Ele era aquele garoto
de sempre
Os mesmos hábitos,
amigos e trejeitos que o caracterizavam
Não sabia pra onde ia, mas sabia onde queria chegar
Teimosia que ultrapassava a perseverança e que beira a insanidade,
diriam alguns
Mas ele
definitivamente não se importava.
Sentia-se totalmente
blindado ao mundo ao seu redor.. tinha o
seu próprio universo.
E nele viviam tantos
outros como ele
Caminhava obstinado e
solto desde muito tempo
Não lembrava como era
ter pra onde voltar e, na verdade, não sabia como fazer
Por muito tempo
sentiu que o MUNDO era sua casa, e assim fez planos
E nas veias de seus
planos corriam a sede da descoberta, do desconhecido
O entusiasmo de quem
tem um mundo a ganhar todo dia, o dia todo
Era um viajante nato,
gigante pela própria natureza
E nem o impávido
Colosso seria capaz de aprisiona-lo
Habituara-se com a
grandeza das montanhas,
Sentia-se em paz
naquelas colinas cinzentas
E agora já lhe
agradava muito mais aquela selva predial
Observava atencioso a
paisagem colorida em um dia de sol
Definitivamente,
gostava da alegria daquele lugar.
Sabia que seria
passageiro, que o viajante reapareceria
Decidiu não lutar
contra o anseio naquela hora.
Sabia que a sua casa
não era ali
Mas tinha certeza da plenitude
dos seus sonhos
E sabia que como
filho do mundo não fugiria à luta
Relaxou, sorriu e
descansou por um instante
Saberia a hora de ganhar o mundo novamente.. era o seu destino