terça-feira, 29 de junho de 2010

Prazer, Lady Murphy.

A desordem está feita. Sequências de eventos aleatórios levam aos diversos fins. Trágicos às vezes ou no limiar disso. Mas não se engane, lá está o caos alfinentando as probabilidades. E quando consequências drásticas surgem, raiva e agonia vem juntas. Raiva de não poder mudar, de não poder jogar os seus próprios dados sempre. Agonia de ver as coisas caminhando rumo à luz do fim do túnel e não poder parar esse trem desgovernado.

Às vezes parece injusto caminhar numa direção e ver as coisas sempre tendendo ao contrário. Como se alguém brincasse de fantoche lá em cima, sempre movimentando os pauzinhos no sentido sombrio da coisa. Mas o que há de mais justo que o puro acaso? É como jogar uma moeda, 50% pra cada lado. Nada mais, pura probabilidade. Se deu errado, jogue denovo e denovo. No final de 1 milhão de lançamentos a proporção vai ser quase essa. No fundo o que o cara lá de cima dos pauzinhos quer, é que você jogue a moeda mais vezes. É como se tudo fosse um teste pra ver o quão insistente e perseverante cada um é. Arrisque. Descubra "N" formas de dar errado e sinta-se feliz por ter ao menos tentado.

Coragem pra lutar e derrubar os números é o que falta. Como se o copo meio vazio parecesse mais cheio que o copo meio cheio. Não, não é. Quem coloca a água é você. E a vontade pra mudar muitos tem, mas e a atitude? Já disse, que vem do céu só chuva. Ação é a chave pra isso, afinal o coeficiente de atrito cinético é menor que o estático, lembram? Difícil é vencer a inércia das probabilidades. Depois disso, vira tudo um grande jogo de tabuleiro, onde erra-se, acerta-se e os dados continuam rolando. Mas acredite, o maior desafio é você mesmo. Como já dizia Pedro Bial : "(..) a peleja é longa e no fim é só você contra você mesmo (..)". É, somos todos guerreiros. Alguns gladiadores, outros arqueiros, outros da cavalaria. E nessa batalha sem fim, guerras são travadas e conflitos psicólogicos são perdidos, mas o que vale no final é na mão de quem a bandeira branca vai ficar.

domingo, 27 de junho de 2010

Press "ESC"

Fugir de algo que te atormenta é quase tão bom quanto se deliciar com uma música, cuja melodia te faz suspirar, levitar. E cada nota te leva à uma euforia sem igual.Descer de um palco já feito, e fazer seu próprio show é algo complicado. Poucos são capazes de conquistar um novo público, compor novas músicas e iniciar uma turnê. Jã não me sinto bem com esse cotidiano, com todo esse emaranhado de rotinas. Tudo está normal demais, previsível demais e pateticamente triste. Cores, sons...cadê vocês? Talvez escapar e buscá-los em outro lugar pareça a melhor solução agora, mas que certeza posso ter que o "lá" não será da mesma forma? É, não sei..

Sair correndo dessa faiscante e pálida experiência é quase um senso comum. Abandonar tudo e começar a viver na incerteza do acaso, dependendo de nada mais do que a sua própria sorte é algo que apenas um grupo seleto de grandes desbravadores de destino conseguem fazer. Poemas de agonia, compostos por velhos sonhadores guiam as intenções através dos tempos, na busca da revolução, da mudança, do crescimento, da vida. Mudar, e mudar e mudar, sempre. Quando se para de mudar, para-se de viver.

Cores, sons, tons.. tudo se conecta na busca de um novo dia, de novos ares. E lá vou eu, dar um ESC aqui no meu sistema que tudo acabou de travar. Está tudo bem turvo, desconexo e aleatório. Vamos colocar um pouco de ordem que aqui não é a casa da mãe Joana. Ops, o sistema da mãe Joana. Aliás, Joana.. pobre dela, sempre limpando as nossas desordens.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Escrever sobre escrever

Considero a escrita como um dom. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita serve como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto de escrever.Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele pareça, não o é.

Não sei como os outros escrevem, mas gosto de deixar os pensamentos fluirem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas. Basta um pouco de esforço e vontade. Você já parou pra pensar no quão bem uma música te faz? É algo capaz de te desprender do momento, de provocar sensações adversas e despertar lembranças. Música toca e toca. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Agora, daqui algum tempo, algumas semanas volte e releia. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém?" é maior ainda. Isso deve ser alguma explicação, sei lá. Vou até arriscar aqui de chamar o "efeito escritor". Hahahaha!

Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. Escrever, achar tolo, escrever denovo, achar tolo denovo. Com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom".
Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.

domingo, 20 de junho de 2010

Imaginação?

Uma vez me disseram que o amor era uma simples questão de imaginação. E, realmente.. se pararmos pra pensar é uma verdade.Não que haja somente ela. Mas quando você conhece alguém, e surge uma pontinha de interesse, a sua imaginação começa a trabalhar mais do que nunca. Você começa a imaginar lugares, situações, sensações. E tenta imaginar como seria isso ou aquilo ao lado desse alguém. Creio que esse seja o estopim de um relacionamento. Essa vontade de querer mais, e conhecer mais, e agradar e viver. Na verdade, você se relaciona com o alguém que você imaginou. É isso que te faz driblar os problemas, e enquanto todo mundo vê um amontoado de defeitos, o que VOCÊ vê é apenas aquela pessoa que te faz perder o fôlego com um olhar. Viu? Pura imaginação.

Que bom seria se as pessoas hoje ainda conseguissem imaginar. Digo, nesse sentido :x O que eu vejo ao meu redor são pessoas que parecem não acreditar mais nessa imaginação, e nessa chance de as coisas darem tremendamente certo.Uma mistura de pessimismo com comodismo e/ou medo. Em cada um isso se manifesta de uma forma diferente. É.. os tempos mudaram. Espero que um dia alguma coisa dessa ainda imaginação volte, porque posso estar enganado, mas somos mais felizes quando conseguimos imaginar isso. Viver por viver, e apenas continuar seguindo é bom. Até certo ponto. Depois sente-se a necessidade de um algo mais. Mudar. Acho que esse é o verbo que cabe aqui.

E se as coisas não mudarem, felizes serão os que ainda conseguem imaginar. E que consigam enxergar nos problemas, a chance de EVOLUIR e CRESCER. Como diz Bia..meio "piegas"(vide brega?) isso não? É, talvez. Foi um fim de semana que me proporcionou essa 'vibe'. E se não é pra escrever com o coração, com o que vem à mente.. Isso tudo perde o sentido. Próximo texto, algo mais aleatório e feliz talvez. Tudo vai depender da minha imaginação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O que eu posso ser ...

Desde pequeno tenho na cabeça a idéia de que nada é impossível, e que eu posso ser o que eu quiser. Como filho único, tinha grande parte dos meus momentos ocupadas com amigos imaginários e brincadeiras em que a única coisa necessária era a minha imaginação. E engraçado, nunca tive problemas com isso. Brincar sozinho, falar sozinho... nunca foram problemas. Acho que me acostumei e me tornei dependente disso ao longo do tempo, não que não sinta falta dos meus amigos. Apenas aprendi a me virar sozinho, talvez um pouco mais do que o normal, mas por saber que no final eu posso contar comigo mesmo. Mas, considero meus amigos parte importantíssima da minha vida. 

O tempo passou, e "n" experiências foram acrescentadas. Coisas boas, coisas ruins.. Coisas. De tudo um pouco. E que de certa forma me trouxeram hoje, até aqui, nesse exato post. E hoje, já praticamente no final do semestre, bate aquela velha idéia de eu poderia ter feito isso ou aquilo diferente, e sempre pensando: "Semestre que vem eu mudo"(Mentira da porra ;P), veio me à cabeça coisas que eu já fiz, e coisas que pretendo fazer. E o que eu posso ser? Posso ser o que eu quiser. Pra mim, não há nada que seja tão difícil de ser alcançado que se torne impossível. As chances existem, são mínimas às vezes, mas existem. E pra qualquer bom matemático, não se despreza algo assim tão facilmente. Deixe essas aproximações para nós,[quase] engenheiros. Que bom que nesse aspecto minha cabeça funciona como de um matemático. É, as chances existem e estão lá, só esperando por alguém que tenha um algo mais suficiente pra se arriscar e se jogar de cabeça nelas. 

Que bom que nessa vida toda, apesar das várias quedas de cabeça, cá estou ainda vivo. Falhei, errei, acertei, consegui, perdi. Verbos presentes em qualquer pessoa que um dia viveu. Continuarei assim, sempre tirando da inércia a vontade de mudar e correndo loucamente atrás do que quero. Sou teimoso, saca? Um TEIMOSO com letras maiúsculas, haha =P E, quando não derem certo as coisas, não tem problema.. Se a queda for grande, do chão não passa. Levanta, bota um gelo, dorme um pouco e que venha a próxima. Do céu, só vem chuva, nada mais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

É.. Pessoas.

Existem pessoas E pessoas.Pessoas que choram, que falam, que se exprimem de forma significativa. Pessoas caladas, interiorizadas mas que nem por isso sentem menos ou são insensíveis.Existem pessoas nervosas, estressadas, calmas, tranquilas, serenas. Pessoas que transmitem paz, e pessoas que transpiram movimento. Existem pessoas que te fazem bem, pessoas que te fazem mal, e existem aquelas que simplesmente são indiferentes. E que estranho seria se você conhecesse o mundo todo, e todos tivessem igual importância.

Existem também pessoas bonitas, lindas, pessoas que tocam quando chegam, e que gostam de ser tocadas ao chegarem. Existem pessoas feias, mas não somente feias exteriormente, mas feias de alma, de coração. É, existem. E as bonitas também existem. Existem pessoas que gostam de correr, outras que gostam de sair, de farrear, e há também aquelas que nada mais é preciso que um lugar sereno, um bom livro ou um fim de semana na praia. São pessoas e pessoas. Todas normais, todas anormais, cada um com sua estranheza. Escolha o seu referencial.

Existem pessoas que passam e nos tocam, nos marcam. De forma positiva ou não. Mas marcam. Existem aquelas que nos ajudam, que nos apóiam e que sabemos que de olhos fechados podemos contar. Mas cuidado, não feche os olhos demais. Existem pessoas que podem botar o pé para você cair. É, existem. Chato também seria se todo mundo fosse amigo de todo mundo. Iria contra todos os pilares conceituais que sustentam o mundo. Afinal, quem lhe contou a mentira de que a vida é justa? E por ser tão injusta, existem essas tantas pessoas. Aliás, é o meio que justifica esse fim ou o contrário? Seja lá o que for, as pessoas existem e estão ai do seu lado.

Existem pessoas que te amam, outras que te odeiam, outras que simplesmente gostam. São os sentimentos nas suas mas diversas formas. É, os sentimentos também existem. Mas, puro pleonasmo agora, não? E pensando bem.. que bom que existem as pessoas. É por elas existirem que todos nós chegamos hoje aqui, e aí, e alí.. E ninguém é tão alguém, que possa ser alguém sozinho. Ninguém. É, que bom que as pessoas existem. Que bom que os amigos existem. E feliz daquele que sabe aproveitar a graça de se conviver com pessoas, sejam elas amigos, conhecidos, desconhecidos ou o motorista do ônibus.

É, feliz daquele que conhece as pessoas. Que chega a ter tempo de conhecer alguém. É mais do que um privilégio, é quase um objetivo de cada um: conhecer alguém como se fosse você. Aliás, às vezes até melhor. É, existem pessoas que desejam isso. Pessoas que suspiram, que sonham, que choram e que riem. Há também pessoas cujos desvaneios se sobressaltam tanto que passam a escrever sobre as próprias pessoas. Mas fazer o que né? Eu sou só mais uma pessoa.