Mudar
comportamentos faz parte do crescimento humano. Evoluir, crescer, largar velhos
hábitos e mudar de vida. Não é simples nem prometeram que seria fácil.
Geralmente o mais difícil é começar, dar o primeiro passo para mudança. Depois
disso, quando as mudanças geram efeitos, os próprios meios justificam os fins e
o que era inalcançável torna-se realizável. O que era realizável torna-se
cotidiano, e o que era rotina é substituído por todo um novo conceito dos novos
valores diários. As prioridades mudam, os objetivos também... mas a essência
não. Essa passa por altos e baixos e se mantém quase imutável, e o porquê disso
é algo que transcende explicações literárias.
Os períodos
difíceis são os que geralmente nos fazem crescer mais. Mudanças são necessárias
sempre, porque o comodismo é o que nos impede de ir pra frente. A tal da “zona
de conforto” é algo tão perigoso, que é preferível afundar numa situação
adversa e incômoda do que permanecer confortável por muito tempo. A vida é como
uma grande onda senoidal, cheia de picos e vales, com amplitude e frequência
indefinidas. Hoje eu escrevo enxergando um horizonte lá de cima, num dos picos
mais plenos da minha vida. Sobre o amanhã... pouco sei. Mas escrever nas
descidas faz parte e ajuda a abrir a mente. Entender tudo “out of the box” é uma das ferramentas que me ajudaram a melhorar
quando necessário. Escrever pra mim é isso: um escape inevitável diante de
tanta coisa que me aflige. E quando as palavras fluem, levam consigo um pouco da
dúvida e da incerteza, deixando tudo mais claro. Textos são terapêuticos e eu
acho que todos deviam tentar. É livre, de graça, sem tarjas e cada escritor pode criar seu universo paralelo em busca de um algo mais que cada um sabe o que é.
Liberdade.
Liberdade.