As
vezes esquecemos que temos as rédeas de quase todas as nossas escolhas. Exceto
por aquelas de natureza maior, é você quem decide o que, como e onde quer fazer
algo. Está nas suas mãos aceitar certos desafios, propor outros e seguir
adiante (ou não). Ninguém te obrigou a simplesmente aceitar a vida que tem hoje
e não há nenhuma força que te impeça de mudá-la, que não a sua própria inércia,
que passeia pela tão famosa zona de conforto. Nada te impede de crescer,
evoluir e absorver novos conhecimentos. Ninguém disse que seria fácil, mas
apesar de duro, o jogo é (geralmente) justo.
Quando somos coniventes com a mesmice, ela toma conta e torna-se cada
vez mais difícil mudar. A mesma lógica, acredito eu, serve para a liberdade que
damos para os outros. Aceite certos comentários, e será sempre atingido por
eles. Aceite o desrespeito e as mentiras, e elas te perseguirão com quase tanta
força como as verdades, que vagam acanhadas por aí. Parece contraditório, mas a
ordem só existe se houver desordem, discordância. Opiniões. Quando todos se calam
e aceitam sem hesitar, vira uma discussão de um homem só, onde não existem
opiniões e sim "verdades" absolutas que oprimem aqueles que, por
muitas vezes, sequer tiveram a chance de se expressar. Não é possível, não é
correto e não é saudável. Não consigo acreditar que as coisas só possam
funcionar quando as cabeças estão baixas. É impossível enxergar os obstáculos
quando o seu horizonte é o chão. Simplesmente não dá.
Nesses tempos de opressão cultural,
vejo pessoas aceitando demais e questionando de menos. Vejo injustiça,
ignorância e coisas erradas. Muitas coisas erradas. Enquanto algumas pessoas
simplesmente aceitam as coisas como são, agradeço por ainda me questionar e me
incomodar com as coisas fora do lugar. Nem sempre consigo mudá-las, mas elas me
colocam em posição de questionamento e inquietação. Agora é preciso colocar a
cabeça no lugar e decidir o rumo da estrada.
E você, vai fazer o que da sua vida?
E você, vai fazer o que da sua vida?