segunda-feira, 11 de novembro de 2013

No place like home

Ele não conseguia mais enxergar o horizonte
tudo o que via era neblina e pensamentos soltos
não sabia no que acreditar, nem como faria para sair dali
Era ali que queria estar ou deveria buscar o lugar de outrora?
as emoções se confundiam e entrelaçavam-se
e por mais cartesiano que fosse, a matemática de nada lhe adiantava
Tentara racionalizar, pesar, questionar. Nada.

No fundo precisava daquele tempo de sol, dos amigos e da antiga rotina
sabia que o cheiro da grama de casa lhe ajudaria
e que as cores daquela velha cidade fariam lhe bem
Era angustiante, mas sabia que tudo isso estava com os dias contados
era quase hora de voltar pra casa novamente

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A matilha de um lobo solitário

Ele era aquele garoto de sempre
Os mesmos hábitos, amigos e trejeitos que o caracterizavam
Não sabia pra onde ia, mas sabia onde queria chegar
Teimosia que ultrapassava a perseverança e que beira a insanidade, diriam alguns
Mas ele definitivamente não se importava. 
Sentia-se totalmente blindado ao mundo ao seu redor..  tinha o seu próprio universo.
E nele viviam tantos outros como ele

Caminhava obstinado e solto desde muito tempo
Não lembrava como era ter pra onde voltar e, na verdade, não sabia como fazer
Por muito tempo sentiu que o MUNDO era sua casa, e assim fez planos
E nas veias de seus planos corriam a sede da descoberta, do desconhecido
O entusiasmo de quem tem um mundo a ganhar todo dia, o dia todo
Era um viajante nato, gigante pela própria natureza
E nem o impávido Colosso seria capaz de aprisiona-lo

Habituara-se com a grandeza das montanhas,
Sentia-se em paz naquelas colinas cinzentas
E agora já lhe agradava muito mais aquela selva predial
Observava atencioso a paisagem colorida em um dia de sol
Definitivamente, gostava da alegria daquele lugar.
Sabia que seria passageiro, que o viajante reapareceria
Decidiu não lutar contra o anseio naquela hora. 

Sabia que a sua casa não era ali
Mas tinha certeza da plenitude dos seus sonhos
E sabia que como filho do mundo não fugiria à luta
Relaxou, sorriu e descansou por um instante
Saberia a hora de ganhar o mundo novamente.. era o seu destino

sábado, 17 de agosto de 2013

just empty

Empty.
some steps are being taken without any reason
and all I see is black. 

It's gonna change, I guess. Actually, I hope so.
but now.. not much to say. 
Void ( )
and that's all, folks.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Mudo

Os dias tem sido de total blackout linguístico. É como se o esforço fosse em vão mediante tantos pensamentos soltos e aleatórios. Falta atenção, concentração, inspiração e um pouco de paciência. A mente anda melindrosa, vagando como um vagabundo solitário na boêmia carioca. Só que não há bebidas, nem o som dos batuques humildes adoçados com o balançar de uma morena. É só um longo filme mudo e em preto e branco que contrariaria bastante a irreverência de um Chaplin. E o problema de perder as palavras é que somente elas podem te achar. Acho que me escondi bem desta vez. Já soltei sinalizadores textuais e gritei hiperbolicamente em uníssono tom de ajuda, mas não adianta... 
E para lutar contra a agonia de uma mão que não segura o lápis com a mesma firmeza, só me resta apreciar as boas divagações dos talentosos e esperar que elas voltem.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Epifania de um Guerreiro

No espelho algo distorcido e sem forma
O descontentamento era notório diante do que se via
Mas o que estava ali? Não era possível distinguir.
A mente engana e ludibria os fanáticos pelo que não tem
Distorce a realidade e afronta os desejos de mudança
E num piscar de olhos, tudo mudara
O positivismo torna-se delírio, descontentamento e decepção

Mais um dia nascia e o sol subia alaranjado
A transição da noite parecia atraente para mudança
A energia estava parcialmente recuperada e o vigor emanava
Não era fácil levantar daquela forma,
Mas tudo era por uma causa que transcendia os limites do meio físico
Pois agora a mente estava calma

A passividade do abstrato havia sumido da mesma forma que aparecera
E por um momento podia-se enxergar as luzes da mudança
Mudança esta que parecia longe, mas não inatingível como antes
E tudo que era preciso para caminhar e evoluir estava ali

Aceitara prontamente o desafio, como sempre o fazia
E sabendo que talvez titubeasse ao fim do dia
Empenhou-se com a energia de um menino e o foco de um guerreiro sedento por vitória
E mesmo sabendo que perdia as lutas contra si mesmo dia após dia
Sabia que nascera para vencer.

domingo, 30 de junho de 2013

O Leão


O ímpeto era forte, decidido e questionador
Suspiros pragmáticos tornaram-se banais nessa vida tão lógica
Que de lógica não tem nada.
As verdades eram cravadas com firmeza na pedra e ali permaneciam..
As discussões eram árduas, calorosas , explosivas
Como quem defende os ideais com a própria vida
Com uma convicção tão plena e cheia de si que,
Daquele garoto poucas indecisões eram esperadas

Os dias passavam assim, difíceis de lidar e de levar
Uma distância irrisória de tudo que crescia com os segundos
E ia engolindo cada parte do garoto
Eram leões numa selva de pedra, uma selva mental.
Brigando entre si, mas juntos contra todos
E no fim era tipo isso, uma guerra sem regras
Fazendo com que a vida do garoto fosse aquilo
Um leão por dia, e um dia de cada vez

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Destro ou Canhoto?

Na última semana eu tive a oportunidade de ir às ruas e presenciar algo que há algumas gerações estava entalado na garganta de muitos. O que o Brasil presenciou foi o povo, gritando enfaticamente por mudanças, e mostrando que está sim indignado com tanta coisa errada que fica difícil até saber por onde começar. O que vimos foi um movimento espontâneo e liderado pela nossa geração, mas apoiado por tantas pessoas mais velhas que provavelmente quiseram gritar assim também, mas foram repreendidas. Mas, ao mesmo tempo que a indignação da massa é  visível, devemos tomar um cuidado no tratamento que será dado daqui pra frente. Há algumas coisas que precisam sim ser bem definidas: propostas sólidas levadas por representantes, e que demonstrem o desejo da maioria. Para o começo, foi sim muito positivo lotar as ruas e mostrar que queremos mudanças na Saúde, Educação, Transporte e mais Transparência Política. Tudo isso quando analisado friamente, acaba tendo como raiz (ou maior causadora dos problemas) a corrupção – um mal que assola o país há muito tempo. É o que queremos mudar, mas é preciso saber como. Um tanto disso mudaria se aqueles que estão no poder tivessem valores como caráter e honestidade, mas isso meus amigos, protesto algum do mundo vai criar nas pessoas. O que podemos sim é mudar as cabeças pensantes lá de cima, escolhendo melhor quem vai nos liderar, sem colocar Renan’s e Sarney’s no poder, porque ai vira a tragédia da morte anunciada. Aliás, uma primeira mudança que acho deveras cabível é a mudança de voto para facultativo. O voto obrigatório valoriza quem manipula a massa. A opção de votar caberia àqueles que quisessem sair de casa para mudar o país, afinal isso é algo tão sério, mas tão sério, que você não pode fazer por obrigação. Se um dia pensar em ir para um protesto por obrigação, não vá. Fique em casa que você contribuirá muito mais.

Um outro ponto que deve ser repensado é a opressão aos partidos. Não acho justo sermos tão árduos com gente que por muito tempo lutou por você, mesmo que você não saiba. Isso é ignorar anos de história de "Gigantes que já estavam acordados", e por mais que o movimento seja “do povo”, reprimir partidos não é inteligente, até porque existe uma DIFERENÇA ABSURDA em ser apartidário e anti-partidário. Além disso, lembrem-se que o povo por si só não se governa, por mais legal que seja essa ideia. O povo todo gritando pelo que quer, sem líderes e objetivos, é uma linha tênue entre democracia e anarquismo. Mas agora, que demos esse primeiro choque inicial de realidade no governo, está na hora de deixar a poeira baixar só um pouquinho. Não, não vamos nos calar, mas é hora de sentar, pensar, discutir e colocar num papel o que se quer. Não adianta ir pras ruas e gritar que o Feliciano é maluco e logo em seguida pedir para a Dilma não aprovar a PEC37. Isso só mostra que falta consciência política em muitos, que por sinal, deveriam estudar um pouco mais antes de ir pra rua. A movimentação na rua é boa, mas conhecimento nunca fez mal a ninguém. O que precisamos agora é da força consciente do povo. Ontem, no 4º protesto que pude participar aqui no Rio, percebi que existem pessoas levando isso como micareta, bebendo cerveja e tentando pegar mulher. Sério, você que faz isso, pode ficar em casa comendo pão com mortadela que eu vou te agradecer, mas não vá para a rua com esse intuito.

O que eu espero ver daqui pra frente, é que o "Gigante mantenha-se acordado" porque eu acredito sim que dessa vez veremos mudanças. O que nós queremos nada mais é do que o mínimo. Ninguém está gritando por luxo ou benefícios que não nos caibam. E que todos criem um pouco mais de consciência política antes de gritar por alguma coisa. Grite apenas por algo em que você realmente acredite, e lembre-se que a história se repete. E antes de pegar a caneta e começar a escrever esse novo capítulo da nossa história, pare um pouco e pense: Você é destro ou canhoto?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Mais vinagre, por favor

Os últimos dias estarão escritos nos livros de História e serão estudados pelos nossos filhos. Estamos no meio de um tornado que está revirando todas as ideias do governo e colocando em pauta assuntos sobre os quais ele não quer conversar. Ou melhor, não queria. Agora eles perceberam que nós não estamos aqui dando direito de escolha e sim intimando-o a nos dar explicações porque queremos mudanças. A Revolta do Vinagre, como vem sendo chamado o movimento, obstina muito mais do que lutar contra os 20 centavos de aumento da passagem. Trata-se da indignação de um povo que permaneceu calado por um bom tempo. Que engoliu desvio de bilhões e uma patifaria sem escrúpulos que assombra o Congresso Nacional desde que eu me lembro por gente. Por muitos anos nós fomos os palhaços deste circo, fazendo rir aqueles que não tem um pingo de valores e que provavelmente acham que caráter é algo que se acha na feira. Não é, e não se pode comprar valores que vem de berço, e agora estamos aqui para mostrar que o espetáculo mudou. Agora o show é na rua, através do grito PACÍFICO de milhões. Acho que nunca na história se viu tanta gente de diferentes gerações na rua. É sinal de que a noção de injustiça é geral, atemporal e aflige inclusive aqueles que já viveram tempos tenebrosos lá atrás, mas que continuam até hoje sonhando com um Brasil mais justo.
Meus caros, isto não se trata de “apenas” 20 centavos. O que presenciamos hoje é um exercício pleno da democracia – conquistada com muita luta, diga-se de passagem. Acho que pela primeira vez o país está realmente enxergando uma luz no fim do túnel. Dessa vez as vozes estão ecoando longe, muito longe. Temos o apoio de outros países e milhares de outros brasileiros estão acreditando conosco, lá de longe. Agora nós somos um movimento sem partido, sem cor, sem raça, sem torcida, sem religião. Somos um movimento BRASILEIRO e que busca melhorias na Educação, Saúde, Transporte e Transparência do Governo para tantos outros assuntos. Estamos tão fortes nesta luta que fizemos a Dilma recuar e bater palma pro MONSTRO que está contra ela. Fizemos o Jabour pedir desculpas por, num ato que eu espero ter sido de pressão, ter defecado oralmente. Fizemos Haddad e Alckmin mudarem abruptamente seus discursos relapsos e esnobes diante de algo tão sério. Temos o apoio de uma massa intelectual crítica e sagaz, que nos apoia através das redes sociais. Hoje a nação acorda unida por UM objetivo comum e luta como um só. E por mais que tenhamos tantas nações misturadas por aqui, é o que somos, um só país – colorido, alegre e esperançoso. Daqui a 20 anos seremos lembrados nos livros de História como uma geração que fez diferente. Não, não estou desmerecendo a luta de ninguém que já batalhava por mudanças, porque isso seria afirmar que somente agora o “Gigante Acordou”, e não é. Um pedacinho nosso sempre esteve acordado e incomodando os incorretos, por lutas que nós não percebíamos porque talvez estivéssemos apáticos demais. Mas elas sempre existiram. O que nos importa agora é foco, é saber lidar com o poder que temos na mão. Discutir quem “acordou” antes ou depois é apenas uma disputa ridícula de ego diante de algo tão maior – e que isso seja sempre lembrado por nós para que não interfira nas nossas lutas.            
Hoje, meus caros, é dia do NOSSO espetáculo. Hoje somos nós quem vamos rir e mostrar como deve ser feito. Sem violência, sem baderna, sem vandalismo. Com cartazes criativos e alegria que nos é característica. Isso sim “faz parte do nosso show”. E quando a lua cair amanhã, mostraremos ao mundo que aqui vive um povo que irá mudar a história. A Revolta do Vinagre será para sempre conhecida como o dia em que colocamos tudo de errado numa panela e temperamos com indignação e justiça. Mas é tanta coisa errada, que muito vinagre ainda é pouco.

                - “Garçom, um pouco mais de vinagre, por favor. Isto aqui ainda tem muito o que azedar”.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Mudaram as estações... nada mudou

    Eu não entendo muito bem a idéia das datas comemorativas. Não é que eu ache inválido existir um dia para se comemorar algo, mas sim a reação das pessoas diante destas datas. É como se aquele dia marcado no calendário fosse uma espécie de redenção, um marco para aqueles que pretendem apagar os erros com presentes, jantares e flores. É por isso que para uma grande parte das pessoas, a data acaba sendo algo mais comercial. E as lojas agradecem. Claro que existe uma minoria de casais que tem algo bom entre si, uma relação de verdade. Algo bonito de se ver, e até quem não conhece percebe. Para estes eu tiro meu chapéu e bato palmas, e aí, qualquer jantar, presente, viagem ou o que seja é justificável. Mas para aqueles que vêem esta data como um remendo para os erros, não. Ah meus caros, uma relação vai bem mais além de uma atitude pontual. É algo constante que necessita de cuidados, carinho, atenção, esforço. Para aqueles que conseguem renovar a relação constantemente, aqui vão os meus sinceros PARABÉNS!

      A convivência é algo complicado e delicado, e vai muito mais além de encontros aleatórios e sem obrigações, ou a vida de solteiro na balada – que convenhamos, é uma ilusão passageira. O cotidiano está atrelado à tolerância, respeito, paciência. E é aí que o verdadeiro amor aparece. Casais que convivem há 10,20, 30 anos e sentem a falta quando o parceiro fica 5 dias viajando. Conheço gente que comemora a viagem da namorada como se fosse a realização de um sonho. Estranho, não? Deveria ser, mas hoje é a inversão de valores que o mundo acha normal, que ninguém critica. Até pensa, mas não fala. E esse fenômeno de pessoas que namoram sem propósito, como se quisessem justificar algo para a sociedade, reflete-se uma outra forma talvez até pior: pessoas que não conseguem ficar sozinhas. Aquelas que engatam um namoro atrás do outro, sabe? Que justificam: "Eu sempre namorei, não consigo ficar sem alguém". Sinal de que você não consegue ficar consigo mesmo, sinal que você mesmo te assusta. Isso sim é perigoso. Nem falo da vida de solteiro, porque curti-la é uma opção de cada um, mas tirar um tempo para se conhecer melhor e fazer coisas que ficaram pra trás. Além do que, relacionamentos não devem ser forçados. Ninguém deveria procurar por isso.. é algo que simplesmente acontece.

       Mas hoje é um dia diferente! Dia de todos os casais comemorarem, vivendo algo real (ou não). A diferença é que amanhã o sonho e as comemorações continuam, mas só para alguns poucos. Para a maioria, esse dia 12 representa muito para quem geralmente não tem nada. E que bom seria se hoje fosse um dia diferente, onde as pessoas percebessem que podem mudar e ser tão felizes como se todo dia fosse como hoje, mas sem precisar de uma marcação formal no calendário. O tempo voa, não para e não perdoa quem insiste em parar no tempo.. e um dia quando você perceber isso, talvez seja tarde demais para recuperar o tempo perdido.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Não Linearidade


   As pessoas não são lineares. Somos voláteis, inconstantes, não lineares e aleatórios. Quase sempre beirando uma falta de exatidão incompreendida. Os desvios e os erros variam, pra mais e pra menos mas não a linha de tendência. Isso é o que somos e somos assim porque assim é. Existem algumas poucas características que de fato podem ser utilizadas com o verbo “ser”. Alguns outros valores podem ser incorporados e vem atrelados, de forma correta, com o “ter”. O resto? O resto são atitudes passageiras, valores que mudam, prioridades que se comutam ao longo do tempo. Estados de espírito vem e vão. Hoje nós somos amáveis, amanhã nem tanto. Hoje tudo está colorido, amanhã a escala de cinza pode dominar. Ninguém sabe.
       Somos funções randômicas sem frequência, com picos e vales indefinidos. Podemos ecoar e entrar em ressonância, mostrando até a décima harmônica de emoções, ou podemos ficar ali, quietos, estáveis e quase tendendo a zero. Somos exatas, ciências.. artes! Arte em forma escrita, cantada, tocada, ou até aquela um pouco menos apreciada, advinda dos números. Somos o que somos e isso ninguém mudará. Imprevisíveis como um jogo de poker. As pessoas são fascinantes e intrigantes . E a mágica disso está na assimetria, na irregularidade e na incapacidade de previsão dos fatos. Não gostamos do que é previsível, do que fica na palma das mãos. Acho que existe um pouco do espírito conquistador e desbravador dentro de cada um, mesmo que em proporções diferentes. A vida é linda assim, não linear!        

terça-feira, 21 de maio de 2013

Terapia Literária e Cotidiana


Mudar comportamentos faz parte do crescimento humano. Evoluir, crescer, largar velhos hábitos e mudar de vida. Não é simples nem prometeram que seria fácil. Geralmente o mais difícil é começar, dar o primeiro passo para mudança. Depois disso, quando as mudanças geram efeitos, os próprios meios justificam os fins e o que era inalcançável torna-se realizável. O que era realizável torna-se cotidiano, e o que era rotina é substituído por todo um novo conceito dos novos valores diários. As prioridades mudam, os objetivos também... mas a essência não. Essa passa por altos e baixos e se mantém quase imutável, e o porquê disso é algo que transcende explicações literárias.
Os períodos difíceis são os que geralmente nos fazem crescer mais. Mudanças são necessárias sempre, porque o comodismo é o que nos impede de ir pra frente. A tal da “zona de conforto” é algo tão perigoso, que é preferível afundar numa situação adversa e incômoda do que permanecer confortável por muito tempo. A vida é como uma grande onda senoidal, cheia de picos e vales, com amplitude e frequência indefinidas. Hoje eu escrevo enxergando um horizonte lá de cima, num dos picos mais plenos da minha vida. Sobre o amanhã... pouco sei. Mas escrever nas descidas faz parte e ajuda a abrir a mente. Entender tudo “out of the box” é uma das ferramentas que me ajudaram a melhorar quando necessário. Escrever pra mim é isso: um escape inevitável diante de tanta coisa que me aflige. E quando as palavras fluem, levam consigo um pouco da dúvida e da incerteza, deixando tudo mais claro. Textos são terapêuticos e eu acho que todos deviam tentar. É livre, de graça, sem tarjas e cada escritor pode criar seu universo paralelo em busca de um algo mais que cada um sabe o que é. 
Liberdade.

terça-feira, 26 de março de 2013

Soneto da Sociedade


Somos voláteis, passageiros e geralmente efêmeros
Não na essência, na personalidade. Ou assim não deveria ser..
Não há hábito que não se altere nem amor que não acabe
Rotinas vem e vão, amores também
Dores vem e vão e tem a finalidade de fortalecer quem as supera
Hoje ninguém É nada. Nós vamos sendo algo que muda e muda..
Somos transitórios, mutáveis, inconstantes.
Desesperados, é isso que andamos sendo.


A sociedade anda particularmente estranha,
Nos torna desapegados quando queremos carinho
Cruéis quando queremos paz e amor
É muita gente carente, careta e covard
“Vamos pedir piedade, Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde” já dizia o poeta

Os poetas andam solitários, vagando sem saber onde se encaixam
Os amores andam perdidos, sem ninguém que admita amar
As pessoas precisam fingir menos e sentir mais, é isso que anda faltando ..

quarta-feira, 6 de março de 2013

Objetivo: [x] Checked!



A capacidade de se tornar notável não vem do que você possui nem de quem você aparenta ser. Tornar-se admirável e respeitado não é algo que se constrói num piscar de olhos. É como uma obra que requer atenção, planejamento, foco, vontade e a capacidade de abdicar de uma coisa em prol de outra. Não é fácil, não é simples e ninguém disse que não será dolorido. É gratificante contribuir para algo e ver o seu esforço se concretizar em forma de resultado, de ações, reações e reconhecimento. É como se todo o cansaço fosse apagado e então se inicia o ciclo começa novamente até o dia em que não se levanta da cama com um objetivo, com uma meta. É disso que todos precisam para levantar. A inércia até leva o corpo pra frente após o primeiro passo, mas não garante um movimento acelerado e construtivo.
Agora eu escrevo numa situação totalmente diferente, enxergando as coisas por uma outra perspectiva e descobrindo que existe muito mais além daquilo que eu já achava ser muito. A verdade é que o horizonte é plano e infinito, independente de onde se esteja. A caminhada é longa, árdua e cheia de percalços, mas no final é só você contra você.
Hoje eu não tenho mais a pretensão de me planejar a longo prazo porque desconheço as próximas horas, quem dirá os próximos dias. Vou me guiando com o que sei, fazendo o que posso com o que disponho em mãos. Nada mais. Sorte? Azar? Vou descobrir na próxima página. Esse capítulo eu encerro por aqui e assim: focado, mudado e feliz.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A professora e seus alunos


A professora e seus alunos
Os alunos e seus cadernos
Os cadernos e os rabiscos
Os rabiscos e as idéias
As idéias e os sonhos
O balanço estava feito e o circo estava armado
Um circo diferente: dinâmico e nem sempre tão engraçado
Os palhaços aprendiam com a domadora que adestrava um leão por dia
As letras passeiam pelo quadro como verdades absolutas
E vislumbrando o conhecimento os rabiscos são feitos
E os cadernos vão sendo preenchidos, nem sempre com sentido
Mas ainda assim, preenchidos.

Em terra de circo sem lei, quem tem chicote é rei
Mas ainda assim os palhaços admiram a domadora
Que apesar de propagar as verdades absolutas, aprende a cada dia um pouco mais
E ensinando feliz ela vai vivendo os felizes ensinamentos..
Ela não teria esse sorriso no rosto se não fosse isso tudo
Acostumou-se com a selva e o circo sem lei.. e agora já era tarde
Não poderia mais viver sem isso. Era sua vida, sua identidade.
O mundo precisa de mais professoras assim.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Lição

     Hoje, mais uma vez, eu aprendi alguma coisa. Não foi uma lição agradável e se eu parar pra pensar beeeem, eu meio que já sabia disso. Só nunca tinha parado pra pensar no tamanho da consequência que isso pode gerar. "O problema nem sempre é o que se fala, e sim COMO se fala."
     Essa é pra deitar, pensar, refletir, analisar e claro, mudar. Algumas horas de sono me separam do início de uma enorme mudança. Amanhã é dia de matar, ou melhor, domar um leão todo dia. Não adianta deixar as "feras" soltas e justificar isso com o comodismo ou hábito. Não adianta mesmo. Lembre-se que no fundo no fundo, pouquíssimas são as pessoas que vão te abrir os olhos e te dar uma opinião sincera de quem tá "out of the box". A maioria vai sempre fazer sala, manter a educação e desgostar na sua ausência. As pessoas tem manias, vícios, comportamentos estranhos.. mas num ambiente coletivo é preciso adaptar-se. Sei que de perto ninguém é normal, mas repensar as atitudes sempre foi uma forma inteligente de mudar.
     E começa agora, nesse exato ponto final.