sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Contos inacabados da terra do efêmero

Caminhos voláteis e histórias que se entrelaça(ra)m
Jogos aqui e ali, sem nenhum fortuito vencedor, afinal
Disputas sem nexo  e um lego sentimental que se espalha por aí
Pedaços, cacos, espinhos, sobras, amor e um pouco de dor
Sente-se aqui, sente-se ali... mas não se sente, realmente, em nenhum lugar
E sentado à beira do mar, descobre-se que os sentidos se enganaram
Que o irreal tomou conta muito antes da mente se dar conta
E que agora, infelizmente, a conta já é alta demais – há de se pagar o preço

Um grito entalado na garganta e preso por tanto tempo
Disfarçado, cabisbaixo mas deveras energético – cheio de emoção consigo
Quando solto, causa estrago, como um furacão aleatório de sentimentos
Varrendo consigo mar, terra, poeira e pessoas boas
Ah, as pessoas... quanta gente certa na hora errada
Pagando o preço do relógio que já girou – e girou errado
Como se o erro estivesse aqui e não ... ali

E assim, sem mais nem menos, o permanente se vai
O impensável entra em ação e toma conta do rotineiro
Um sonho de cada vez, um passo atrás do outro e um pôr do sol por dia
Dias que seguem... efêmeros e marcantes
Importantes, mas negligenciados por quem fica aqui
Como se tudo não passasse de ... um sopro?

E soprou.

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