Um apaixonado pelo comportamento humano e todas as formas de interação social, buscando escrever textos que retratam a visão de quem observa o mundo com os olhos de um aprendiz.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O que sei sobre o lado de cá
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Labirinto
Agora eu só preciso pegar um lápis, rabiscar, rascunhar.. Dar tempo ao tempo e deixar as palavras se acomodarem na cabeça.
domingo, 11 de novembro de 2012
Rabiscos biográficos
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ah, o tempo ...
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Cariocando
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Um ar puro novamente
sábado, 28 de abril de 2012
Referencial Estático
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Música do post: Shoot to Thrill ~ AC/DC
terça-feira, 17 de abril de 2012
O menino que vagava por aí
Aquele dia amanhecera diferente. Azulado, claro e com um aroma agradável. Desde os primeiros passos já se mostrava deveras interessante. O menino havia se proposto a vagar vagarosamente pelo mundo vagabundo e vasto de tanto vivacidade. Não tinha a certeza de que viver tudo aquilo seria tão sagaz, mas decidira apostar suas fichas naquilo ali. Havia se cansado tanto da prolixidade repetitiva dos dias recentes, que qualquer sombra de mudança parecia um movimento de translação de uma cabeça que se abre pro mundo. Tudo parecia diferente, mas perigoso. Calmo porém enérgico. Saiu de casa com a calmaria de sempre, um sorriso no rosto e um semblante inspirador, como alguém que caminha rumo à vitória. Aquele dia havia de ser diferente, no mínimo um marco no processo todo de mudança. A vida caminhava pra frente, e o tempo ia junto, nunca andando pra trás. Nem dando passos em falso. Os ponteiros nunca perdoam e por mais que se queira parar no tempo, o tempo não iria parar para o menino. “Melhor correr agora, pra tirar das costas o peso de um relógio atrasado” - pensou ele. E assim foi feito, e foi o que se comentou .. que “um menino com um belo sorriso no rosto havia sido avistado por ai, caminhando perdido em direção a um lugar qualquer.”
E um tanto mais se ouviu sobre o menino de sorriso largo e direção indefinida. Dizem que até hoje ele vagueia por ai, vagabundo e voraz, tentando vencer os ponteiros do relógio com a vontade de um vencedor nato. O menino pertencia ao mundo.
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Musica do Post: Lost - Coldplay
domingo, 8 de abril de 2012
Estrofes Bem Vividas
Nesta vida eu já vivi mais que uma vida
Já vi gente vazia entrar e sair como quem não quer nada
E já vi vazios formados por gente que se foi repentinamente
Já tive dias vagarosos e rotinas complicadas
Horários que se entrelaçavam e amores infantis,
Um dia brinquei até adormecer e quando me dei conta
Fazia contas numa cadeira de universidade
É, meus amigos.. o tempo passou
Não lembro quando voltei ao passado pela última vez
Mas sei que nunca voltarei o ponteiro do relógio para trás
A palavra dita só vai, ela nunca volta.
Um dia acorda-se por cima, no outro, por baixo..
E assim a dança vai se completando como que perfeitamente
Sem deixar de lado as imperfeições necessárias,
E ao mesmo tempo sem calcificar o que há de ser maleável
Não, nada está perdido ainda...
A vida corre aqui, corre ali. Corre-se atrás dela
E no final, quem ganha esta corrida é ela
Sutil e tranqüila, agressiva e voraz
Nada mais do que um tic-tac nervoso que galga rumo ao fim inevitável
E daqui eu não levarei nada.
Afinal, são tudo palavras soltas, atitudes ao vento
Daqui eu realmente não levo nada. Mas a vida me leva.
Viva la Vida ~ Coldplay
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Idiotice Genética
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Uma insônia produtiva
Outro dia eu deitei a cabeça no travesseiro e me peguei pensando sobre o porquê das coisas darem errado. Ou melhor, parei pra pensar porque geralmente isso acontece repentinamente, parecendo que num piscar de olhos veio uma tempestade de coisas ruins que nem você sabe ao certo explicar. É como fosse necessário, o tempo todo, a condução das coisas dentro de umas linhas pra que tudo fique bem. Se você vacilar e se descuidar, nem que por alguns instantes, a entropia cresce e se alastra e quando você menos espera ... há algo de errado ali. Isso parece meio radical, meio pessimista, mas nada ai é totalmente falso. Nem totalmente verdadeiro. Foi só um ponto de vista que me ocorreu no meio de uma noite regada à insônia.
Não consigo definir as causas reais disso, nem é fácil colocar numa lista todos os motivos, mas valores humanos ligados aos relacionamentos são, ou melhor, podem ser causas prováveis. Orgulho, soberba, inveja, teimosia. Tudo isso e um pouco mais, quando combinados, ou até mesmo soltos, podem desencadear numa seqüência de ações que não são racionais se vistas de fora, ou se vistas numa outra marca temporal.. mas pra quem as realiza, ali, naquele momento, elas parecem fazer todo sentido. Pena que em momentos como esse, parece que alguém joga uma cortina e fica sempre mais difícil enxergar as coisas de forma racional, e é necessário uma compreensão – à sangue frio – pra se contornar isso e baixar a guarda. Não é simples, não é fácil e às vezes até machuca. O orgulho principalmente. Mas é necessário para que não se comece uma cadeia de eventos que vão caminhando pra um lado que torna ainda mais difícil a solução do problema inicial. Mas, isso tudo é só uma aspiração de um pensamento preguiçoso feito numa madrugada qualquer. Algo há de ser aproveitado ai, mas não sei ao certo o que.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Dos 1000 y doze
Às vezes na vida a gente perde o foco do que fazer, como fazer e porque fazer. E ai você entra numa estrada perigosa, que é aleatória, sombria e que geralmente não te leva pra lugar algum. Alguns entram e saem dessa estrada com facilidade, outros ficam nela por muito tempo. Eu diria que, por mais danosa que ela possa ser, ela se faz necessária pra qualquer pessoa. Faz bem de vez em quando ficar perdido pra se achar. Não é que eu andasse completamente perdido, mas até algum tempo atrás sempre havia um ou dois caminhos que divergiam das minhas idéias e dos meus ideais. Agora não. Tudo parece convergir e está harmônico, ressonante. Queria poder expressar de forma mais pessoal essa minha alegria toda, mas ai eu perderia todo o poder de criar um texto que seja de utilidade comum, que fale sobre qualquer ponto que pode caber à qualquer pessoa.
Não é fácil pensar que você poderia estar numa situação melhor há mais tempo, simplesmente porque o seu caminho sempre esteve ali ao seu lado, pertinho. Mas talvez, se essa página fosse escrita lá atrás, ela tivesse tomado outro rumo, e acabaria tendo outro final. É melhor não pensar. Não ficar imaginando que pensar alteraria o passado, e que pensar sobre pensar altere o futuro. Melhor não mexer com esse pensamento físico que ao meu ver encontra-se numa linha tênue do princípio da incerteza.
Decidi que à partir de agora eu vou deixar enterrado num capítulo anterior todos aqueles rabiscos frustrados. Eles me fizeram escrever isso aqui hoje, mas não posso permitir que influenciem meus textos futuros. Eu sei que preciso escrever uma nova história hoje, amanhã, depois... e pra isso preciso de uma cabeça limpa, clara, e que permita que eu me jogue em cada parágrafo. Agora eu deito tranqüilo, sabendo que amanhã será mais um dia feliz com certeza. Já estava cansado de tanta incerteza sentimental e de tanta babaquice comportamental. Posso considerar este o meu primeiro texto feliz de 2012. Quer dizer, o meu primeiro texto do ano. Feliz ‘dos 1000 y doze’.