As pessoas não são lineares. Somos voláteis, inconstantes, não lineares e aleatórios. Quase sempre beirando uma falta de exatidão incompreendida. Os desvios e os erros variam, pra mais e pra menos mas não a linha de tendência. Isso é o que somos e somos assim porque assim é. Existem algumas poucas características que de fato podem ser utilizadas com o verbo “ser”. Alguns outros valores podem ser incorporados e vem atrelados, de forma correta, com o “ter”. O resto? O resto são atitudes passageiras, valores que mudam, prioridades que se comutam ao longo do tempo. Estados de espírito vem e vão. Hoje nós somos amáveis, amanhã nem tanto. Hoje tudo está colorido, amanhã a escala de cinza pode dominar. Ninguém sabe.
Somos funções randômicas sem frequência, com picos e vales indefinidos. Podemos
ecoar e entrar em ressonância, mostrando até a décima harmônica de emoções, ou
podemos ficar ali, quietos, estáveis e quase tendendo a zero. Somos exatas,
ciências.. artes! Arte em forma escrita, cantada, tocada, ou até aquela um
pouco menos apreciada, advinda dos números. Somos o que somos e isso ninguém
mudará. Imprevisíveis como um jogo de poker.
As pessoas são fascinantes e intrigantes . E a mágica disso está na assimetria,
na irregularidade e na incapacidade de previsão dos fatos. Não gostamos do que
é previsível, do que fica na palma das mãos. Acho que existe um pouco do
espírito conquistador e desbravador dentro de cada um, mesmo que em proporções
diferentes. A vida é linda assim, não linear!