sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Receita [quase] de bolo

       Receita de como “fazer um cara”. Não necessariamente agradando à todos os paladares.

       Ingredientes: Esportes, Bebida, Viagens, Música, Festas, Amigos, Mulheres e Sentimentos.

       Modo de Preparo: Misture 4 colheres de Esporte (futebol é uma boa pedida) com 5 colheres de bebida. Adicione um pouco de gelo, de preferência do tipo “Final de Semana”. Deixe descansar na tigela por 5 minutos. Após esse tempo, coloque essa calda pré pronta em uma tigela maior. Em uma panela, coloque 2kg de Música, 4kg de Festas, 5kg de Mulheres e amigos à gosto. Espere até a massa ganhar consistência. Adicione um pouco de tempero do tipo “Diversão”. Coloque sal à gosto. Prepare em uma outra panela a massa principal. Coloque muitas viagens regadas à bebida, 7kg de Mulheres, 3 dedos de Música e festa para adoçar. Coloque amigos à vontade. Para finalizar, adicione todos os sentimentos bons e alguns ruins também, afinal tudo merece balanço. *P.S.: Não adicione apenas os bons pois ficará muito doce.*

       Para finalizar este maravilhoso prato, junte tudo que foi preparado anteriormente numa só tigela, misture bem. Para facilitar a união, adicione bebidas, música e sentimentos. Misture bem e leve ao forno por 20minutos.

         Pronto, está feito o seu cara. Se estiver muito seco, adicione um pouco de bebidas, festa e música (Cuidado para não estragar). Se estiver sem sal, adicione um pouco de sentimentos e algumas viagens. Consuma sem moderação. *P.S(2).: Esta porção serve apenas uma mulher, a não ser que a dona da receita seja solidária e queira dividir com as amigas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Despedidas

        Despedidas são sempre melancólicas e tristes. Sentimos aquele sentimento de impotência, misturado com uma vontade de querer voltar no tempo, ou parar o tempo. Guardamos na memória todas as coisas boas que vivemos ali, com aquelas pessoas, e como num passe de mágica vem á tona tudo de uma vez, num flash que nos deixa desnorteados. É como se fosse possível reviver aqueles momentos na memória, quase que como realmente, sentindo gostos, ouvindo os mesmos sons. Nostalgia, essa é a palavra.

        E depois da despedida, mais duro ainda é voltar pra velha rotina. Tudo parece chato, monótono, preto e branco e sem gosto. Tudo o que queremos é voltar pra tudo aquilo que até pouco tempo tanto nos encantava. Revemos fotos, vídeos, mantemos contato com os amigos que fizemos por lá, mas depois de um tempo.. as coisas ficam menos intensas. As lembranças agora estão mais distantes, os amigos viraram um contato vago. Todos estão longes, em suas rotinas, e toda essa nostalgia já está guardada naquela caixa que você guarda dentro de si chamada “Lembranças”. É, aquela caixa bem grande e colorida que nós abrimos todo dia quando queremos nos sentir bem.

        No balanço de tudo, dar adeus à algo é necessário. Tanto é, que se assim não fosse, depois de um tempo o diferente viraria mais uma parte da sua rotina. Sentir saudade faz bem, mostra que você está vivo, que você sente e que tudo à sua volta te afeta de uma certa maneira. E tudo recomeça: novos planos, lugares, pessoas, sensações, experiências. Tudo parece mágico e diferente novamente, e te faz bem. Você não quer perder isso outra vez, toda essa explosão de felicidade. Mas vai acontecer, cedo ou tarde você vai ter que voltar. Apenas aproveite ao máximo o que puder, com quem puder e aonde puder. Lembre-se que daqui à alguns anos tudo isso estará naquela velha caixa reconfortante que você abre todo dia. Não hesite em colocar dentro dela tudo o que tiver de melhor sempre. E o melhor de tudo, ela é tão grande quanto você quiser. 

        Adeus.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quase Epitáfio

       Ontem eu fui ao médico e ele disse que as coisas não estão nada bem. Provavelmente só terei mais um dia de vida. O que fazer nesse último dia? Quero falar com os meus pais e dizer o quanto eles são importantes na minha vida, e agradecer por tudo que eles fizeram por mim até hoje. Quero encontrar os meus amigos e relembrar os vários momentos que passei com cada um deles. E abraçá-los pela última vez. Quero sair correndo por ai, sentindo o vento no meu rosto e apreciando um pouco mais da natureza. Reparar no azul do céu, deitar na grama e apenas observar, nada mais.

        Quero ir para uma montanha, ver toda a cidade de longe e imaginar como tudo teria sido se eu não estivesse ali. Quero sentar e comer a minha comida preferida, e me deliciar com cada garfada. Quero olhar pra trás e ver que tudo o que eu fiz até hoje valeu a pena, e não sentir vergonha de nada. NÃO quero sentir arrependimento por não ter feito algo. Quero sair e curtir uma última festa, beber e me divertir pela última vez. Quero ouvir as minhas músicas favoritas, e dançar sozinho no quintal. Não me importa o que vão achar, afinal à esta altura qualquer louco pareceria normal.

       Quero terminar de escrever esse texto e ter certeza de que tudo, absolutamente tudo, valeu à pena. Quero sair pela rua e jogar todo meu dinheiro pro alto. Quero pedir desculpas à todos os que eu já machuquei algum dia e esperar que, apesar de tudo, as coisas boas prevaleçam sobre as ruins. Quero terminar esse texto, e fazer tudo o que eu disse. Aliás, acho melhor parar agora e ir curtir esse meu último dia. O tempo voa. 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nostalgia

        Hoje eu fui à minha casa antiga pegar tudo o que ainda estava por lá. Nunca imaginei que abrir um armário e vasculhar coisas antigas pudesse ser tão difícil. À cada caixa aqui, roupa ali eu ia lembrando de momentos passados. Momentos bons, ruins, porém todos marcantes. Acabei pegando tudo, absolutamente tudo, e jogando no chão para ver o que eu levaria e o que eu deixaria para trás de vez. 

        Pareceu meio que uma cena de filme, uma casa totalmente vazia, aquele silêncio, e eu sentado com um punhado de caixas, bilhetes, e outras mil coisas pequenas espalhadas pelo chão. Comecei a perceber como somos uma metamorfose ambulante E errante. Achei velhas cartas, fotos, presentes. Ao mesmo tempo que aquilo tudo pesava e trazia saudade, de certa forma doía. Não sei, talvez pela vontade de querer reviver, de querer fazer diferente, de testar mais e ir aos limites. Enfim, uma nostalgia melancólica ou uma melancolia nostálgica. Whatever.

        O que mais dói é ver a foto de alguém que já se foi, e que sempre foi tão importante pra você. Mas, ficou pra trás. Está tudo numa grande caixa velha, lá na casa antiga. E de lá, acho que nunca mais verei tudo aquilo. Acho que já estava na hora de deixar pra trás algumas coisas, e esquecer de vez outras. Não que isso vá evitar a tristeza, a saudade. Longe disso. Agora vou curtir um pouco essa minha nostalgia (quase-triste) ouvindo uma boa música. Led Zeppelin, here I go.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Voto é que nem bunda. Dos outros.

       O voto, ou melhor a sua opinião, deveria ser sua e as pessoas deveriam respeitar, mas não é assim. É incrível ver que numa época dessas aparecem tantos cientistas políticos, com seus argumentos aparentemente bem conexos e suas opiniões intimidadoras. Não concordo com isso mesmo. Tudo bem, já passou, mas só agora tive tempo de vir aqui deixar minha crítica. Nessas eleições eu vi algo que me espantou, a falta de respeito. Não me lembro de nunca em eleições passadas ter visto tanta baixaria como nesta. Se tratando especificamente da presidência, parecia eleição de grêmio de colégio, com um bando de MULEQUES apoiando aqui e ali, com bolinhas de papel e argumentos de menino. Vergonhoso.

        É quando a gente pensa que não pode piorar, que vem uma coisa assim. E eu acho uma pena, um país tão belo, tão grande, com um povo tão acolhedor, viver numa situação dessas. Ontem vi o pronunciamento de milhares pelo Twitter, principalmente das regiões sul e sudeste, falando sobre como nordestino é burro. Eu sou carioca, mas nessas horas eu me sinto mal em dizer que sou de lá. Moro aqui, e tenho todos meus amigos aqui. Já vivi tantas coisas, para numa hora dessas aceitar uma atrocidade como essa. Burros são esses ignorantes que vivem em outra atmosfera. Esquecem que um dia a casa cai, a moeda vira, e você pisa na merda como todos.

                Eu votei em Dilma sim (sem apologias à partido, por favor. Apenas argumentos meus). Não sei como seria o governo de Serra, mas À MIM ele não transmitia confiança. E eu vi meus pais crescerem muito nos últimos anos, e me dizerem que o governo teve forte influência nisso. Vi as melhoras nítidas na Universidade. Eu não posso simplesmente esquecer isso e fingir que não vi porque agora estou em um patamar levemente mais elevado. Eu acho que esse governo tem tudo para ser muito bom, e ajudar aos que precisam,melhorar muita coisa e nivelar um pouco mais o país em diversos aspectos. Ou pode ser que dê tudo errado, não sei. Eu não adivinho futuro, nem você. E quanto ao argumento de roubos, nem me venha com essa. Em todos os governos isso existiu, e vai existir. Não tem pior ou melhor, nesse quesito são todos iguais. Infelizmente a impunidade na política brasileira é banal.

        Não sou nenhum “espertão” em política, muito menos quero convencer ninguém de nada. O que vimos foi uma campanha feia, suja, vergonhosa. E esse foi meu primeiro e último post sobre isso, pelo menos por enquanto. Espero daqui a alguns anos voltar aqui para falar de coisas boas, e de como as coisas melhoraram. Se não.. cá estarei de novo, e DEJAVU!