Os
dias tem sido de total blackout
linguístico. É como se o esforço fosse em vão mediante tantos pensamentos
soltos e aleatórios. Falta atenção, concentração, inspiração e um pouco de
paciência. A mente anda melindrosa, vagando como um vagabundo solitário na
boêmia carioca. Só que não há bebidas, nem o som dos batuques humildes adoçados
com o balançar de uma morena. É só um longo filme mudo e em preto e branco que
contrariaria bastante a irreverência de um Chaplin. E o problema de perder as
palavras é que somente elas podem te achar. Acho que me escondi bem desta vez.
Já soltei sinalizadores textuais e gritei hiperbolicamente em uníssono tom de
ajuda, mas não adianta...
E para lutar contra a agonia de uma mão que não segura o lápis com a mesma firmeza, só me resta apreciar as boas divagações dos talentosos e esperar que elas voltem.