não, lá não!
Perdido ou não, estou bem por aqui.