Eu ando distraído, tranqüilo e com a cabeça vazia
Não faço idéia do que me espera ali depois da curva
E na verdade nem quero saber o que há por trás das cortinas
O que eu vejo, ou melhor, não vejo
São sombras e objetos distorcidos
Imagens rabiscadas e projeções do quase real
Eu ando perdido, sereno e acomodado
Sem pensar em nada, sem fazer nada
Sem ser nada.
Eu vou andando até que algo me pare, ou até que eu o caminho acabe
Eu estou simplesmente... sendo o que eu quero ser agora
Não quero ser mais do que eu não consigo
Nem menos do que eu posso ser
Não quero andar, caminhar, correr. Eu só não quero nada.
Quero sentar e escrever amanhã esperando que alguma idéia venha
E que algum texto se vá,
Acho que eu já nem sei mais o que eu quero,
Mas eu ando assim, perdido demais.