quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nostalgia

        Hoje eu fui à minha casa antiga pegar tudo o que ainda estava por lá. Nunca imaginei que abrir um armário e vasculhar coisas antigas pudesse ser tão difícil. À cada caixa aqui, roupa ali eu ia lembrando de momentos passados. Momentos bons, ruins, porém todos marcantes. Acabei pegando tudo, absolutamente tudo, e jogando no chão para ver o que eu levaria e o que eu deixaria para trás de vez. 

        Pareceu meio que uma cena de filme, uma casa totalmente vazia, aquele silêncio, e eu sentado com um punhado de caixas, bilhetes, e outras mil coisas pequenas espalhadas pelo chão. Comecei a perceber como somos uma metamorfose ambulante E errante. Achei velhas cartas, fotos, presentes. Ao mesmo tempo que aquilo tudo pesava e trazia saudade, de certa forma doía. Não sei, talvez pela vontade de querer reviver, de querer fazer diferente, de testar mais e ir aos limites. Enfim, uma nostalgia melancólica ou uma melancolia nostálgica. Whatever.

        O que mais dói é ver a foto de alguém que já se foi, e que sempre foi tão importante pra você. Mas, ficou pra trás. Está tudo numa grande caixa velha, lá na casa antiga. E de lá, acho que nunca mais verei tudo aquilo. Acho que já estava na hora de deixar pra trás algumas coisas, e esquecer de vez outras. Não que isso vá evitar a tristeza, a saudade. Longe disso. Agora vou curtir um pouco essa minha nostalgia (quase-triste) ouvindo uma boa música. Led Zeppelin, here I go.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Voto é que nem bunda. Dos outros.

       O voto, ou melhor a sua opinião, deveria ser sua e as pessoas deveriam respeitar, mas não é assim. É incrível ver que numa época dessas aparecem tantos cientistas políticos, com seus argumentos aparentemente bem conexos e suas opiniões intimidadoras. Não concordo com isso mesmo. Tudo bem, já passou, mas só agora tive tempo de vir aqui deixar minha crítica. Nessas eleições eu vi algo que me espantou, a falta de respeito. Não me lembro de nunca em eleições passadas ter visto tanta baixaria como nesta. Se tratando especificamente da presidência, parecia eleição de grêmio de colégio, com um bando de MULEQUES apoiando aqui e ali, com bolinhas de papel e argumentos de menino. Vergonhoso.

        É quando a gente pensa que não pode piorar, que vem uma coisa assim. E eu acho uma pena, um país tão belo, tão grande, com um povo tão acolhedor, viver numa situação dessas. Ontem vi o pronunciamento de milhares pelo Twitter, principalmente das regiões sul e sudeste, falando sobre como nordestino é burro. Eu sou carioca, mas nessas horas eu me sinto mal em dizer que sou de lá. Moro aqui, e tenho todos meus amigos aqui. Já vivi tantas coisas, para numa hora dessas aceitar uma atrocidade como essa. Burros são esses ignorantes que vivem em outra atmosfera. Esquecem que um dia a casa cai, a moeda vira, e você pisa na merda como todos.

                Eu votei em Dilma sim (sem apologias à partido, por favor. Apenas argumentos meus). Não sei como seria o governo de Serra, mas À MIM ele não transmitia confiança. E eu vi meus pais crescerem muito nos últimos anos, e me dizerem que o governo teve forte influência nisso. Vi as melhoras nítidas na Universidade. Eu não posso simplesmente esquecer isso e fingir que não vi porque agora estou em um patamar levemente mais elevado. Eu acho que esse governo tem tudo para ser muito bom, e ajudar aos que precisam,melhorar muita coisa e nivelar um pouco mais o país em diversos aspectos. Ou pode ser que dê tudo errado, não sei. Eu não adivinho futuro, nem você. E quanto ao argumento de roubos, nem me venha com essa. Em todos os governos isso existiu, e vai existir. Não tem pior ou melhor, nesse quesito são todos iguais. Infelizmente a impunidade na política brasileira é banal.

        Não sou nenhum “espertão” em política, muito menos quero convencer ninguém de nada. O que vimos foi uma campanha feia, suja, vergonhosa. E esse foi meu primeiro e último post sobre isso, pelo menos por enquanto. Espero daqui a alguns anos voltar aqui para falar de coisas boas, e de como as coisas melhoraram. Se não.. cá estarei de novo, e DEJAVU!

domingo, 17 de outubro de 2010

Quem ri por último.. é um babaca.

         Não, quem ri por último não ri melhor. Quem um dia falou isso, provavelmente foi alguém que perdeu algo e tentou amenizar sua frustração tentando passar uma inverdade, contando uma mentira tantas vezes até que ela virasse verdade. Pura baboseira. O motivo desse post? Mulheres. Depois de ver um tanto de coisa ao meu redor, e vivenciar um outro tanto, bateu a vontade de escrever sobre isso. Quero deixar claro que isso aqui não é nada preconceituoso, apenas uma constatação do que eu acho, com base no que eu vejo. Por favor meninas, não briguem comigo depois :P Muita calma nos comentários.

         Saber lidar com as pessoas é algo muito difícil, e quando isso vira um relacionamento com uma mulher, ah, ai é complicado. Isso porque a linha que divide o otário do cara interessante, é tênue. É como andar numa corda bamba, num quarto escuro, com uma bandeja de copos, e um gato arranhando suas costas. Depois de um longo tempo de análises, você chega a conclusão de que definitivamente, mulher alguma gosta dos caras manés.  Mas ao mesmo tempo, não é bacana ser o escroto que pensa que elas não sentem. 

             O importante, é ter a sensibilidade para saber quando ligar, como falar, como demonstrar interesse, atenção, mas também deixar claro que você vive muito bem sem ela. Aliás, todos podem e conseguem viver sozinhos , só que alguns não admitem por acharem isso duro demais. Mas o ideal mesmo seria se não houvesse esse jogo, essa meio que competição da coisa. Se ninguém ficasse com um pé atrás, tudo fluiria bem. Nada de babacas, escrotos, palhaços ou cordas bambas. Enquanto isso, vai todo mundo brincando de malabarismo, caindo aqui, ali.. vai quem um dia a coisa muda.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ser Palhaço

            Hoje estava voltando para casa, e reparei em algo que me chamou atenção: Um palhaço no sinal. Mas não era um palhaço qualquer. Por algum motivo aquela pessoa me transmitiu paz, tranqüilidade. Comecei a imaginar como deveria ser o dia dele. Passar um dia inteiro no sinal, tentando ganhar algum trocado, fazendo malabarismo no calor, porque acredite, o sol de Natal às 11h quando você está num sinal da BR castiga. E o calor é grande. Vendo todos aqueles carros e pessoas passarem, indo e vindo. E acima de tudo, manter aquela alegria, mesmo que aparente. Um sorriso. Isso sim é uma coisa difícil de se ver, e fazer.

             A gente costuma voltar para casa meio nervoso, com a cara fechada, pensando que não tempo pra isso ou aquilo, que as provas estão chegando, que o trabalho está apertando... E é preciso de vez em quando um “choque” de realidade assim, pra percebermos que a vida é mais que isso sabe? Meio clichê, mas não é sempre que a gente percebe isso. E acho que o mais interessante, é ao menos tentar tirar essa lição e aplicar um pouco disso. Difícil manter um belo sorriso com tantos problemas, mas acho que vale o esforço. Além de um pouco mais de alegria, você pode ser o palhaço de alguém. Pense nisso ;)

domingo, 10 de outubro de 2010

Erros

   Primeiro de tudo, peço desculpas à todos os leitores pelo longo período de ausência por aqui. A verdade é que ando num ritmo de constante mudança, com uma rotina bem cheia e uma preguiça que, com a menor brecha, tenta tomar conta de tudo. Mas cá estou eu, tentando retomar o ritmo literário novamente. 

   Nesse tempo em que estive ausente, passei por algumas mudanças. Umas leves, outras nem tanto. Fato que vivemos em mudança constante, mas, esses últimos tempos foram um pouco mais intensos nesse quesito. E quando isso vai acontecendo, a gente vai deixando pra trás antigos hábitos, adquirindo novos. É quando a gente para e olha pra trás, e vê com mais clareza os erros que estavam tão escancarados, mas por algum motivo a gente não os enxergava. Vai ver, isto faz parte do processo de se aprender. E mudando, a gente vai percebendo como a vida é frágil, simples. Vamos vivendo, caminhando, sem parar e assimilar o que está à nossa volta.Sabe inércia?

   A verdade é que hoje eu estou numa ‘vibe’ meio saudosista, meio pensativa da coisa. Nada como um dia levemente ocioso para causar isso. Queria corrigir alguns erros cometidos, mudar algumas características e deixar as coisas bem encaixadas. Ah, queria.. Mas não dá. Alterar isso seria como mudar o que me levou a escrever este texto - paradoxo? . A essência não se perde, e nem se altera facilmente. É mais fácil ter um momento desses, parar de fazer tudo e analisar os eventos ao seu redor. Pesar erros, acertos e fazer o que for necessário para melhorar sabe-se lá o que. Afinal, de que serve passar por tantas experiências se o objetivo não for crescer?

Que bom que hoje eu cresci um pouquinho. Aprendi um pouco mais sobre como lidar com coisas que dão errado, sobre paciência, sobre como ser feliz num domingo chato e sobre as coisas simples que me fazem feliz. Aprendi um pouco também sobre como voltar a escrever, e tentar não errar nisso. Amanhã eu vou errar em alguma coisa, mas faz parte. Estar certo o tempo todo deve ser chato. 

   Preciso pegar o ritmo da escrita outra vez. Só pensar e não colocar no papel nos causa isso, textos não tão bem escritos. Pura falta de prática. Mais um erro, creio eu. Sem problema, alguns rabiscos aqui, uns posts ali e eu tento corrigir isso.