sexta-feira, 25 de abril de 2014

Utopia do verbo ser

Há pessoas que têm e que são
Pessoas que são e que têm
Pessoas que não têm, mas tentam ser
E pessoas que não são e não têm.

Há quem não queira ter
E quem não queira ser
Invariavelmente um vazio verbal que se constrói
Preenchido por um conjunto de espelhos distorcidos e que nada refletem

Difícil é querer ser e depois ter.
A utopia do verbo que queria mais valores e menos pudores
Mais amores e menos dores
Ah, sonhador... eterno sonhador.

Na leveza do verbo ser, ele vai sendo
Vai vendo e vai tendo o que contar..
Não sabe o que será nem quando terá, mas deixa para o tempo cuidar

Afinal, de que vale um sonho sem uma história pra contar?