quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Madrugada Cinzenta

Ontem eu acordei sentindo mais frio que o normal. Não bastasse esse inverno solitário e sem cor, ainda tem aquela outra pontadinha que cutuca o dia inteiro. Realizar qualquer tarefa, por mais simples que seja, é um desafio. Ando desconcentrado, com a cabeça longe, bem longe. Tudo se resume à umas poucas palavras querem ser pronunciadas, mas acabam ficando presas, e à uma seqüência de memórias que, quando juntas, formam um filme em forma de flashback saudosista. Queria estar em outro lugar, distante daqui, aonde eu não conheceria ninguém e talvez ficasse quase incomunicável, mas estaria bem desta forma. Esses tempos de dezembro são bons, são alegres e descontraídos, mas poderiam ser ainda melhores se algumas outras peças estivessem aqui no tabuleiro. De vez em quando a gente não nota a importância do que nos cerca até que o cotidiano vira distância. Foi preciso tudo isso para que eu pudesse enxergar esse cenário em preto e branco de outro ângulo.

Nunca fui de ter problemas com sono, mas de umas semanas pra cá, dormir virou quase um desafio. É quando você deita que fica mais difícil desacelerar os pensamentos. Parece que a madrugada, quanto mais fria e quieta, mais pensativa ela se torna. Sonhar, lembrar, sentir falta, lembrar de novo. Tudo isso que andava enterrado anda voltando aos pouquinhos, tentando se readaptar à cabeça, e a cabeça à isso. É um treinamento bilateral que envolve paciência e requer tempo, mas há de acontecer. Agora o que eu preciso é só de umas noites tranqüilas, com a mente mais sossegada. Continuo fazendo aquela contagem, com um ar ainda mais ansioso, eu diria. E o frio continua apertando, maltratando pela madrugada. Só há uma solução agora:

- Um café, por favor. Extra forte e caprichado.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Objetividade

Eu não estaria aonde estou se não tivesse feito tudo aquilo ali atrás. Não, não tem contexto, não tem rima, muito menos sentido. Quer dizer, não pra qualquer um. Sei que aos que se sentirem agraciados pelo texto, a inteligibilidade será suficiente. Mas serão poucos, fato. Acho que é uma mistura de mil obrigações e horários apertados que anda causando essa confusão toda. Dia vira noite, sono vem em horário nobre. É, ‘tá’ complicado. ‘Tô’ tentando entrar num relacionamento sério com uma tal de Férias, mas ela anda difícil demais. Quero dormir, pegar uma praia, correr e ver seriados. Quero acordar sem fazer nada e descansar antes mesmo de ficar cansado. Quero tudo isso com a vagarosidade de um sábado à tarde, numa rede, em frente à qualquer praia aonde haja sol. Não sei se isso vai chegar, quando vai chegar e como vai chegar.

A verdade é que eu já saturei de certas coisas e vai ficando mais difícil de deixar passar outras. A tolerância vai diminuindo, a paciência também. Só o que resta é alguém que vai se conflitando sem motivo. Agora o mês vai se projetando pra uma desaceleração, e o calendário parece mais extenso. Vou fazendo uns rabiscos aqui, outros ali. Uma conta como quem não quer nada. Preciso abrir a mente e me concentrar no que tá aqui, colado, presente. Rumo, foco, regras, objetivos. É isso que falta, ou pelo menos é o que eu pretendo buscar agora. É provável que eu me perca ainda mais, mas uma hora melhora. Tem que melhorar.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Fantoches Rabiscados

Tem gente que quer sempre estar por trás do espelho

E não sabe brincar de procurar os sete erros,

Tem gente que acha coisa aonde não tem

E acaba indo e vindo, sendo tanta coisa sem ser nada.

Tem gente que domina o apontar de dedos

Criticam, gritam e esbravejam com tamanha postura

Mas caem no abismo e acabam esquecendo de si mesmas

E tornam-se só mais umas aleijadas espirituais


Há tanta gente de alma branca e de tamanha boa vontade

Gente que emite boas vibrações

Tornando tão mais agradável seguir em frente nessa selva de pedra

Há pessoas que passam sem ser notadas,

Daquelas que não pendem para mal ou bem

Apenas coadjuvantes nessa peça mal-interpretada

Meros bonecos teatrais conduzidos ao nada


Há pessoas que vivem sem saber

E aquelas que nem sabem o que é viver.

Pessoas medíocres, alegres, tristonhas e conformadas.

Enfim, pessoas.

Não é tudo isso ou tudo aquilo que forma o todo

É um pouco de tudo que gera essa massa, essa nuvem de emoções

O conglomerado de fantoches coloridos chamado mundo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Noite multifacetada

Ela acordara sem saber como seria. Pisou com o pé esquerdo, mas recuou. Decidiu ficar mais alguns minutos no escuro do seu quarto e aproveitar aquela marola sonolenta. Desceu então, pisando dessa vez com o pé direito. Sentiu confiança e um ar de alegria, como uma premissa de que tudo daria certo. Saiu feliz e conversou com cada um dos seus amigos, gesticulando e falando graciosamente, tentando transparecer toda a paz interior daquele dia tão azul. Parecia conseguir deixar um rastro leve no ar. Imaginou como seria voltar ao passado e alterar tudo o que havia feito. Pensou um pouco melhor e percebeu que se fizesse isso, estaria afetando quem ela era, e aquele momento em si. Decidiu não tocar nas feridas. Bebeu, comeu e se divertiu como se fosse sua última noite de liberdade. Não cogitou o amanhã e não atendeu a porta para o pretérito. Simplesmente viveu. Ela sabia que aquilo tudo não duraria pra sempre, mas preferiu deixar o lado racional e egoísta de lado. Pelo menos naquela noite, naquele dia. Abriu as portas da sua cabeça para quem quisesse entrar, e deixou bem claro naquela roda de amigos, que nem tudo ia bem. Aquilo que todos viam era só uma imagem, um papel sendo interpretado por alguém que tentava não demonstrar o que parecia alfinetar por dentro. Um capricho talvez, ou uma forma de defesa. Aquele teatro todo era a sua fortaleza, seus muros pessoais.

Não desejava mais sentir aquela angústia. Queria poder gritar à vontade e marejar os olhos se fosse preciso. E se impreciso fosse o desejo disso tudo, que assim fosse. Desceu do palco e desligou os holofotes que há tanto lhe agraciavam. Tirou toda a maquiagem e mostrou ao mundo o que havia por baixo daquela fantasia carnavalesca. Conseguiu surpreender-se diante do que viu em frente ao espelho – uma mulher forte, criada e vivida por todas aquelas cicatrizes. Necessárias. Cada parte do seu corpo fazia sentido no conjunto, e agora ela podia enxergar isso. Deitou a cabeça no travesseiro e esperou o sono visitá-la. Não conseguia prever seus sonhos mas tinha a ligeira impressão de que seriam bons. Foi entrando num estado meio nirvana, meio saudosista. Colocara ali, naquela hora, um ponto final nessa peça que já durava há tanto. Seria agora uma menina diferente. Uma mulher de olhar forte e sincero, sem máscaras, sem maquiagem, sem meias palavras.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tic-Tac sabor: Nostalgia

A cada dia que passa, eu vejo mais oportunidades passando diante de mim. Chances que eu não agarrei e palavras que não voltam mais. De umas eu não me arrependo, mas de outras eu sinto tremendo pesar. Queria saber quais foram as escolhas sensatas, e quais as equivocadas. Sinto que lá na frente vou olhar pra trás e desejar ter feito tanta coisa diferente. Pena que agora eu não consigo ter essa visão mais clara das coisas, e acabo cego pelas circunstâncias que me rodeiam. Queria ter a experiência de um idoso sem ter que viver tanto tempo. O tempo corre, voa, e a gente não percebe o que passou até ter passado. Ninguém dá valor ao que é recorrente e presente, pois sempre parece indestrutível. Engana-se aquele que acha que tudo é pra sempre e, pensando assim, deixa sempre o que mudar para amanhã.

O amanhã para mim é uma caixa preta. Pode ser algo bom, ruim ou pode não ser. A gente sempre dorme e acorda com algum plano, mas você nunca sabe se vai poder fazê-lo, ou sequer tentá-lo. O mundo é cruel e o tempo mais ainda, e mesmo assim você ainda vive com a ilusão de que pode se dar ao luxo de consertar algo depois. Muito cuidado com as suas escolhas, é só isso que eu posso dizer. O tic-tac é voraz e não perdoa ninguém.

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Bom queridos leitores, provavelmente agora os posts vão se tornar não tão freqüentes. Resolvi me dedicar à idéia de escrever um livro, apoiado por alguns amigos e amigas, e agora estou trabalhando nisso. Espero que saia algo bom, e não se preocupem, assim que puder divulgo um resumo ou uma idéia geral do livro por aqui .. Até o próximo post.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um conto sobre o esquecimento

Um dia ele acordou com a idéia de que tudo seria diferente. Espreguiçou-se espantando todos os males e tomou um banho para lavar a alma. Colocou sua melhor roupa e perfumou-se meticulosamente. Viu o sol raiar e se deu conta do quão belo era o amanhecer, coisa que havia lhe fugido à mente há tanto tempo. Ouviu os pássaros cantarem, o orvalho secar e desejou um sol pra ele todo dia. Não queria ainda encarar que o mundo lá fora o aguardava ansioso e voraz, querendo lhe mostrar umas verdades inevitáveis. Decidiu então se calçar e abriu a grande muralha marrom. Lá fora, a luz refletia a beleza já esquecida por ele. Por um momento, conseguiu viajar na sensação do vento batendo no seu rosto e como que sorrateiramente, sorriu de canto de boca. Felicidade, era isso que ele sentia. Sentiu todo seu corpo ser percorrido por uma bela corrente fugaz que arrepiou todos seus pêlos. Deu seus primeiros passos como uma criança que tropeça nas próprias pernas, e lembrou agora dos tempos da sua juventude. É, o tempo havia sido cruel com ele. Cantarolou sozinho, conversou consigo mesmo, gritou ao vento e viu-se como um louco, sendo observado pelos olhares críticos de pessoas que não sabiam o motivo de tanto alarde. Não ligava para isso, e cantou ainda mais alto.

Sentou-se no banco da praça, ou melhor, naquele banco da praça. Sim, aquele que há alguns anos atrás mudara sua vida. Era ali talvez, o lugar mais dolorido para estar. Ainda conseguia sentir no ar o cheiro doce que por tempos foi seu guia. Fechou os olhos e criou novamente o cenário que lhe causara pesadelos e o fizera perder tantas noites de sono. Agora já não sentia mais aquela confiança, e o medo parecia estar sentado ao seu lado. Pestanejou e desejou nunca ter saído de casa. Tudo que lhe restava eram memórias doloridas, imersas em momentos que foram tão bons, mas que agora não passavam do passado. Não viu outra saída senão voltar à sua segura escuridão e saborear lentamente aquela agonia amorosa. Caminhou para casa tentando se convencer de que tudo ficaria bem e não passara de mais um sonho ruim, até dar-se conta de que toda aquela luz era de fato real. Prometeu-se apenas que a partir daquele momento não entregaria mais seu coração à ninguém. Era dolorido demais, real demais. Sabia que talvez nunca mais fosse feliz, mas era um risco à se correr, afinal, a dor já estava o matando mesmo. Deitou-se e pensou apenas em coisas boas, como se isso devesse lhe trazer bons sonhos. Sabia que conviveria com aquele fantasma ainda por muito tempo, e ainda assim quis permanecer solitário.Esqueceu-se apenas do fato de que ninguém é tão alguém que seja alguém sozinho. Mais um amor traído que caiu no esquecimento, perdido nas memórias em preto e branco, vagando por ai sem propósito e sem vontade. Mais um, apenas isso, mais um.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Filosofia de Bar

Outro dia estava num bar, e entre umas e outras surge aquele assunto polêmico: mulheres (Não, o assunto polêmico não são MAMILOS, ok?). Um fala de como as mulheres estão mudadas, agressivas, festeiras e beberronas. Outro fala que já se decepcionou aos montes e que mulher nenhuma presta, e que agora é só curtição até os 45 anos. Não sei, mas creio que as mulheres quando se reúnem conspiram coisas similares, aonde tudo pode ser resumido à seguinte frase, diga-se de passagem – poética: “Homem é tudo igual, nenhum presta”. Enfim, voltando ao ponto da conversa dos homens, que é o alvo do post... em meio à tantas conversas no bar, um dos caras na mesa pede a palavra, e demonstrando sensatez começa a mostrar aquele lado bom e gracioso da mulherada que no fundo, no fundo, beeem lá no fundo, é verdade. O homem tem o costume/hábito/vício – ou sei lá qual a palavra adequada - de achar que sempre existe alguém solteiro, e em melhor condição. Sempre tem-se a idéia de que o que é do outro é melhor. É por isso que, a maioria dos caras comprometidos vive imaginando como é a vida daquele seu amigo solteirão, bonitão e que vive na farra. Ilusão, essa é a palavra. Quase sempre nos deixamos levar pela fantasia criada pela noite, aonde bebe-se, festeja-se qualquer coisa, e conhece-se pessoas aleatórias e efêmeras que muito provavelmente não passarão de uma pegação casual na balada.

Claro que a vida de solteiro tem seu lado bom, e julgo importante que todo mundo passe um tempo nela para mudar apenas quando tiver certeza de que chegou a hora certa, caso contrário, vai namorar pra colocar no facebook, nada mais. Mas então, geralmente o homem busca uma mulher que : não reclame de nada, que goste de futebol, que beba, que goste de sair, que aceite toalhas e roupas jogadas pela casa, que seja linda, que não seja tão ciumenta, e mais algumas coisas semi-impossíveis aí. O fato é, depois de um tempo você PRECISA acordar para o fato de que mulher assim não existe. E não que isso seja ruim, não é, é só a realidade. Da mesma forma que tantas coisas que elas procuram em nós, não existem, e elas vivem muito bem com isso. Por mais que a vida de solteiro seja boa e sem muitas responsabilidades, eu acredito que quem dá o equilíbrio na vida de um homem é a mulher. Alguns sabem disso, mas ainda não querem aceitar. Outros não sabem, e existem ainda os que sabem e são felizes ao lado de alguém. Conversas de bar são sempre filosóficas e profundas, como se todo bêbado fosse psicólogo com ênfase em comportamentos humanos. Ahh esses bêbados, sempre aprontando alguma. – Garçom, mais uma cerveja por favor.

sábado, 17 de setembro de 2011

Randômico

          Quem nunca soube o que é estar perdido não sabe o que é acordar sem saber se a verdade é aquilo mesmo diante dos seus olhos e o que fazer à respeito de uma mentira tão conveniente que foi contada tantas vezes por você mesmo que já lhe convence do contrário. Há momentos em que tudo muda num piscar de olhos e a reação normal é apenas uma: ficar sem reação. Ninguém sabe lidar com mudanças tão repentinas, sejam elas boas ou ruins. Se são boas, desconfie da esmola do santo. Se são ruins, culpe Murphy, o destino, o horóscopo ou  uma amiga invejosa que colocou olhado. O fato é que todo mundo quer o que não tem, quer sempre subir um degrau à mais e alcançar um outro ponto, só que a mudança que isso atrai geralmente incomoda. Perdido, é assim que muitos andam.

          Eu já andei sem saber pra onde ia, e já vim de lugares sem saber como havia chegado lá. Mas nada disso me matou, apenas contribuiu pra que eu resolvesse os meus problemas naquele momento. Encontrar-se ou encontrar algo nem sempre é a solução pras incógnitas que rondam a sua cabeça. Deixar-se levar pela onda de aleatoriedade tão encantadora pode ser um tanto quanto eficaz. Nem sempre é fácil colocar a cabeça no travesseiro e dormir com tantas incertezas na cabeça: relacionamentos, dinheiro, trabalho, estudos, família, lazer. Fica tudo martelando até que você chegue à conclusão de que não há saída, e que as coisas vão de mal à pior. Na maioria das vezes, não vão. Hoje eu deito sem saber absolutamente nada sobre o amanhã, e já me acostumei a caminhar assim. Prefiro não me definir demais ou planejar demais, exceto por alguns pontos que necessitam de uma rotina pra que a coisa não saia de controle. Fora isso, adotei a política dos bons ventos. E pretendo manter isso até que chegue um furacão e desregule tudo, salientando que todo furacão tem nome de mulher. Coincidência não? Sem polêmicas, por favor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bolinar é uma arte!

      Já faz algum tempo que toda semana surge um novo caso de bullying. Primeiro foi aquele gordinho que deu um golpe estilo “Street Fighter” e ficou conhecido carinhosamente como Zangief. Depois começaram a surgir vídeos e mais vídeos de brigas em escolas, meninos sendo ridicularizados na escola e criança ficando traumatizada. Agora eu começo a me perguntar, quando foi que isso deixou de ser um problema real e passou a virar um monstro criado pelo sensacionalismo. Porque que eu me lembre, desde sempre existe um cara na turma chamado de “gordo” ou “gordinho”. Você já deve ter conhecido alguém com apelido de “Nego”, porque eu mesmo conheço uns 10. E por ai vão os apelidos que sempre são vergonhosos e deveras ofensivos. Não, eu não estou apoiando a violência contra ninguém. É só que, eu já fui o gordinho da turma, já tive cabelo de índio, já fui pequeno, já levei chute na canela, peteleco, cascudo, tapão e todos os tipos de “agressão” que você passa quando é mais novo no colégio.

      Não, eu não cresci sequelado por isso (Ou cresci? ;O). Eu acho que, até certo ponto, faz parte e faz bem pra criança essa cultura que envolve apelidos, amigos, brincadeiras. Com um certo limite, certo, mas todo mundo aqui já brigou na rua, já bateu e apanhou de alguém, já fez aquela velha balbúrdia pra começar um briga com o clássico: “Ele xingou a sua mãe. Vai deixar é? Se fosse eu não deixaria não..” Todo mundo já fez isso, e o mundo é mundo assim. Seus pais e os meus pais provavelmente perderam lanches pra crianças mais velhas e só tinham vez pra jogar bola depois que os mais velhos queriam. Ninguém morreu por conta disso.

          Agora o que me espanta é essa coisa de crianças intocáveis, de direitos demais. As pessoas esquecem que crianças são naturalmente sem noção e más, afinal, elas fazem aqueles comentários extremamente indelicados simplesmente por não saberem aonde parar. Adolescentes são usualmente desligados e em uma fase transitória em que o certo é o que der na cabeça dele. Tem muito mais gente preocupada com o menino que brigou com outro e chamou o amigo de gordinho, do que com os vários roubos do governo, com os furos no caixa, com mais um imposto que querem criar pra justificar um investimento que vai pro bolso de alguém. Ninguém anda enfatizando o que deve. Agora furacão matando mil pessoas é cotidiano e não passa de uma notícia pra preencher linhas, manchete mesmo é “Menina puxa cabelo de amiga por ser chamada de feia.” 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Traição é Traição, Romance é Romance

            Amor é Amor e o Lance é o Lance. Começando o texto com essa bela música que nada mais é que um retrato fiel do anda rolando por aí. Eu tiraria a segunda e a terceira frase, e deixaria apenas a traição e o lance. Agora sim! A verdade é que as coisas mudaram de tal forma que tudo anda banal e normal demais. Todo mundo aceita tudo, faz tudo, quer tudo. Na minha humilde opinião, juntou-se a praticidade da sociedade com o fato de tudo ter que ser muito rápido e eficiente. É aquela história do quero AGORA! Caos. Foi nisso que deu. Hoje em dia a onda é namorar por “status” e continuar solteiro em paralelo. A moda é passar dois anos com alguém e fingir que são só dois dias. Chutaram o pau da barraca do Respeito.

            Não sou um cara que faz apologia à romances eternos e contos de princesas. Até porque eu sei que no final das contas é tudo uma questão de imaginação. Mas isso não me obriga a bater palmas pro novo comportamento. Na minha cabeça, eu acho muito mais correto um cara que é solteiro convicto, mesmo que por uma década, do que um cara que namora por aparência, na tentativa de manter a imagem de alguém que tem compromisso, quando na verdade é o oposto. Talvez isso seja falta de alguma virtude, ou uma conseqüência do ciclo vicioso em que a sociedade cobra satisfações da sua imagem, e você obedece mostrando algo que nem sempre tem. E assim vai, você finge que namora e eu finjo que não sei de nada. As mulheres sabem. Até hoje eu nunca conheci mulher que não fosse no mínimo umas 10x mais esperta que o cara. E quando eu digo isso, é porque nós homens somos extremamente práticos e desatentos, enquanto elas são minuciosas no que fazem. Sacam no ar muito antes de você cogitar algo.

         Por isso que eu digo que não existe mulher lesa, existe mulher que se faz. Agora eu sinceramente não entendo o porquê disso. Você vivem reclamando que falta HOMEM, que falta cara querendo compromisso. Quando arrumam qualquer coisa, apegam-se à isso como se fosse a última coca-cola do deserto, o muro que matou Ayrton Senna. Como já dizia a minha vó (e provavelmente a sua vó também) "Antes só do que mal acompanhado" .. Uma mistura de desespero com falta de amor próprio. Eu sou homem mas não sou hipócrita ao ponto de defender a nossa classe. Eu sei que mulher trai e que faz merda, mas pelo que eu VEJO, os homens fazem “trocentas” vezes mais. O homem sempre tem a ilusão de que o que é dos outros é melhor, por isso essa vontade constante de pular a cerca. Só que ai você pula, consegue o que quer e TXARAM! Tem algo melhor em outra cerca. Essa é a basicamente a diferença entre porque os homens erram tanto, mesmo gostando muito de alguém.

           É claro que aqui eu generalizei, mas não adianta falar de mulheres que vacilam com a gente. A proporção é baixíssima e no final das contas elas querem romance e amor. A gente quer traição e lance. É o novo lance, o lance do pente!

domingo, 31 de julho de 2011

O meu passado me condena

           Eu já joguei queimada e brinquei de polícia e ladrão. Já colecionei kinder ovo e milhares de álbuns de figurinhas. Já comi chocolate escondido e já deixei de lanchar na escola para comprar mais figurinhas. Eu já ralei o joelho, os cotovelos e já fiz muita cara feia para passar o bom e velho “mertiolate”. Eu já passei horas brincando com bonecos e já falei sozinho enquanto criava minhas brincadeiras de criança. Já soltei pipa com cerol e já joguei pião na rua. Eu já toquei a campainha do vizinho e corri. Eu já deixei de fazer as tarefas do colégio e copiei dos meus amigos mais nerds. Eu já colei em provas e já dei cola pra muita gente. Já gostei de quem não gostava de mim. Já mandei cartas e bilhetes de paquera, daqueles que você manda quando tem 12 anos e depois sente uma vergonha eterna de já ter sido tão infantil. Mas faz parte.

               Já passei tempos sem falar com amigos que sumiram e mesmo assim eles continuam os mesmos bons e confiáveis amigos. Eu já empurrei pessoas na piscina e já fui derrubado. Já menti para proteger quem eu gostava e já menti por achar que isso seria mais cômodo. Já fui sincero demais e acabei falando o que não devia. Eu já fui orgulhoso e não pedi desculpas, e já morri de vontade de ver alguém que mora longe. Já senti saudades do que estava do meu lado, e do que eu nunca tive. Já briguei com grandes amigos e hoje somos ainda mais unidos. Já quis viajar para longe e não voltar. Já estive longe e quis voltar. Já fiz tanta coisa que nem eu mesmo lembro de tudo agora. Eu sei que meu passado é um grande livro com umas páginas rabiscadas, outras coloridas e outras apenas escritas. E aqui vai mais uma pequena anotação nisso tudo.

domingo, 24 de julho de 2011

"Só as mães são felizes"

- Mainhaá, tô saindo!

- Eii, aonde você pensa que você vai?

- Vou sair com o pessoal.

- De novo? Você saiu quarta, quinta.. chegou de madrugada. Você não acha que tá bom não?

- Pô mãe, mas hoje é sexta-feira! Eu vou ficar em casa num sexta-feira? É isso que você quer?

- Por que você não sai mais cedo ou vai pegar um cinema, ou alguma coisa assim mais tranqüila??? Todo dia é bar, farra, festa. Você nunca foi assim. Depois que começou a andar com esse pessoal ficou desse jeito... e eu nem sei mais quem são seus amigos.

- Ah mãe, pelo amor de Deus. É o mesmo pessoal de sempre e tal, os caras do colégio e um pessoal que eu conheci esse ano. Mas é todo mundo tranqüilo. Não tem porque se preocupar.

- Sei. Mas essa coisa de ficar “zanzando” de madrugada por ai é perigoso. Você vê, meu filho, quanto acidente tem por ai. Esse pessoal que bebe e vai dirigir..

- Mas mãe, eu mal bebo. Você sabe muito bem disso.

- Eu sei meu filho, e eu confio em você. Eu não confio é nos outros.

- Aaaah mãe, parou. Eu não vou ficar em casa numa sexta-feira. Tô saindo, tá? Já to atrasado e o pessoal já tá lá no bar.

- Eu não vou dormir bem enquanto você não chegar. Por favor, me ligue e mande mensagem quando você chegar lá. OUVIU? E depois me ligue pra dizer se tá tudo bem.

- Tá, tá, tá. Eu ligo. Affff, nam..

- Não vai me dar um beijo não?

- Ah mãe, tá! Só quero sair, pfff.

- Vai com Deus, meu filho. E não esquece de me ligar viu?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A razão disso tudo

           Um dia ele se pegou pensando em como havia chegado ali. Em como num piscar de olhos tudo havia mudado: as pessoas, as cores, os ambientes, os hábitos, os gostos. Sua aparência. Ele parecia não acreditar no que via, mas não por ser algo desagradável, e sim pela surpresa que lhe havia causado. E a pergunta continuava rondando a sua cabeça. Por alguns minutos debruçou-se sobre seus braços apoiando lentamente o queixo sobre as mãos e refletiu profundamente sobre a causa daquilo tudo. Era como tentar pescar uma baleia com uma vara de pescar daquelas de festa junina. Tudo aquilo foi gerando uma angústia misturada com pavor e incerteza. Ele nada pode fazer.

           Minutos se passaram, horas se passaram, dias se passaram. E o garoto continuava a se perguntar qual era a razão daquilo tudo. Lembrou-se então de amores e decepções passadas e de coisas que lhe fizeram mudar de atitude e tomar a decisão de mudar por um tempo. Era nisto que tinha culminado esta sua decisão. Os amigos haviam aumentado, mas os poucos e bons permaneciam ali. As cores eram apenas diferentes, afinal agora ele tinha mais tonalidades para pintar sua rotina. Os hábitos haviam mudado como uma resposta natural do que ele havia passado. E sua aparência era uma mera conseqüência do tempo. No fundo, agora o garoto estava mais calmo. Descruzou os braços e relaxou o maxilar. Esticou as pernas e por alguns segundos conseguiu se libertar do pensamento que tanto lhe torturava. Agora tudo parecia simples e lógico. Sem pestanejar colocou sua melhor roupa e seu melhor perfume, como quem se arruma pela última vez. Aquela noite prometia ser mais divertida que o normal. Antes de sair para encontrar com seus novos e velhos amigos, olhou-se no espelho como de rotina, apenas para ver se estava tudo em ordem, e surpreendeu-se ao ver quem estava ali. A pergunta foi inevitável: Como eu vim parar aqui?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A arte de ser prolixo

          Andei estudando o protocolo de interface de comunicação dos canais de comunicação pseudo confiáveis desta rede complexa. Acabei por me surpreender com tamanha complexidade que envolve toda essa gama de aspectos complicados e caóticos, não obstante a constante alteração comportamental dos executores de tal protocolo. Não consegui definir um padrão de execução, logo, a melhoria da interface foi impossibilitada pela falta de dados teóricos capazes de auxiliar na implementação de uma solução prática viável. Talvez um pouco mais de estudos consigam externar essa notória teia de relações que circula dentro de cada elipsóide social desordenado. 

             Existirão tempos de estudo e tempos de análise. Tempos aonde cada erro do algoritmo apontarão para uma solução impossível, e tempos aonde toda a rotina precisará de uma reformulação medial baseada em análises defasadas e inúteis de outrora. Não, eu não estou louco. É só a falta de prosa que me fez girar em círculos sem conseguir definir um tema capaz de canalizar toda essa energia que vem sendo desperdiçada nessa cabeça, agora, vazia. Pensar não é o bastante, é necessário haver qualidade de idéias, e é isso que anda me faltando. Agora, o que eu preciso é analisar estatisticamente cada fato, sua influência no sistema e como cada elemento se comporta para com o todo. Desta forma, far-se-á ao menos uma demasiada forma de ocupação temporal não formalizada, porém útil. E por aqui eu encerro o que mal começou, ou melhor, que muito mal chegou ao fim. Prolixo e relapso, inconstante e corajoso, enigmático e passivo de atitudes. É assim que ando vivendo, e assim vai ser até tudo entrar em ordem.

sábado, 2 de julho de 2011

Time for a change.

        A gente perde um pouco a noção do que é bom quando as coisas não mudam. A estagnação torna qualquer um pálido e sem graça. Tudo vai perdendo a graça até virar parte de uma simples rotina, fazendo com que tudo pareça preto e branco. Não consigo entender a graça de ser sempre feliz, de estar sempre rindo, de tentar transparecer um bem-estar contínuo. Sinceramente, não consigo acreditar em alguém que se julga sempre feliz. 

         Eu gosto de curtir a minha tristeza de vez em quando. De parar pra ver um filme que me faça lembrar algo que dói, de ouvir uma música que machuca, de ver fotos antigas. Tudo isso faz parte, e tudo isso faz bem. A dor só me mostra que eu ainda estou bem vivo, e que eu preciso buscar meios para não sentí-la mais. Não dessa forma. E vai ver é por isso que eu cresço , que eu busco a felicidade de novo, e de novo.. Não acho que a vida seja simples, nem que as pessoas sejam simples. Mas isso é simples, é felicidade e tristeza, uma atrás da outra. Faz parte, e faz bem. Sempre me fez. Não sei se todo esse frio me causou isso, ou se é só a escuridão ali fora. Talvez o estopim mesmo tenha sido o velho amigo Hank. Talvez. Só sei que agora eu quero curtir um pouco dessa minha tristeza e amanhã eu vejo o que faço. Vi na previsão do tempo que amanhã promete muita chuva, frio e melancolia.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vou andando ...

Eu ando distraído, tranqüilo e com a cabeça vazia

Não faço idéia do que me espera ali depois da curva

E na verdade nem quero saber o que há por trás das cortinas

O que eu vejo, ou melhor, não vejo

São sombras e objetos distorcidos

Imagens rabiscadas e projeções do quase real

 

Eu ando perdido, sereno e acomodado

Sem pensar em nada, sem fazer nada

Sem ser nada.

Eu vou andando até que algo me pare, ou até que eu o caminho acabe

Eu estou simplesmente... sendo o que eu quero ser agora

 

Não quero ser mais do que eu não consigo

Nem menos do que eu posso ser

Não quero andar, caminhar, correr. Eu só não quero nada.

Quero sentar e escrever amanhã esperando que alguma idéia venha

E que algum texto se vá,

Acho que eu já nem sei mais o que eu quero,

Mas eu ando assim, perdido demais.

sábado, 25 de junho de 2011

Babaca e Careta

          Há momentos na vida em que você consegue filtrar o que te agride, repintar as partes feias e deixar consigo só o que te agrada. Há momentos em que tudo o que você quer é não fazer nem querer nada, apenas sentar no seu quarto esperando que ninguém venha lhe perguntar o que aconteceu. Não aconteceu, e se aconteceu, ninguém quer falar. Eu não quero. Há momentos em que os momentos se foram e você só consegue viver uns flashes desastrosos que parecem conspirar contra você. Para cada momento, há um “eu” pronto para vivê-lo.

          O mundo vai tendo os seus momentos também. E agora é o momento de ser careta, babaca e idiota. Eu não vivi tantos anos para estabelecer algum parâmetro que me permita a comparação, mas o que eu vejo ao meu redor são rebanhos de pessoas sem nada na cabeça. Que aparentam ter nascido do nada e estarem indo para o lugar nenhum. Pessoas que não sabem o que são, que não querem saber e nem querem que você as diga. Elas estão ali, só isso. Eu já cansei de tanto falatório sem sentido, de tanta gente hipócrita gritando pelos ideais dos outros. De tanta gente que parece ganhar mais para viver a sua vida do que as delas. Eu já não quero mais ter que achar tudo legal, normal e aceitável. Eu quero gritar em alto e bom som para quem quiser ouvir: “Pára esta porra que está tudo muito errado.”

            É.. esse mundão não vai parar pra mim. Nem as pessoas sem nada na cabeça vão ouvir isto de bom grado. É, mas pra falar a verdade eu não me importo com isso. Só quero ter a certeza de que mais alguém concorda comigo em pensar que o mundo mudou. Ou melhor dizendo, as pessoas mudaram e mundo só acompanhou isto. Queria acordar e não ver mais essa desordem toda, essa falta de confiança, essa falta de educação, essa falta do que falar. Queria ver mais do mundo que existe no meu universo paralelo. Acho que no fundo eu só queria não querer sair daqui. Já cansei de ficar cansado do que não me agrada. Eu não quero viver num mundo babaca e careta. Eu quero viver, só isso.

~ Esse texto não foi repensado ou reescrito. Ele foi simplesmente vomitado no papel, portanto, por favor relevem qualquer coisa. Se ainda houverem posts por aqui, serão melhores. Pelo menos, mais cuidadosos. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Alegria em poucas linhas

          Considero a escrita como um dom, uma forma de arte. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita sempre serviu como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto é de escrever. Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele o pareça, não é.

           Não sei como os outros começam seus textos, mas gosto de deixar os pensamentos fluírem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas.  Um texto bem escrito tem que ser capaz de causar um efeito similar ao de uma música ou de uma essência, que é: desprender do momento, provocar sensações adversas, sejam elas boas ou ruins, e despertar lembranças. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Daqui algum tempo, volte e releia aqueles rasbiscos. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar  "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém." é maior ainda. Isso deve ter alguma explicação, algo que devia ser descrito como um “efeito escritor”.

          Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom quanto eu pensava, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. E com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom". Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Sonhador

      Eu sempre fui do tipo prol-liberdade. Nunca gostei de regras, rotinas ou qualquer comportamento que me transpareça a idéia de estar preso. Desde pequeno buscava contrariar o que se parecia fixo, e ir de encontro ao que era indiscutível. Não, eu nunca fui rebelde. Sou, e sempre fui um cara com idéias e ideologias, capaz de defendê-las sob quaisquer circunstâncias. Gosto da idéia de me sentir livre, de dormir em Nova York e acordar em Paris. Da idéia de conhecer todos os continentes, e viver o máximo de cada cultura possível. Como já disse Pedro Bial : “More uma vez em Nova York mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer”. Eu quero, e vou, viver cada sensação que esse mundão há de me proporcionar. Sou do tipo sonhador, com um toque de capricorniano que não nega a minha perseverança no que eu faço.

         Sou fascinado pelas caminhadas sem rumo que vem e vão, pelos caminhos confusos que vão sendo lançados ao longo desses minutos tão ligeiros. Hoje eu escrevo aqui, amanhã eu escrevo ali. Outro dia.. ah, o outro dia ninguém sabe. E essa é a única certeza que eu tenho: sobre o amanhã eu não sei de nada. Alguém já disse um dia: “Pra morrer, basta estar vivo.” Espero levar comigo até o último instante essa liberdade que sempre fez muito bem. Até hoje eu não entendo como gastamos tanta energia buscando mostrar ao mundo o quanto somos felizes, como se ele, em algum momento, tivesse pedido explicações. É desafiar demais as probabilidades, desperdiçando cada única oportunidade que se abre pra você. Não dependa da sorte, nem conte com ela para guiar os seus passos, afinal, a sorte vem para quem está preparado. Caminhe, ande, corra, viaje. Viaje!

         A verdade é que dessa vida eu não vou levar nada. E quando eu partir, o que vão ficar serão lembranças, idéias, memórias e amigos. Tudo isso será lembrado por uma única e forte palavra que sempre me descreveu: Liberdade. E que isso crie tantos outros sonhadores, capazes de viver consigo mesmos, e sozinhos se preciso. Capazes de enxergar a beleza de um amanhecer ao lado de alguém numa praia deserta. Que consigam perceber que o que te faz feliz está ai, do seu lado. Não busque o equilíbrio longe demais, nem torne a sua felicidade dependente de algo que não depende de você. É tudo tão efêmero e sutil que não vale à pena. 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O enigma

Somos todos um rabisco mal escrito de um texto incompleto

Texto este que busca revelar o que não existe...

Entender o que não faz sentido

Viver o que não tem entendimento

Não sentir o que se faz entender

Não viver o que se entende da vida

E não tornar-se passivo diante do desconhecido

Acabamos reféns de nossas próprias palavras.

 

Nem tudo é inteligível, tal como nem tudo é impossível

Somos mais impulsivos que nossos pensamentos

E menos corajosos que nossos ideais

E ninguém entende o porquê de tanto caos

E de tantos porquês vagando ociosos por ai

Tão ociosos que, diante de nós, parecem pitorescos abismos

Verdadeiras fendas que levam ao nada, vindas do nada, passando pelo nada.

Nada, essa é a verdade.

 

Eu já vagueei pelo escuro sem saber

E já soube que, mesmo lá tão claro, continuava aleatório

Eu sou assim, e prefiro me manter assim

Aleatório, impulsivo e incógnito.

Um enigma será sempre assim: Surpreendente.

domingo, 12 de junho de 2011

Perder e Ganhar. Ganhar e Perder.

        Parece uma dança das cadeiras, com umas regras diferentes, aonde além de cair, você também deve ganhar ou perder alguma coisa. Só que você joga com cadeiras que se movem, numa sala escura e cheia de buracos. E a regra do jogo é simples : perder ou ganhar. Eu não sei se o perder vem quase sempre acompanhado do fato de nós sermos idiotas - e quando eu falo nós eu to me referindo à sociedade como um todo – ou se é só uma questão da velha e boa lei de Murphy. Um pouco dos dois, maybe.

         Estamos tão habituados à nos contentar com a mesmice, que perder algo ou alguém, pode doer e marcar, mas é encarado como algo normal. Não é, ou pelo menos não deveria. É como estar numa situação boa e que te faz bem, e não conseguir mais enxergar isso, ofuscado pela rotina. Ai vem uma mudança e te faz acordar e perceber o quanto aquilo é importante. O intrigante da coisa é saber que você depende daquilo ou daquela pessoa, e que você pode perdê-la à qualquer hora ,e mesmo assim se acomodar e esperar que a pura sorte tome conta das rédeas de tudo. Só que uma hora ou outra, meu amigo,  o cavalo corre demais e a carroça tomba.

         Eu já perdi tanta coisa, e deixei passar tanta gente boa na minha vida simplesmente por me acomodar e achar que isso era certo. Pra falar a verdade, escrever é uma forma de aliviar esse sentimento de culpa que segue comigo. Mas apesar de concordar e compactuar com o que foi dito, ninguém vai deixar de errar por isso. De algum modo, faz parte da vida perder algo e sentir essa dor da perda, pra só assim abrir os olhos e ser capaz de crescer como pessoa. Só sei que eu cansei de cair nessa dança das cadeiras, mas não posso reclamar também. Já puxei a cadeira de muita gente nesse jogo de perde e ganha. Mas afinal de contas, quem é que ganha alguma coisa com isso? Estou tentando descobrir até hoje.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cinzentos anos dourados

        “Hoje eu acordei com sono, sem vontade de acordar”. Mas não foi somente isso. Não sei se você já sentiu isso, mas eu tenho a constante impressão de que eu nasci na época errada, na década errada. É olhar para o lado e se perguntar de onde veio tudo isso, e como chegamos à tal ponto. Não sou um revolucionário, nem tão pouco o cara que vai mudar o mundo. Sou mais um sonhador de mãos atadas, ou melhor, acomodadas. Mãos estas, as mesmas que cospem no papel uma ideologia de mudança puramente imaginária.

         Eu queria ter a capacidade de viver o passado apenas pelas coisas boas e místicas, podendo à qualquer hora voltar para a minha realidade limitada e segura. Eu queria ser do tempo em que os jovens brigavam por suas razões nem sempre justificadas. Dos tempos em que o Barão Vermelho ecoava pelo Circo Voador com seus Codinomes Beija-flor. Do tempo de Chico e suas obras de arte líricas, chamadas de música. Dos tempos de Woodstock e seus defensores de cabelo grande. Pensando nisso tudo, eu sinto uma nostalgia de algo que eu não vivi, uma saudade de algo que eu nunca tive. Talvez por tudo, apesar de cinzento, parecer simples e alegre. Vai ver, é tudo uma ilusão criada pelo romantismo da época. Romantismo no sentido real da palavra. Romantismo dos tempos em que jogava-se bola na rua, o leite vinha em garrafas de vidro, o padeiro passava na sua rua levando sonhos e a cidade inteira se reunia ao lado da TV para assistir à Canarinha jogar. Tempos bons devem ter sido estes..

 
        E toda essa idéia meio anos 60, meio hippie, me deixa num grau de abstração digno de anestesia. São as idéias fluindo e a imaginação indo com a maré. Esse mundo colorido e brilhante demais não é pra mim. Preferia agora estar sentado numa cadeira de balanço, aos pés do Rio de 80, ouvindo um pouco de Joplin e Hendrix. Colocaria pra tudo pra fora num papel e talvez descobrisse que aqueles tempos nem eram tão bons assim. Eram cinzentos e monótonos demais. Mas apesar de tudo, eu teria uma boa música e um tanto de romantismo ao meu lado. Isso me bastaria.

domingo, 5 de junho de 2011

A tristeza é um ponto de vista

         Eu não cresci com a falsa idéia de que a vida era fácil. Nunca tive tudo na mão e agradeço por ter sido criado assim, afinal, a criação é a base para o que se vai ser quando crescer. A vida não é fácil nem justa, muito menos tranqüila. Vivemos as sensações mais variadas possíveis, e as mudanças nos fazem do jeito que somos. Ninguém vive de só felicidade ou de tristeza , e sim de equilíbrio. Nunca acredite em alguém que aparenta ser sempre feliz. Um dia se está por cima, outros por baixo.. já dizia Pedro Bial.

         Hoje eu consigo olhar pra trás e ver como eu sou forte por ter assimilado e superado os obstáculos pelos quais eu passei. Não quero me vangloriar por isso, nem me comparar com ninguém, até porque existem pessoas que sofreram bem mais. Mas eu não posso pensar na minha vida num comparativo minimalista, imaginando as piores experiências na vida de alguém e me achar um príncipe por isso. Seria injusto e pré-potente. Eu vivo o que a minha realidade me trás, e preciso conviver com os problemas reais, aqueles que existem e que batem à minha porta todo dia. 

          O mundo é grande, e tem seus alguns bilhões de pessoas, mas tudo o que eu consigo ver agora é a janela do meu quarto, um céu estrelado e o silêncio lá fora. O meu quarto parece uma armadura contra todos os problemas que ecoam inquietos com o vento. Não, não é medo. Nem covardia. É só a impressão, talvez falsa, de que eu estou mais seguro comigo mesmo. Os meus problemas não são os maiores, e a minha tristeza não é completa e totalmente justificável. Na verdade, eu nunca busquei justificativa pra nada. Eu só sei que agora o que me dói é real e intenso. Eu sinto e sei muito bem disso.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Um livro chamado Seu

            Cada um de nós nasce com um livro nas mãos. Livro este que vem com uma bonita capa dourada e páginas em branco, que começam no número 1 e vão até um número surpresa. Este livro vem sem referências, sem comentários, sem agradecimentos e sem nenhum tipo de assinatura ou dedicatória. Os anos vão passando e você vai se tornando o escritor da sua própria história, criando capítulos e parágrafos, poemas e estrofes, versos e versinhos. O livro é seu, e você o faz da forma que achar melhor. Um dia você é um cronista, no outro um jornalista e naqueles dias de chuva, aonde a inspiração bate à sua porta, você pode até ser um poeta.

            Nessa história que vai sendo escrita, temos contos de infância, de escola, de amigos e de namoradas. Surgem então os relatos mais sérios, que tratam agora de responsabilidades e preocupações quase reais, misturadas e realçadas pelo seu dom de tornar tudo aquilo um fato que é visto pelo seu ponto de vista. Nem tudo é o que parece ser. Nem sempre as coisas são sérias demais ou complicadas como você pensa. Ou às vezes, existe muito mais por trás do que você consegue enxergar. Afinal de contas, você é só um escritor. Livre, aprendiz e viajante.

           Nem todos terminam suas histórias com finais felizes, e uma grande parte nem chega ao final do seu livro. Algumas páginas se perdem, outras são rasgadas, e algumas outras não passam de meros rascunhos que servirão de inspiração para um novo capítulo. São tentativas que culminam em acertos. Esse aqui é mais um relato que vai para o livro que eu guardo comigo. Vai entrar no meu capítulo chamado “Meus 20 e poucos anos”. Não posso prever quando escreverei pela última vez, nem quão bom meu livro ficará no final de tudo. Mas como eu bem disse, eu sou só um escritor. Impulsivo, errôneo e humano. 

domingo, 22 de maio de 2011

Medo do Escuro

           Esses dias eu me peguei pensando em como o ser humano é medroso por natureza. Existe um pequeno espaço de tempo, láááá na infância em que nós temos uma noção quase nula das coisas, e que isso se mostra como uma aparente falta de medo. Lembra quando você não tinha a mínima noção de altura, e parecia um moleque sem noção subindo em árvores? Mas isso passa, e passa rápido! Logo a gente começa a desenvolver essa idéia do perigo, esse medo do desconhecido. Medo de altura, medo de animais, medo de ficar esquecido no colégio. Afinal, quem nunca se apavorou quando sua mãe demorou um pouco mais para te buscar no colégio?

           A gente vai crescendo aqui, apanhando dali e... vai aprendendo mais. Vai vencendo alguns medos, e vai ganhando outros. Hoje eu já não tenho mais medo de ficar esquecido no colégio. Nem medo dos monstros do armário. Hoje, meus medos são outros, e vem das marcas que eu carrego comigo por tudo o que já passei. Cada um leva consigo no bolso essas cicatrizes do passado. Algumas que se curam logo, e outras vão ficar com você até o último suspiro. Não acho errado ter medo, muito menos covarde. O medo sempre foi um dos mecanismos de defesa do ser humano, afinal, ser racional leva à isso. Não sei quando eu vou me livrar dos medos que me atormentam hoje, nem sei o que me espera amanhã. Mais uma ferida, ou talvez uma superação. Isso é uma coisa que eu só vou descobrir vivendo o amanhã. Mas de uma coisa eu tenho certeza, o meu medo do escuro ficou no passado junto com todos aqueles monstros que viviam embaixo da minha cama. 

domingo, 15 de maio de 2011

Doce Ilusão

          Hoje eu sonhei que as guerras haviam acabado. No meu sonho, tudo era tranqüilo. As crianças andavam por ai sem medo, jogando suas bolas e manejando suas bonecas sem preocupação, enquanto o sol intenso caminhava pelo dia. O suor descia, mas não era um suor qualquer. Eram as gotas transbordando dos copos, ou melhor, corpos felizes. Era um dia ensolarado e feliz.

           No meu sonho, não havia preconceito de qualquer gênero. Não existiam crimes contra à natureza, e nenhum tipo de sentimento ruim que levasse à uma atitude violenta. Não existiam roubos. Não. Éramos todos pessoas vivendo, e convivendo pacificamente. No meu sonho, ninguém morria de fome e todas as crianças eram alfabetizadas. Todos tinham uma casa com quintal, com um balanço para as crianças e uma casinha de cachorro. No meu sonho, a natureza era verde e cheia de vida. 

        No meu sonho, a água era um bem para todos. Nele, as pessoas sonhavam mais, e batalhavam para que cada passo valesse à pena. Ninguém tinha medo de errar, ninguém tinha medo de amar. Neste mesmo sonho, tudo o que se via era um mundo sorridente, alegre, colorido. Um mundo perfeito. Um mundo feito para as crianças, para os homens, para as mulheres, para os idosos. Para os animais. Um mundo feito de natureza, para a natureza. 

           E neste mesmo sonho a lua brilhava mais, como se quisesse agradecer por tudo aquilo que acontecia ali, bem embaixo dela. Brilhar mais era seu único, mas precioso sinal. Sonhar nunca pareceu tão fácil, nunca foi tão leve. Mas a leveza não ficou naquelas lembranças, somente. Tudo foi tão leve como ainda pode ser um dia. Sonhe!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Saudades

     Uma segunda-feira chuvosa e cinzenta. Lá fora o silêncio predomina, incomodado aleatoriamente pelos pingos da chuva que caem calmamente. Os pássaros não cantam, as crianças não brincam na rua, e os cachorros não latem. Está tudo muito calmo e quieto. Quieto demais, na verdade. Nada se vê, além de um dia que parece se arrastar pelas horas e insiste em não acabar. Dobraram o tempo, recriaram a monotonia e deixaram a alegria de fora dessa festa. E o dia vai andando, vagarosamente como quem não quer nada. Apenas caminhando, sem pressa de chegar.

         Vem a noite, calma, tranqüila, serena. As gotas já não caem mais, e o que sobrou foi apenas o orvalho nas folhas, e as crianças em suas casas preparando-se para mais um dia de escola. A calmaria faz-se imagem fiel do que foi o seu dia. Sem um sussurro, sem gritos, sem barulhos. Não há música, cores ou alegria. É só mais noite escura e cheia de neblinas, digna de um chá e um bom livro para acompanhar. Nada ficou a não ser o som das palavras, e o sabor de uma boa leitura feita à meia noite. Saudades daquele tempo quando tudo era simples, sem alardes. Nostalgia é o que me faz voltar àqueles dias. Um bom livro é o que me conforta em saber que amanhã pode chover novamente, e tudo será simples outra vez. Chuvoso, cinzento, calmo. Porém, Feliz.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Convenções nada sociais

           Eu não sei de onde veio e quem foi o corno que lá no passado, resolveu criar essas milhares de regras não explicitas em torno de algo que é, teoricamente, o correto socialmente. E por que isso se concentra mais nas mulheres? O meu post anterior não foi revoltado, ou pedindo que todas as mulheres dêem seus telefones para qualquer Zé ruela que peça. Eu só disse que aquele “Princesismo” exagerado não se encaixa no processo da conquista. Mas agora, parando e pensando friamente nas coisas.. A sociedade impõe que seja assim. Nós, homens, impomos isso. Eu não vou mentir que se uma menina fica com qualquer cara, ela fica com fama de fácil. Da mesma forma que aquela menina que você sabe que já foi pra cama com vários tem fama de puta. Eu entendo esse comportamento das mulheres, é como um sistema de defesa contra essas merdas impostas pela sociedade, que por sinal, ainda é bastante machista. E como disse uma amiga, a culpa é toda dos homens. E não é?

           A gente criou o monstro e agora não quer alimentá-lo. Eu já julguei dessa forma, e todos os caras na face da terra já fizeram isso também. Porém, isso não parte exclusivamente da gente. Mulheres fazem os mesmos comentários maldosos, com a diferença que hora elas estão comentando, hora elas estão sendo o motivo dos comentários. É estranho, termos uma opinião que está formada e estabelecida, de uma coisa que apesar de comentarmos, não querermos que ela exista. Cada um é dono de si, e tratando-se do ponto sexualidade, a sociedade é cruel. Como diz Pedro Bial nessa música, que merece várias citações: “Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.”

         Se você quer gastar todo o seu dinheiro com festas, gaste. Se quer ficar com 567 caras numa festa, fique. Se você acha que namorar é ultrapassado, não namore. Essa idéia de ter que dar satisfações à sociedade já fez com que você tomasse muitas decisões erradas. No final do mês, quem paga suas contas é você. Quem vai trabalhar pra crescer, é você. Quem vai chorar, sorrir é deitar a cabeça no travesseiro é você. Acho que já tá na hora de apagar essas convenções sociais que estão escritas na cabeça de cada um. Afinal, uma mente aberta é como um livro em branco, cada dia você pode escrever o que você quiser.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Upside Down

        Tá errado, tá tudo errado. É isso que me vem à cabeça quando eu olho para as coisas à minha volta. E não parece que as coisas estão de cabeça para baixo só comigo, mas o mundo parece estar louco. Os preços andam subindo e descendo como se fossem onda, e o pior é que não sabemos de onde vem tanta crise e tanto imposto. As pessoas andam violentas, cometendo crimes bárbaros, matando crianças e atropelando ciclistas. Quer saber? Isso não está normal. A natureza anda furiosa, despejando água e mais água. Os jovens hoje não tem mais tantos sonhos, nem almejam coisas grandes.Não, eu não vou bater palmas pra isso. Foi-se a época em que as crianças faziam seus deveres de casa, e saiam no final da tarde para jogar bola com os amigos, soltar pipa ou jogar peão. Parece coisa de décadas atrás, mas não é. Eu tive uma infância assim, longe de tanta tecnologia e mais próxima do mato, das brincadeiras, dos amigos. Mais próxima dos valores que, hoje, estão ficando mais e mais esquecidos.

        Eu ando seguindo esse curso do mundo, inconstante e aleatório. Não sei mais o que eu deveria fazer, nem o que está certo ou errado. Aliás, nesse instante, eu tenho poucas certezas na minha vida. Parece que pegaram as escolhas certas e as coisas boas e jogaram no meio do oceano, te deram um barquinho e falaram pra mim: “Vai lá e acha. O que você encontrar é seu.” Esse oceano é grande de mais, é fundo demais e é perigoso demais. Não sei se vale a pena eu ficar mergulhando aqui em busca do que é certo. Vai ver.. é melhor só ir de acordo com a correnteza e ver no que isso tudo vai dar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, as coisas não estão certas. 

           Talvez isso tudo seja produto do homem, das propagandas, do consumismo, do capitalismo, da falta de valores, da falta de base familiar. Da falta de educação. Talvez seja tudo isso e mais um pouco. Ou talvez isso seja o novo rumo que o mundo está tomando, de novos valores e novas hábitos, de gente violenta, gananciosa e fria. Talvez a natureza esteja assumindo um novo curso [sem volta], e quem terá que se adaptar à isso somos nós, não ela. Vamos ver até quando as tempestades vão cair, os tornados vão passar, pessoas vão morrer.. e nós vamos ficar aqui, de braços cruzados. Se as coisas vão mudar, eu não sei. Os meus valores eu não mudo, nem vou compactuar com o que está errado. 

           Acho que é hora de parar por aqui. As coisas estão tão perdidas, que até as palavras fogem de mim. 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Rosa versus Rosa

       Em meio à uma cerveja e outra nesse fim de semana, começou aquele papo cabeça entre homens e mulheres. Na verdade, injusto pois éramos dois contra cinco, mas isso não vem ao caso. O tema? Amizade entre homens e mulheres. E nesse vai e vem do assunto, a coisa tomou um outro rumo que foi a amizade entre mulheres, a qual eu desacredito fielmente, e fui seriamente repreendido por ter essa opinião.

         Falando agora dos casos gerais, eu acredito SIM na amizade entre homens e mulheres. Mas é aquele “confio desconfiando”, sabe? Eu tenho amigas que são apenas isso, com as quais eu nunca fiquei nem ficaria, e confio ao ponto de falar coisas que normalmente eu não falo. Mas isso são exceções à regra, afinal, é bem mais comum você conhecer um cara ou uma garota vindo de uma inicial atração. Geralmente a intenção inicial não é amizade, é isso que eu quero dizer. No caso de amizade entre homens, eu acho que essa sim é verdadeira. Nós podemos ser desatentos, preguiçosos, podemos gostar de farra e futebol, mas se tem uma coisa que nós somos é fiéis aos nossos Amigos. Veja que eu coloquei A-M-I-G-O-S, porque tem uma grande diferença entre amigos, colegas, conhecidos e o primo do irmão daquele cara que toma cerveja com você. Amigo é aquele cara que vai te apoiar, te dizer o que é certo e errado. Enfim, amizade.

        E agora, o último e mais polêmico.. Amizade entre mulheres. Eu não acredito MESMO e não tem quem me faça mudar de opinião. Eu já vi, revi e vi novamente vários casos de mulheres que eram muito amigas e acabaram por motivos banais. E, perdoem-me mulheres leitoras desse blog, mas quem tá de fora e é um pouco observador consegue perceber que, apesar de existir uma afinidade (essa é a palavra) existe coisas muito mais fortes como o fato de sua “amiga” estar mais bonita, mais bem arrumada, ter um corpo mais apresentável ou fazer uma piadinha que lhe coloque por baixo na conversa. Não é que vocês saiam brigando ou deixem de se falar, mas sempre rola aquela falsidade. E rola sim. Se não fosse por isso, tantas amizades não acabariam assim, do nada. Eu vejo isso mais como uma coisa que vem da natureza da mulher, de se preocupar em estar sempre bem em todos os quesitos, e ver qualquer outra mulher (Desconsidere mãe e irmãs – ou não) como uma competidora. Deve ser extinto.

          Ah, e para finalizar.. Eu espero do fundo do meu coração masculino que nenhuma de vocês diga que eu sou machista. Por favor, vocês tem que aprender à discutir e aceitar a opinião de um cara sem achar que tudo é contra vocês. Eu não defendo a idéia de que a mulher deve ser submissa, ou deve ser dona de casa ou ainda que ela nasceu para “pilotar fogão”. Não mesmo, longe disso. É apenas UMA opinião longe de ser machista, certo? Apenas leiam e revejam se vocês nunca foram invejosas ou falsas com nenhuma amiga. Nunca?

         E agora está aberta a sessão de comentários pseudo-agressivos-feministas. Que atirem a primeira pedra, a segunda, a terceira.. Qualquer coisa eu chamo uns amigos e a gente cai na porrada! Hahaha, to brincando ein? :)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aparências enganam.. E muito.

       Nem tudo que reluz é ouro.
       Hoje eu me peguei pensando em como as aparências podem enganar, em como algo que parece tão nítido pode ser na verdade turvo e embaçado. As pessoas tem o poder de parecerem algo que não são, claro que cada uma com sua facilidade e com seu motivo para isso, mas constantemente buscamos ser e fazer algo que não somos. Talvez para agradar um outro alguém, ou para nos confortar ou simplesmente por uma influência, seja ela má ou boa. Somos atores, podemos ser bons, maus, alegres ou tristes.
        Algo que me incomoda é o fato das pessoas confundirem o que você é com o que você aparenta ser. Constantemente eu me deparo com isso, talvez pelo fato de eu aparentar ser algo, e meus textos demonstrarem o oposto disso. Gostar de festas e escrever PODEM sim andar de mãos dadas. Não, não é normal... mas quem disse que somente o normal atrai? Se isso for diferente, eu aceito esse estereótipo então, apesar de ser totalmente contra rótulos.
         É como se você tivesse que escolher entre escrever e estudar, ou sair para baladas. E essas ações podem coexistir, certo? Talvez muitos não consigam assimilar as duas idéias, e acabem seguindo um desses dois caminhos. Talvez até isso faça deles melhores escritores, ou melhores baladeiros. Mas eu prefiro ser assim, um cara que busca o equilíbrio. Meus textos não são os melhores, e eu não sou o melhor cara para se dançar forró. Quem disse que eu estou triste com isso? Vou continuar escrevendo e colocando pra fora tudo o que me vem à cabeça sem deixar de lado as coisas que me fazem feliz. E se você quer me conhecer mais, atente-se aos detalhes. Não ache que um rótulo ou uma aparência diz algo sobre ninguém. Você é aquilo que você quiser,    independe do que digam. Liberte-se.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Do you really care?

       Hoje eu posso falar com segurança que a coisa mais difícil de se lidar é um relacionamento. A Física pode ser complicada, a Matemática complexa, a Biologia cheia de mistérios e o corpo humano pode ser uma grande máquina à ser desvendada, mas nada disso chega aos pés da dificuldade que nós, todos nós, temos com relacionamentos. E eu tenho uma teoria pra isso. Para com os relacionamentos eu vejo o ser humano como um ser arrogante, pretensioso, cheio de si e dono da verdade. Sim, eu me incluo nessa definição e não pense que você escapa. Agora você pensa: “Pera, esse cara está louco ou é impressão minha? Me xingando em pleno texto..” Really?
        Pare pra pensar um pouco, faça ai uma reflexão de alguns minutos. Não precisa contar pra ninguém não, apenas pense. Quando foi a última vez que você aceitou uma crítica numa boa? Quando foi a última vez que você pediu desculpas numa briga com seu namorado(a), ou disse pra alguém um simples “Obrigado, amigo”. Quando? Nosso orgulho costuma falar mais alto, e as críticas parecem sempre espinhos que não descem na garganta. Mesmo que a verdade esteja ali, pedindo para ser vista. Não, não queremos ver. Aliás, cada um vê aquilo que convém, que quer. Aceite conselhos, e procure entender o que está acontecendo com você de uma perspectiva de quem está de fora. Como já dizia Pedro Bial: “Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.”

       A verdade é que ninguém até hoje descobriu a fórmula para que relacionamentos dêem certo. Ninguém, nem mesmo aqueles que estão juntos há 50 anos. E é "simples" assim (Merecia aspas quádruplas agora), apenas deu certo. E como eu também acredito, isso deve fazer parte do balanço de entropia do Universo, afinal, imagina se todos fossem sempre felizes. Acho que estaria tudo muito errado se fosse assim.

        Agora, está ficando tarde e a cabeça já não raciocina bem. Deixa eu ir ali no quarto dar um abraço no meu pai e um beijo na minha mãe, porque eu me importo e me lembrei de dizer isso à eles. Nunca é tarde, e nunca se sabe o dia de amanhã, certo? Amanhã eu vou acordar e errar novamente. Mas hoje, não. Hoje eu vou fazer diferente. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Sonhos : R$1,00. Promoção: 3 por R$2,00

 

                Dificilmente o homem está satisfeito com o que tem nas mãos. Temos sempre a sensação de que falta alguma coisa, de que algo pode melhorar. E é por isso que estamos o tempo todo buscando algo que não temos, por mais que o que tenhamos naquele momento tenha sido o desejo de tempos atrás. A sensação de vazio, ou melhor, de incompleto, é freqüente e intensa. É como se o homem fosse um animal raivoso, em busca de sua própria presa para matar sua fome, apesar de nunca ficar saciado. E isso é um vicio perigoso. Como já dizia minha bisavó: “Cuidado com o que você quer, porque você pode conseguir”.

                De uns tempos pra cá eu venho encontrando nos sonhos a solução (temporária e com duas grandes aspas) dos meus problemas. Apesar de tudo o que acontece, e de toda aquela maré de preocupação na sua cabeça, quando você se deita é somente você, o travesseiro, um quarto escuro e os seus pensamentos. Estes são os grandes responsáveis por fazerem sua cabeça girar, viajar.. tudo isso numa fração de minutos que antecede o momento em que você deita e o momento em que você é qualquer coisa que quiser. Sonhos.

                Neles você pode ser mais magro, mais alto, mais gordo, mais bonito. Pode assumir a forma que quiser. Pode fazer qualquer um se apaixonar por você, pode brigar com pessoas que lá no fundo do seu subconsciente tem uma mágoa passada guardada. Pode correr mais do que qualquer um, ou até mesmo imaginar um mundo totalmente fantasioso que nada mais é do que uma mistura de mitologia e folclore com aquela sua parte criança que vai sempre existir. Mas sonhar é bom, faz bem e é capaz de nos fazer delirar nem que seja por alguns minutos (Sim, aqueles imediatamente depois que você acorda, enquanto o sonho está totalmente gravado em sua mente).. Minutos estes que somem tão rapidamente como agradam, e ai começa tudo novamente. A rotina, as preocupações, as obrigações. Enfim, a vida real. Mas é bom saber que no final do seu dia, o sol vai sair, a lua vai chegar e tudo vai ficar escuro novamente. E lá estará o seu travesseiro e a sua cama, esperando você e seus pensamentos para mais uma noite aonde você pode (ao menos tentar) extravasar tudo aquilo que foi ruim no seu dia.

                Não, sonhar não é um remédio, nem uma terapia. É só uma forma de escape que cada um tem para amenizar dores, frustrações e desejos. 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Simplicidade em 4 estrofes

Se amar fosse tão simples

A felicidade estaria ali, na palma da mão de cada um

E como se num relance tudo pudesse ficar completo

Feliz, alegre .. perfeito!

Ah, se eu tivesse mãos assim ...

 

Se amar fosse tão simples

Tudo que batalhamos por tanto tempo não teria tanto sentido

Seriam apenas palavras soltas ditas em ações impensadas e inconseqüentes

E como se esse tal “amor” fosse o dono da sabedoria

Aprendemos à olhar pra trás e perceber e o quanto somos incompletos

Afinal ninguém é tão alguém sozinho

 

Se amar fosse tão simples

Não escreveríamos aos nossos amores poemas frustrados

De amores passados e mal-resolvidos

Com sentimentos bons que foram jogados ao vento

Não, nada disso seria possível.

Mas se tudo fosse tão fácil, sem graça se tornaria

Quem gosta de sempre ganhar?

 

Se amar fosse tão simples

Não buscaríamos a vida inteira por um tal alguém

Busca essa que mantém cada um vivo de uma forma diferente

Esperança meus amigos, essa é a palavra..

E que quando ela acabar, que o seu amor esteja ao seu lado

E tudo vai começar outra vez

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Receita [quase] de bolo

       Receita de como “fazer um cara”. Não necessariamente agradando à todos os paladares.

       Ingredientes: Esportes, Bebida, Viagens, Música, Festas, Amigos, Mulheres e Sentimentos.

       Modo de Preparo: Misture 4 colheres de Esporte (futebol é uma boa pedida) com 5 colheres de bebida. Adicione um pouco de gelo, de preferência do tipo “Final de Semana”. Deixe descansar na tigela por 5 minutos. Após esse tempo, coloque essa calda pré pronta em uma tigela maior. Em uma panela, coloque 2kg de Música, 4kg de Festas, 5kg de Mulheres e amigos à gosto. Espere até a massa ganhar consistência. Adicione um pouco de tempero do tipo “Diversão”. Coloque sal à gosto. Prepare em uma outra panela a massa principal. Coloque muitas viagens regadas à bebida, 7kg de Mulheres, 3 dedos de Música e festa para adoçar. Coloque amigos à vontade. Para finalizar, adicione todos os sentimentos bons e alguns ruins também, afinal tudo merece balanço. *P.S.: Não adicione apenas os bons pois ficará muito doce.*

       Para finalizar este maravilhoso prato, junte tudo que foi preparado anteriormente numa só tigela, misture bem. Para facilitar a união, adicione bebidas, música e sentimentos. Misture bem e leve ao forno por 20minutos.

         Pronto, está feito o seu cara. Se estiver muito seco, adicione um pouco de bebidas, festa e música (Cuidado para não estragar). Se estiver sem sal, adicione um pouco de sentimentos e algumas viagens. Consuma sem moderação. *P.S(2).: Esta porção serve apenas uma mulher, a não ser que a dona da receita seja solidária e queira dividir com as amigas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Despedidas

        Despedidas são sempre melancólicas e tristes. Sentimos aquele sentimento de impotência, misturado com uma vontade de querer voltar no tempo, ou parar o tempo. Guardamos na memória todas as coisas boas que vivemos ali, com aquelas pessoas, e como num passe de mágica vem á tona tudo de uma vez, num flash que nos deixa desnorteados. É como se fosse possível reviver aqueles momentos na memória, quase que como realmente, sentindo gostos, ouvindo os mesmos sons. Nostalgia, essa é a palavra.

        E depois da despedida, mais duro ainda é voltar pra velha rotina. Tudo parece chato, monótono, preto e branco e sem gosto. Tudo o que queremos é voltar pra tudo aquilo que até pouco tempo tanto nos encantava. Revemos fotos, vídeos, mantemos contato com os amigos que fizemos por lá, mas depois de um tempo.. as coisas ficam menos intensas. As lembranças agora estão mais distantes, os amigos viraram um contato vago. Todos estão longes, em suas rotinas, e toda essa nostalgia já está guardada naquela caixa que você guarda dentro de si chamada “Lembranças”. É, aquela caixa bem grande e colorida que nós abrimos todo dia quando queremos nos sentir bem.

        No balanço de tudo, dar adeus à algo é necessário. Tanto é, que se assim não fosse, depois de um tempo o diferente viraria mais uma parte da sua rotina. Sentir saudade faz bem, mostra que você está vivo, que você sente e que tudo à sua volta te afeta de uma certa maneira. E tudo recomeça: novos planos, lugares, pessoas, sensações, experiências. Tudo parece mágico e diferente novamente, e te faz bem. Você não quer perder isso outra vez, toda essa explosão de felicidade. Mas vai acontecer, cedo ou tarde você vai ter que voltar. Apenas aproveite ao máximo o que puder, com quem puder e aonde puder. Lembre-se que daqui à alguns anos tudo isso estará naquela velha caixa reconfortante que você abre todo dia. Não hesite em colocar dentro dela tudo o que tiver de melhor sempre. E o melhor de tudo, ela é tão grande quanto você quiser. 

        Adeus.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quase Epitáfio

       Ontem eu fui ao médico e ele disse que as coisas não estão nada bem. Provavelmente só terei mais um dia de vida. O que fazer nesse último dia? Quero falar com os meus pais e dizer o quanto eles são importantes na minha vida, e agradecer por tudo que eles fizeram por mim até hoje. Quero encontrar os meus amigos e relembrar os vários momentos que passei com cada um deles. E abraçá-los pela última vez. Quero sair correndo por ai, sentindo o vento no meu rosto e apreciando um pouco mais da natureza. Reparar no azul do céu, deitar na grama e apenas observar, nada mais.

        Quero ir para uma montanha, ver toda a cidade de longe e imaginar como tudo teria sido se eu não estivesse ali. Quero sentar e comer a minha comida preferida, e me deliciar com cada garfada. Quero olhar pra trás e ver que tudo o que eu fiz até hoje valeu a pena, e não sentir vergonha de nada. NÃO quero sentir arrependimento por não ter feito algo. Quero sair e curtir uma última festa, beber e me divertir pela última vez. Quero ouvir as minhas músicas favoritas, e dançar sozinho no quintal. Não me importa o que vão achar, afinal à esta altura qualquer louco pareceria normal.

       Quero terminar de escrever esse texto e ter certeza de que tudo, absolutamente tudo, valeu à pena. Quero sair pela rua e jogar todo meu dinheiro pro alto. Quero pedir desculpas à todos os que eu já machuquei algum dia e esperar que, apesar de tudo, as coisas boas prevaleçam sobre as ruins. Quero terminar esse texto, e fazer tudo o que eu disse. Aliás, acho melhor parar agora e ir curtir esse meu último dia. O tempo voa.