terça-feira, 26 de março de 2013

Soneto da Sociedade


Somos voláteis, passageiros e geralmente efêmeros
Não na essência, na personalidade. Ou assim não deveria ser..
Não há hábito que não se altere nem amor que não acabe
Rotinas vem e vão, amores também
Dores vem e vão e tem a finalidade de fortalecer quem as supera
Hoje ninguém É nada. Nós vamos sendo algo que muda e muda..
Somos transitórios, mutáveis, inconstantes.
Desesperados, é isso que andamos sendo.


A sociedade anda particularmente estranha,
Nos torna desapegados quando queremos carinho
Cruéis quando queremos paz e amor
É muita gente carente, careta e covard
“Vamos pedir piedade, Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde” já dizia o poeta

Os poetas andam solitários, vagando sem saber onde se encaixam
Os amores andam perdidos, sem ninguém que admita amar
As pessoas precisam fingir menos e sentir mais, é isso que anda faltando ..

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