quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nostalgia

        Hoje eu fui à minha casa antiga pegar tudo o que ainda estava por lá. Nunca imaginei que abrir um armário e vasculhar coisas antigas pudesse ser tão difícil. À cada caixa aqui, roupa ali eu ia lembrando de momentos passados. Momentos bons, ruins, porém todos marcantes. Acabei pegando tudo, absolutamente tudo, e jogando no chão para ver o que eu levaria e o que eu deixaria para trás de vez. 

        Pareceu meio que uma cena de filme, uma casa totalmente vazia, aquele silêncio, e eu sentado com um punhado de caixas, bilhetes, e outras mil coisas pequenas espalhadas pelo chão. Comecei a perceber como somos uma metamorfose ambulante E errante. Achei velhas cartas, fotos, presentes. Ao mesmo tempo que aquilo tudo pesava e trazia saudade, de certa forma doía. Não sei, talvez pela vontade de querer reviver, de querer fazer diferente, de testar mais e ir aos limites. Enfim, uma nostalgia melancólica ou uma melancolia nostálgica. Whatever.

        O que mais dói é ver a foto de alguém que já se foi, e que sempre foi tão importante pra você. Mas, ficou pra trás. Está tudo numa grande caixa velha, lá na casa antiga. E de lá, acho que nunca mais verei tudo aquilo. Acho que já estava na hora de deixar pra trás algumas coisas, e esquecer de vez outras. Não que isso vá evitar a tristeza, a saudade. Longe disso. Agora vou curtir um pouco essa minha nostalgia (quase-triste) ouvindo uma boa música. Led Zeppelin, here I go.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Voto é que nem bunda. Dos outros.

       O voto, ou melhor a sua opinião, deveria ser sua e as pessoas deveriam respeitar, mas não é assim. É incrível ver que numa época dessas aparecem tantos cientistas políticos, com seus argumentos aparentemente bem conexos e suas opiniões intimidadoras. Não concordo com isso mesmo. Tudo bem, já passou, mas só agora tive tempo de vir aqui deixar minha crítica. Nessas eleições eu vi algo que me espantou, a falta de respeito. Não me lembro de nunca em eleições passadas ter visto tanta baixaria como nesta. Se tratando especificamente da presidência, parecia eleição de grêmio de colégio, com um bando de MULEQUES apoiando aqui e ali, com bolinhas de papel e argumentos de menino. Vergonhoso.

        É quando a gente pensa que não pode piorar, que vem uma coisa assim. E eu acho uma pena, um país tão belo, tão grande, com um povo tão acolhedor, viver numa situação dessas. Ontem vi o pronunciamento de milhares pelo Twitter, principalmente das regiões sul e sudeste, falando sobre como nordestino é burro. Eu sou carioca, mas nessas horas eu me sinto mal em dizer que sou de lá. Moro aqui, e tenho todos meus amigos aqui. Já vivi tantas coisas, para numa hora dessas aceitar uma atrocidade como essa. Burros são esses ignorantes que vivem em outra atmosfera. Esquecem que um dia a casa cai, a moeda vira, e você pisa na merda como todos.

                Eu votei em Dilma sim (sem apologias à partido, por favor. Apenas argumentos meus). Não sei como seria o governo de Serra, mas À MIM ele não transmitia confiança. E eu vi meus pais crescerem muito nos últimos anos, e me dizerem que o governo teve forte influência nisso. Vi as melhoras nítidas na Universidade. Eu não posso simplesmente esquecer isso e fingir que não vi porque agora estou em um patamar levemente mais elevado. Eu acho que esse governo tem tudo para ser muito bom, e ajudar aos que precisam,melhorar muita coisa e nivelar um pouco mais o país em diversos aspectos. Ou pode ser que dê tudo errado, não sei. Eu não adivinho futuro, nem você. E quanto ao argumento de roubos, nem me venha com essa. Em todos os governos isso existiu, e vai existir. Não tem pior ou melhor, nesse quesito são todos iguais. Infelizmente a impunidade na política brasileira é banal.

        Não sou nenhum “espertão” em política, muito menos quero convencer ninguém de nada. O que vimos foi uma campanha feia, suja, vergonhosa. E esse foi meu primeiro e último post sobre isso, pelo menos por enquanto. Espero daqui a alguns anos voltar aqui para falar de coisas boas, e de como as coisas melhoraram. Se não.. cá estarei de novo, e DEJAVU!

domingo, 17 de outubro de 2010

Quem ri por último.. é um babaca.

         Não, quem ri por último não ri melhor. Quem um dia falou isso, provavelmente foi alguém que perdeu algo e tentou amenizar sua frustração tentando passar uma inverdade, contando uma mentira tantas vezes até que ela virasse verdade. Pura baboseira. O motivo desse post? Mulheres. Depois de ver um tanto de coisa ao meu redor, e vivenciar um outro tanto, bateu a vontade de escrever sobre isso. Quero deixar claro que isso aqui não é nada preconceituoso, apenas uma constatação do que eu acho, com base no que eu vejo. Por favor meninas, não briguem comigo depois :P Muita calma nos comentários.

         Saber lidar com as pessoas é algo muito difícil, e quando isso vira um relacionamento com uma mulher, ah, ai é complicado. Isso porque a linha que divide o otário do cara interessante, é tênue. É como andar numa corda bamba, num quarto escuro, com uma bandeja de copos, e um gato arranhando suas costas. Depois de um longo tempo de análises, você chega a conclusão de que definitivamente, mulher alguma gosta dos caras manés.  Mas ao mesmo tempo, não é bacana ser o escroto que pensa que elas não sentem. 

             O importante, é ter a sensibilidade para saber quando ligar, como falar, como demonstrar interesse, atenção, mas também deixar claro que você vive muito bem sem ela. Aliás, todos podem e conseguem viver sozinhos , só que alguns não admitem por acharem isso duro demais. Mas o ideal mesmo seria se não houvesse esse jogo, essa meio que competição da coisa. Se ninguém ficasse com um pé atrás, tudo fluiria bem. Nada de babacas, escrotos, palhaços ou cordas bambas. Enquanto isso, vai todo mundo brincando de malabarismo, caindo aqui, ali.. vai quem um dia a coisa muda.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ser Palhaço

            Hoje estava voltando para casa, e reparei em algo que me chamou atenção: Um palhaço no sinal. Mas não era um palhaço qualquer. Por algum motivo aquela pessoa me transmitiu paz, tranqüilidade. Comecei a imaginar como deveria ser o dia dele. Passar um dia inteiro no sinal, tentando ganhar algum trocado, fazendo malabarismo no calor, porque acredite, o sol de Natal às 11h quando você está num sinal da BR castiga. E o calor é grande. Vendo todos aqueles carros e pessoas passarem, indo e vindo. E acima de tudo, manter aquela alegria, mesmo que aparente. Um sorriso. Isso sim é uma coisa difícil de se ver, e fazer.

             A gente costuma voltar para casa meio nervoso, com a cara fechada, pensando que não tempo pra isso ou aquilo, que as provas estão chegando, que o trabalho está apertando... E é preciso de vez em quando um “choque” de realidade assim, pra percebermos que a vida é mais que isso sabe? Meio clichê, mas não é sempre que a gente percebe isso. E acho que o mais interessante, é ao menos tentar tirar essa lição e aplicar um pouco disso. Difícil manter um belo sorriso com tantos problemas, mas acho que vale o esforço. Além de um pouco mais de alegria, você pode ser o palhaço de alguém. Pense nisso ;)

domingo, 10 de outubro de 2010

Erros

   Primeiro de tudo, peço desculpas à todos os leitores pelo longo período de ausência por aqui. A verdade é que ando num ritmo de constante mudança, com uma rotina bem cheia e uma preguiça que, com a menor brecha, tenta tomar conta de tudo. Mas cá estou eu, tentando retomar o ritmo literário novamente. 

   Nesse tempo em que estive ausente, passei por algumas mudanças. Umas leves, outras nem tanto. Fato que vivemos em mudança constante, mas, esses últimos tempos foram um pouco mais intensos nesse quesito. E quando isso vai acontecendo, a gente vai deixando pra trás antigos hábitos, adquirindo novos. É quando a gente para e olha pra trás, e vê com mais clareza os erros que estavam tão escancarados, mas por algum motivo a gente não os enxergava. Vai ver, isto faz parte do processo de se aprender. E mudando, a gente vai percebendo como a vida é frágil, simples. Vamos vivendo, caminhando, sem parar e assimilar o que está à nossa volta.Sabe inércia?

   A verdade é que hoje eu estou numa ‘vibe’ meio saudosista, meio pensativa da coisa. Nada como um dia levemente ocioso para causar isso. Queria corrigir alguns erros cometidos, mudar algumas características e deixar as coisas bem encaixadas. Ah, queria.. Mas não dá. Alterar isso seria como mudar o que me levou a escrever este texto - paradoxo? . A essência não se perde, e nem se altera facilmente. É mais fácil ter um momento desses, parar de fazer tudo e analisar os eventos ao seu redor. Pesar erros, acertos e fazer o que for necessário para melhorar sabe-se lá o que. Afinal, de que serve passar por tantas experiências se o objetivo não for crescer?

Que bom que hoje eu cresci um pouquinho. Aprendi um pouco mais sobre como lidar com coisas que dão errado, sobre paciência, sobre como ser feliz num domingo chato e sobre as coisas simples que me fazem feliz. Aprendi um pouco também sobre como voltar a escrever, e tentar não errar nisso. Amanhã eu vou errar em alguma coisa, mas faz parte. Estar certo o tempo todo deve ser chato. 

   Preciso pegar o ritmo da escrita outra vez. Só pensar e não colocar no papel nos causa isso, textos não tão bem escritos. Pura falta de prática. Mais um erro, creio eu. Sem problema, alguns rabiscos aqui, uns posts ali e eu tento corrigir isso.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parado ou em Movimento?

Lembra quando seu professor de física te ensinou de um corpo pode estar em movimento e parado ao mesmo tempo, bastava mudar o referencial? Pois bem, esse conceito pode ser perfeitamente usado no contexto do cotidiano. Um pouco mais amplo, claro. Frequentemente somos levados a crer que nossas verdades são absolutas, e que nossos erros são menores que os dos outros. Não são. Quase sempre é difícil se imaginar do outro lado do muro, fazendo e vivendo aquilo que por tempos você apenas observava de longe, como quem quer aprender um comportamento. Isso acontece, o jogo muda, e um dia a moeda vira.

E.. por tanto tempo eu estive de um lado do muro que até então me agradava. Era uma vida quase sempre agitada, cheia de reviravoltas e momentos diferentes. Passeava por situações  e situações, e locais inusitados com pessoas novas. Por muito tempo foi assim. E nunca havia sentido a necessidade de mudar, pois sabia que nesse quesito mudança de lado da moeda, não há muito o que se fazer.Ela vira por si só.. e a moeda virou, e como num passe de mágica as coisas vem se transformando. 

Há pouco tempo, em mais uma dessas noites aleatórias, alguma coisa mudou. Percebi um sorriso e um olhar que despertaram um algo mais. E, como uma criança fui andando nesse novo caminho, lentamente, descobrindo umas novas sensações já meio esquecidas. Desde então, um sorriso meio juvenil aparece no meu rosto. Aquele de quem acabou de provar alguma coisa nova, e amou. Agora, o que por tanto tempo eu brinquei e zuei com minha querida amiga Bia, vem acontecendo comigo. E claro, lá vem ela me zoar. De praxe isso ;P Mas, quer saber? Não ando me importando com isso. As coisas andam boas, tudo mais vivo, mais colorido. Mudei de lado no muro, e agora só quero saber de recalcular minhas distâncias, velocidade, aceleração e outros. Há 2 dias atrás vi que isso é o que mais quero agora. Papel e caneta nas mãos, lá vou eu.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O que ele quer.

Queria eu
dominar meus medos como eles me dominam
e saber dribá-los como o cara do pano vermelho,
e conseguir conjulgar todos os tempos do verbo "ser"
e ser tudo o que eu quiser ser..

Queria eu
conhecer a arte de sorrir sempre
e sempre vencer aquilo que insiste em me derrubar,
mas que aprendizado existe em apenas ganhar?
aprendi mais quando me dei o direito de perder..

Queria eu
não ser tão errante
e erroneamente pensar que a vida cabe aqui
na palma da minha mão,
como quem joga num tabuleiro
um jogo no escuro, sem fim, regras ou limites..

Queria eu
ser um tal alguém, menos ninguém..
Ahhh.. como eu queria!
Mas se assim fosse, erroneamente já estaria eu aqui denovo
Meu tempo já passou,
E passou.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sobre o agora e um pouco mais

Ultimamente, meu cotidiano anda bem agitado.Diferente. As coisas vem mudando numa velocidade assustadora, e o volume de experiências adquiridas parece o de uma grande tempestade, com ventos fortíssimos que trazem pessoas, emoções, situações.. mudanças! Quando você é menor, suas experiências são extremamente dependentes das pessoas mais próximas, e dar um passo no escuro é o grande desafio do dia. Daí o tempo vai passando, você vai ganhando maturidade[ou não] e vai começando a dar seus próprios passos, e assumir as consequências dos próprios erros. Vai assim crescendo, experimentando o novo, re-experimentando o velho, e redescobrindo sabores, sensações. Começa a perceber tudo com novos olhos, a ver o banal de novos ângulos, e a adentrar em novos mundos. Mudanças, aí começam elas. Algumas sutis, outras nem tanto, mas no final todas te trazem até aqui, hoje, a ser quem você é, e a estar aqui lendo este texto.

Há uns 3 anos, comecei a encarar as coisas com mais seriedade. Comecei a ver que fora daquele universo de colégio, no qual passamos ai mais de uma década imersos, as coisas são diferentes, bem diferentes. Como já dizia um professor da universidade: "Quem disse que a vida é facil e justa?" É verdade, nunca foi. Justa, nem de longe, e fácil só pra alguns poucos. Mas no frigir dos ovos, todos tem as suas dificuldades. E cada um tem um peso nas costas, algo a carregar, e isso não é o tipo de coisa que se escolhe. 

 E, apesar da peleja de cada dia, você pode escolher se vai viver ou sobreviver. Cada um escolhe em que abismos se jogar, e quais aventuras serão enfrentadas. Cada homem é arquiteto da sua própria sorte. Nesse quesito eu não acredito em destino feito. Não me cabe a idéia de que está tudo escrito, e que no final das contas você está apenas cumprindo mais um papel nessa grande peça. Não. Mas parar pra pensar nisso, e pensar que isso também já foi pensado no planejar de tudo, é algo Freud demais pra mim. Prefiro manter a idéia de que eu faço acontecer. Nunca vi ninguém ganhar tudo sem fazer nada, com exceção de Charlie Harper na série "Two and a half men", que por sinal é foda, e ele tem uma puta vida. Ou uma vida puta, whatever.

Sempre fui o tipo de cara que gosta de aventuras. De fazer o máximo do que posso. Quem me conhece sabe que uma palavra que cabe muito bem é Intenso(Teimoso vem logo em seguida). Não sinto que nasci pra viver preso à algo, e deve ser por isso que rotinas não me agradam muito. Nem regras, apesar de respeita-las sempre que necessário. Aventuras sempre foram o meu forte. Viajar, sair pra pedalar sem rumo, parar em frente à praia num final de tarde, sair pra correr, sair sem rumo, sair com amigos. Liberdade é o que me alimenta, e o que me faz querer acordar amanhã e experimentar um final de tarde. Não costumo pensar em como serão as coisas daqui a 5 anos, ou como serão os tempos futuros. Um dia você vai olhar pra trás, ver tudo o que passou e pensar: "Que tempos bons eram aqueles. Os melhores na verdade. Pena que ninguém me disse na época."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cara ou Coroa?

Nas últimas semanas, o que mais se viu foi o caso Bruno. Claro, haviam as notícias da Copa e as chuvas em Alagoas, mas nada se compara ao caso do goleiro. Você provavelmente ouviu e teve um acesso bem maior à informações do caso, do que da eliminação do Brasil. E as chuvas, que no começo deixaram o país estarrecido em frente à TV, tomados de compaixão, foram rapidamente substituídos pela raiva com relação á brutalidade do caso. Agora eu pergunto, por que todo esse sensacionalismo da imprensa? Primeiro, quero deixar claro que achei lastimável a postura dele, e POSSÍVEL envolvimento no caso, sendo uma atitude totalmente absurda. E me envergonha dizer que ele, que já foi um dos grandes ídolos do meu time, possa estar envolvido numa barbárie dessas. É algo que ultrapassa a compreensão, você matar uma pessoa por não querer assumir um filho(?) e dar uma pensão. Nem que fossem 10 filhos, e um cachorro. Nada ai justifica.

Mas, o que eu quero dizer é que.. por que a morte dessa moça tem mais peso e repercussão que a morte de centenas de milhares por motivos mais banais como fome, frio, diarréia? É, não deveria. Mas, assim somos nós, mais tocados e comovidos pelo que tem nome. Por que nesse caso, quem morreu "tem nome". E ai você vê a imprensa se debruçar em cima de alguém até que a última informação negativa se esgote. Hoje saiu no jornal, que um irmão do goleiro que mora, sei lá, no Piauí eu acho, foi acusado de um estupro que teoricamente ocorreu há 2 anos. Agora me diga, isso é apenas coincidência, ou a polícia é beeeem competente e NOSSA, achou esse caso paralelo?

Eu sei da importância da informação, e acho deveras significante que casos como esse, envolvendo pessoas da mídia venham também ao povo, para mostrar que as merdas também acontecem 'lá em cima'. Mas, isso aliena demais as pessoas, não todas, mas a grande maioria. Porque quando a mídia escolhe algo pra mostrar, vai nisso até você cansar. Assim foi com aquele menino arrastado pelo cinto no carro, com o caso Nardoni, com os desmoronamentos no RJ, a morte de M.J.(Coitado, mal lembrado hj em dia..), dentre muitos outros. O que cada um deve fazer é abrir mais os horizontes, e filtrar mais as informações que lhe são dadas.
Espero que daqui pra frente, esse volume de informações diminua, porque já deu de caso Bruno. Se ele for culpado, espero que pague mesmo, e se for um mal entedido(hahaha), que tudo se esclareça. E agora, vamos esperar pra ver o próximo caso à ficar na Mídia, e ver quem será o "sortudo". Se tirar coroa, uma semana e tudo passa.. caso contrário, vamos dar boas vindas à mais nova notícia do momento. Sente também, e assista de camarote esse show de horrores.

sábado, 10 de julho de 2010

Você conhece o Mário?

Let's start with a little joke! Ahaaaaaaaaaaaaaa. Se você se perguntou: "Que Mário?", sinta-se pego nesse clássico e veeeelho trocadilho. Se não, deve estar pensando o quando idiota eu sou, ou o quão bêbado estava quando escrevi isso. Nããão! É que hoje não me veio nada específico em mente, só me deu vontade de escrever. Provavelmente será um texto no estilo NADA COM NADA, tá ligado?

Bom, quinta feira entrei de férias FINALMENTE! Depois de meses pagando matérias exaustivas, com professores nem sempre muito amigáveis e provas cujo único objetivo é fazer você se exaurir de tanto estudar, e fazer contas cavalares pra ficar feliz com um 7,0. Prazer, Engenharia. Agora que estão devidamente apresentados, vamos mudar o assunto. Aaaahhh, as férias. Como é foda você acordar sem se preocupar em estudar nada, nem aula, nem horários. É simplesmente acordar, comer, dormir um pouco mais, vir pro pc, malhar, correr, dormir, comer, sair, charlar.. E o ciclo começa novamente. Dormir até perder o sono, sair e voltar no outro dia em plena segunda feira. Ahh, a charlaçãããão!

 Essa férias não prometem ser tããão boas, são meio curtas né? Mas dá pra sair bastante, curtir umas festinhas, uns rolés com uns brothers, resenhas internas, tomar uma, duas, três.. :xx Ahh, pegar uma praia pra tirar essa cor de.. sei lá, varia entre amarelo e branco. Não é muito sensual, believe me. Ficar moreno bombom cor de amor [...] kkkkkkkkkkkkkkkkk :X

.. , viajar também.. passar uns dias em Salvador, acho que uma passadinha no RJ também, depois um rolé pelas praias. Bater umas peladas, malhar mais decentemente. Enfim, viver um pouco, que esse meu curso tem umas épocas de castigo.

O semestre termina e ai você começa a se prometer que irá estudar mais, que irá faltar menos aula, que irá acordar mais cedo, comer melhor, emagrecer, malhar, não brigar tanto com seus pais, juntar dinheiro.. é tudo B-A-L-E-L-A! hahahhaa, se você cumprir metade disso tá bom. Ora metade, 20% tá bom já. Mas, deve fazer parte.. prometer-se isso, e evoluir de pouquinho em pouquinho. Afinal, a preguiça fala mais alto ÀS VEZES. Bom, agora eu vou tirar um cochilo pré-almoço que é pra ficar descansado pra comer. Sabe como é, exercitar a mandíbula e tal, cansa. Depois, tirar aquele cochilo do baaaaaanzo, e procurar o que fazer hoje, que sábado á noite promeeeete! Você deve ter ficado tão entediado(a) com esse texto que eu recomendo um cochilo também. Vai vai, é de graça e não faz mal. Bons sonhos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Press "start" to play.

Começar algo é sempre um desafio. Não pela ação em si, mas pelas conseqüências que são trazidas com ela. Sair da rotina, quebrar certos vícios e comodidades é difícil pois requer vontade, requer esforço. Perder-se no caminho da preguiça é algo extremamente simples. Basta uma empolgante proposta que sugira conforto e esforço mínimo, para que joguemos tudo pro alto. Talvez seja por isso que muitos fracassam. Pelo medo de tentar, ou pela falta de persistência pra chegarem ao final. O medo do desconhecido não deve ser maior que a vontade de mudar, de evoluir. Se assim o for, essa balança vai pesar pra um lado que não é muito legal. A ausência de crescimento, ou melhor, da vontade de crescer nos torna patéticos e previsíveis. Nunca se é o melhor em nada, e sempre haverá algo para se aprender.Vencer não é algo simples, mas remar à favor da maré sempre vai ser o melhor jeito de reduzir os esforços, afim de um objetivo.

E correr atrás de algo é muito mais do que mudar, é estar vivo, é desejar subir um degrau. Não pense no segundo degrau, porque ele será uma conseqüência de sua inércia, ao superar seus obstáculos. A vida imita a matemática. Tudo tem sincronismo e simetria, mesmo que você não consiga enxergar isto. Nada é totalmente aleatório, senão o próprio o acaso. Enquanto o acaso vai atuando nas incertezas, vamos operando como os números. Uma hora seguimos a música, outra hora ditamos o ritmo. Tudo isso faz parte, e no final, o importante é saber dançar e ser o maestro do seu próprio destino.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Promoção: R$3,00 - Viagem à um novo Universo

Uma das situações que muitos odeiam passar é também uma daquelas aonde podemos encontrar as coisas mais diversas, e  os mais variados tipos de pessoas e seus trejeitos. Do que eu estou falando? Do ônibus. É como ter acesso á todo um novo universo com algo em torno de dois/três reais.. Pare pra pensar um pouco na última vez em que você esteve em um, de preferência num horário com razoável quantidade de passageiros. Agora veja o caldeirão de culturas e costumes que temos ali, basta parar alguns minutinhos pra observar as coisas.

Vamos começar pelo motorista. Um carinha geralmente com seus 40 e poucos anos, um óculos meio fundo de garrafa, com um bigodinho facultativo, mas uma barba quase sempre presente. Alguns de aparência amigável, e até falantes, mas em sua grande maioria tem uma cara fechada e cisuda. Cara de poucos amigos, eu diria. Depois, o cobrador. Esse sim, um cara geralmente um pouco mais alegre, com o velho e clássico bigodinho, e um cabelo estilo "boi lambeu". Geralmente falantes, e comunicativos ao ponto de até conversar com alguns passageiros.

Depois disso, encontramos ali na frente um jovem estudante, desleixado e meio jogado no banco, com um fone de ouvido escutando algo que pode variar entre Led Zeppelin até Garota Safada. Meio alheio do mundo, encostado com o cabeça no vidro e sendo tomado lentamente por aquele mágico sono que só aparece no balançar do ônibus. Um banco depois vem uma jovem, bem vestida, cheirosa e com postura admirável. Cabelos lisos voam conforme o vento cruza as janelas, e seu cheiro se espalha aos que estão próximos. Seus pensamentos são diversos, e incluem que roupa usar na próxima festa, quando irá novamente ao salão, e a dúvida se um cara bem apessoado que acabou de passar no corredor notou sua presença. É incrível a capacidade das mulheres de pensar e fazer TÃO BEM tantas coisas ao mesmo tempo. Se me derem duas tartarugas pra cuidar, uma foge com certeza e a outra ainda vai dar trabalho.

Um pouco mais ao meio do ônibus vem um trabalhor humilde, com uma camisa do Flamengo, Corinthians ou Vasco. Um cheiro nem sempre agradável, mas pô, é o cheiro do trabalho minha gente. Vai pra casa pensando na janta, e na bela moça que acaba de cruzar a roleta. No banco ao lado, tem um muleque com seus 20 anos, todo esparramado no banco. Joelho no meio do corredor(Sim, aquele joelho que bate na sua perna ao tentar passar), e pernas extremamente abertas como quem diz: "I have balls." Sim, I have balls too. Porra, fecha essa perna que eu quero sentar.

Um pouco mais ao fundo, nos bancos mais altos vem uma mãe já cansada ao final do dia, com dois filhos: Um que vem na janela, gritando e insistindo em comer bala antes do jantar, e uma criança de colo que chora e deixa todos no ônibus atordoados. Aquele choro fino e agudo que parece furar os tímpanos. No banco ao lado, um senhor de 60 e poucos anos, olhar 43, óculos com lentes garrafais, cabelos grisalhos, sandalha de couro, blusa meio quadriculada e aberta com pêlos saindo no começo do peito. Esse já não se sente tão afetado pelas coisas. Apenas observa com a sabedoria de quem já viveu tantas coisas.

Ao fundo vem um grupo de estudantes, gritando e fazendo balbúrdia, declarando abertamente palavrões, frases pornográficas e piadinhas dirigidas aos outros colegas. Apelidos rídiculos são geralmente citados nesse meio de conversas. Ah, e as meninas que passam na rua podem ser facilmente alvo de brincadeiras. Mas, é a beleza da juventude. Nunca há problema em nada, e está tudo sempre bem.
A gente reclama que não viaja, que não conhece coisas novas. Quer mudar? Entre num ônibus e pare pra ver as coisas à sua volta. Observe calmamente cada situação e analise cada comportamento. Viu? Você já está viajando e conhecendo coisas novas. Mas quer saber? Falei demais.
 - "Ô Motorista, pára o ônibus fazendo favor, que eu perdi a minha parada."

terça-feira, 29 de junho de 2010

Prazer, Lady Murphy.

A desordem está feita. Sequências de eventos aleatórios levam aos diversos fins. Trágicos às vezes ou no limiar disso. Mas não se engane, lá está o caos alfinentando as probabilidades. E quando consequências drásticas surgem, raiva e agonia vem juntas. Raiva de não poder mudar, de não poder jogar os seus próprios dados sempre. Agonia de ver as coisas caminhando rumo à luz do fim do túnel e não poder parar esse trem desgovernado.

Às vezes parece injusto caminhar numa direção e ver as coisas sempre tendendo ao contrário. Como se alguém brincasse de fantoche lá em cima, sempre movimentando os pauzinhos no sentido sombrio da coisa. Mas o que há de mais justo que o puro acaso? É como jogar uma moeda, 50% pra cada lado. Nada mais, pura probabilidade. Se deu errado, jogue denovo e denovo. No final de 1 milhão de lançamentos a proporção vai ser quase essa. No fundo o que o cara lá de cima dos pauzinhos quer, é que você jogue a moeda mais vezes. É como se tudo fosse um teste pra ver o quão insistente e perseverante cada um é. Arrisque. Descubra "N" formas de dar errado e sinta-se feliz por ter ao menos tentado.

Coragem pra lutar e derrubar os números é o que falta. Como se o copo meio vazio parecesse mais cheio que o copo meio cheio. Não, não é. Quem coloca a água é você. E a vontade pra mudar muitos tem, mas e a atitude? Já disse, que vem do céu só chuva. Ação é a chave pra isso, afinal o coeficiente de atrito cinético é menor que o estático, lembram? Difícil é vencer a inércia das probabilidades. Depois disso, vira tudo um grande jogo de tabuleiro, onde erra-se, acerta-se e os dados continuam rolando. Mas acredite, o maior desafio é você mesmo. Como já dizia Pedro Bial : "(..) a peleja é longa e no fim é só você contra você mesmo (..)". É, somos todos guerreiros. Alguns gladiadores, outros arqueiros, outros da cavalaria. E nessa batalha sem fim, guerras são travadas e conflitos psicólogicos são perdidos, mas o que vale no final é na mão de quem a bandeira branca vai ficar.

domingo, 27 de junho de 2010

Press "ESC"

Fugir de algo que te atormenta é quase tão bom quanto se deliciar com uma música, cuja melodia te faz suspirar, levitar. E cada nota te leva à uma euforia sem igual.Descer de um palco já feito, e fazer seu próprio show é algo complicado. Poucos são capazes de conquistar um novo público, compor novas músicas e iniciar uma turnê. Jã não me sinto bem com esse cotidiano, com todo esse emaranhado de rotinas. Tudo está normal demais, previsível demais e pateticamente triste. Cores, sons...cadê vocês? Talvez escapar e buscá-los em outro lugar pareça a melhor solução agora, mas que certeza posso ter que o "lá" não será da mesma forma? É, não sei..

Sair correndo dessa faiscante e pálida experiência é quase um senso comum. Abandonar tudo e começar a viver na incerteza do acaso, dependendo de nada mais do que a sua própria sorte é algo que apenas um grupo seleto de grandes desbravadores de destino conseguem fazer. Poemas de agonia, compostos por velhos sonhadores guiam as intenções através dos tempos, na busca da revolução, da mudança, do crescimento, da vida. Mudar, e mudar e mudar, sempre. Quando se para de mudar, para-se de viver.

Cores, sons, tons.. tudo se conecta na busca de um novo dia, de novos ares. E lá vou eu, dar um ESC aqui no meu sistema que tudo acabou de travar. Está tudo bem turvo, desconexo e aleatório. Vamos colocar um pouco de ordem que aqui não é a casa da mãe Joana. Ops, o sistema da mãe Joana. Aliás, Joana.. pobre dela, sempre limpando as nossas desordens.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Escrever sobre escrever

Considero a escrita como um dom. Aquele que escreve bem e consegue envolver o leitor em seus textos, usando palavras que tocam, que identificam e fazem com que o leitor se sinta preso, esse sim é o verdadeiro escritor. Pra mim, a escrita serve como uma forma de expressão, como uma "válvula de escape". Outros cantam, dançam, bebem, dormem. Eu gosto de escrever.Não sei se escrevo bem, se meus textos são apenas mais uns, ou se são realmente bons. Realmente espero que seja esta última a correta. Gosto de falar sobre coisas que vivo e que vivi. Geralmente tento deixar no ar algum sentimento que está presente na minha vida no exato momento em que escrevo, mesmo que isso seja feito nas entrelinhas. Não se engane. Nenhum texto, em momento algum, é sem motivo. Por mais sem sentido que ele pareça, não o é.

Não sei como os outros escrevem, mas gosto de deixar os pensamentos fluirem e colocar no papel as coisas que giram na minha cabeça. Quase sempre isso leva um certo tempo, mais pra achar as palavras certas, mas as idéias estão todas ali esperando para serem lapidadas. Basta um pouco de esforço e vontade. Você já parou pra pensar no quão bem uma música te faz? É algo capaz de te desprender do momento, de provocar sensações adversas e despertar lembranças. Música toca e toca. Agora imagine algo semelhante, só que você é o criador dessa sensação. E o melhor, em você mesmo e nos outros. É isso que quem escreve sente, ou pelo menos deveria sentir. Não importa se o texto é bom, ruim ou indiferente. Até porque aqui entra um efeito curioso. Escreva algo hoje, e se esforce mesmo nisso. Agora, daqui algum tempo, algumas semanas volte e releia. A chance de você não o achar mais tão interessante é bem grande, e a chance de você pensar "Meu Deus, um dia eu escrevi isso e ainda tive coragem de mostrar pra alguém?" é maior ainda. Isso deve ser alguma explicação, sei lá. Vou até arriscar aqui de chamar o "efeito escritor". Hahahaha!

Mas, quem se importa? Eu não me importo de olhar pra algum texto meu e ver que o mesmo não era tão bom, mas por algum motivo eu o achava na época. Sei que no momento em que coloquei o último ponto final, senti uma sensação de leveza. De liberdade. Sensação esta que provavelmente sentirei quando terminar este. Pode ser que um dia eu o ache meio tolo também. Vai ver isso é tudo parte desse ciclo de quem escreve. Escrever, achar tolo, escrever denovo, achar tolo denovo. Com sorte, no final da sua vida você poderá dizer: "Poxa, este texto continua bom".
Mas de uma coisa estou certo, esse meu ponto final acabou de fazer valer o meu dia.

domingo, 20 de junho de 2010

Imaginação?

Uma vez me disseram que o amor era uma simples questão de imaginação. E, realmente.. se pararmos pra pensar é uma verdade.Não que haja somente ela. Mas quando você conhece alguém, e surge uma pontinha de interesse, a sua imaginação começa a trabalhar mais do que nunca. Você começa a imaginar lugares, situações, sensações. E tenta imaginar como seria isso ou aquilo ao lado desse alguém. Creio que esse seja o estopim de um relacionamento. Essa vontade de querer mais, e conhecer mais, e agradar e viver. Na verdade, você se relaciona com o alguém que você imaginou. É isso que te faz driblar os problemas, e enquanto todo mundo vê um amontoado de defeitos, o que VOCÊ vê é apenas aquela pessoa que te faz perder o fôlego com um olhar. Viu? Pura imaginação.

Que bom seria se as pessoas hoje ainda conseguissem imaginar. Digo, nesse sentido :x O que eu vejo ao meu redor são pessoas que parecem não acreditar mais nessa imaginação, e nessa chance de as coisas darem tremendamente certo.Uma mistura de pessimismo com comodismo e/ou medo. Em cada um isso se manifesta de uma forma diferente. É.. os tempos mudaram. Espero que um dia alguma coisa dessa ainda imaginação volte, porque posso estar enganado, mas somos mais felizes quando conseguimos imaginar isso. Viver por viver, e apenas continuar seguindo é bom. Até certo ponto. Depois sente-se a necessidade de um algo mais. Mudar. Acho que esse é o verbo que cabe aqui.

E se as coisas não mudarem, felizes serão os que ainda conseguem imaginar. E que consigam enxergar nos problemas, a chance de EVOLUIR e CRESCER. Como diz Bia..meio "piegas"(vide brega?) isso não? É, talvez. Foi um fim de semana que me proporcionou essa 'vibe'. E se não é pra escrever com o coração, com o que vem à mente.. Isso tudo perde o sentido. Próximo texto, algo mais aleatório e feliz talvez. Tudo vai depender da minha imaginação.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O que eu posso ser ...

Desde pequeno tenho na cabeça a idéia de que nada é impossível, e que eu posso ser o que eu quiser. Como filho único, tinha grande parte dos meus momentos ocupadas com amigos imaginários e brincadeiras em que a única coisa necessária era a minha imaginação. E engraçado, nunca tive problemas com isso. Brincar sozinho, falar sozinho... nunca foram problemas. Acho que me acostumei e me tornei dependente disso ao longo do tempo, não que não sinta falta dos meus amigos. Apenas aprendi a me virar sozinho, talvez um pouco mais do que o normal, mas por saber que no final eu posso contar comigo mesmo. Mas, considero meus amigos parte importantíssima da minha vida. 

O tempo passou, e "n" experiências foram acrescentadas. Coisas boas, coisas ruins.. Coisas. De tudo um pouco. E que de certa forma me trouxeram hoje, até aqui, nesse exato post. E hoje, já praticamente no final do semestre, bate aquela velha idéia de eu poderia ter feito isso ou aquilo diferente, e sempre pensando: "Semestre que vem eu mudo"(Mentira da porra ;P), veio me à cabeça coisas que eu já fiz, e coisas que pretendo fazer. E o que eu posso ser? Posso ser o que eu quiser. Pra mim, não há nada que seja tão difícil de ser alcançado que se torne impossível. As chances existem, são mínimas às vezes, mas existem. E pra qualquer bom matemático, não se despreza algo assim tão facilmente. Deixe essas aproximações para nós,[quase] engenheiros. Que bom que nesse aspecto minha cabeça funciona como de um matemático. É, as chances existem e estão lá, só esperando por alguém que tenha um algo mais suficiente pra se arriscar e se jogar de cabeça nelas. 

Que bom que nessa vida toda, apesar das várias quedas de cabeça, cá estou ainda vivo. Falhei, errei, acertei, consegui, perdi. Verbos presentes em qualquer pessoa que um dia viveu. Continuarei assim, sempre tirando da inércia a vontade de mudar e correndo loucamente atrás do que quero. Sou teimoso, saca? Um TEIMOSO com letras maiúsculas, haha =P E, quando não derem certo as coisas, não tem problema.. Se a queda for grande, do chão não passa. Levanta, bota um gelo, dorme um pouco e que venha a próxima. Do céu, só vem chuva, nada mais.

terça-feira, 15 de junho de 2010

É.. Pessoas.

Existem pessoas E pessoas.Pessoas que choram, que falam, que se exprimem de forma significativa. Pessoas caladas, interiorizadas mas que nem por isso sentem menos ou são insensíveis.Existem pessoas nervosas, estressadas, calmas, tranquilas, serenas. Pessoas que transmitem paz, e pessoas que transpiram movimento. Existem pessoas que te fazem bem, pessoas que te fazem mal, e existem aquelas que simplesmente são indiferentes. E que estranho seria se você conhecesse o mundo todo, e todos tivessem igual importância.

Existem também pessoas bonitas, lindas, pessoas que tocam quando chegam, e que gostam de ser tocadas ao chegarem. Existem pessoas feias, mas não somente feias exteriormente, mas feias de alma, de coração. É, existem. E as bonitas também existem. Existem pessoas que gostam de correr, outras que gostam de sair, de farrear, e há também aquelas que nada mais é preciso que um lugar sereno, um bom livro ou um fim de semana na praia. São pessoas e pessoas. Todas normais, todas anormais, cada um com sua estranheza. Escolha o seu referencial.

Existem pessoas que passam e nos tocam, nos marcam. De forma positiva ou não. Mas marcam. Existem aquelas que nos ajudam, que nos apóiam e que sabemos que de olhos fechados podemos contar. Mas cuidado, não feche os olhos demais. Existem pessoas que podem botar o pé para você cair. É, existem. Chato também seria se todo mundo fosse amigo de todo mundo. Iria contra todos os pilares conceituais que sustentam o mundo. Afinal, quem lhe contou a mentira de que a vida é justa? E por ser tão injusta, existem essas tantas pessoas. Aliás, é o meio que justifica esse fim ou o contrário? Seja lá o que for, as pessoas existem e estão ai do seu lado.

Existem pessoas que te amam, outras que te odeiam, outras que simplesmente gostam. São os sentimentos nas suas mas diversas formas. É, os sentimentos também existem. Mas, puro pleonasmo agora, não? E pensando bem.. que bom que existem as pessoas. É por elas existirem que todos nós chegamos hoje aqui, e aí, e alí.. E ninguém é tão alguém, que possa ser alguém sozinho. Ninguém. É, que bom que as pessoas existem. Que bom que os amigos existem. E feliz daquele que sabe aproveitar a graça de se conviver com pessoas, sejam elas amigos, conhecidos, desconhecidos ou o motorista do ônibus.

É, feliz daquele que conhece as pessoas. Que chega a ter tempo de conhecer alguém. É mais do que um privilégio, é quase um objetivo de cada um: conhecer alguém como se fosse você. Aliás, às vezes até melhor. É, existem pessoas que desejam isso. Pessoas que suspiram, que sonham, que choram e que riem. Há também pessoas cujos desvaneios se sobressaltam tanto que passam a escrever sobre as próprias pessoas. Mas fazer o que né? Eu sou só mais uma pessoa.