Caminhos voláteis e
histórias que se entrelaça(ra)m
Jogos aqui e ali, sem
nenhum fortuito vencedor, afinal
Disputas sem
nexo e um lego sentimental que se
espalha por aí
Pedaços, cacos,
espinhos, sobras, amor e um pouco de dor
Sente-se aqui,
sente-se ali... mas não se sente, realmente, em nenhum lugar
E sentado à beira do
mar, descobre-se que os sentidos se enganaram
Que o irreal tomou
conta muito antes da mente se dar conta
E que agora,
infelizmente, a conta já é alta demais – há de se pagar o preço
Um grito entalado na
garganta e preso por tanto tempo
Disfarçado,
cabisbaixo mas deveras energético – cheio de emoção consigo
Quando solto, causa
estrago, como um furacão aleatório de sentimentos
Varrendo consigo mar,
terra, poeira e pessoas boas
Ah, as pessoas...
quanta gente certa na hora errada
Pagando o preço do
relógio que já girou – e girou errado
Como se o erro
estivesse aqui e não ... ali
E assim, sem mais nem
menos, o permanente se vai
O impensável entra em
ação e toma conta do rotineiro
Um sonho de cada vez,
um passo atrás do outro e um pôr do sol por dia
Dias que seguem...
efêmeros e marcantes
Importantes, mas
negligenciados por quem fica aqui
Como se tudo não
passasse de ... um sopro?
E soprou.