sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Ah, o tempo ...


          O tempo se encarrega de levar as coisas ruins pra longe. Por mais que a mente possa não colaborar com isso, o tempo fatalmente consegue fazer com que algo caia no esquecimento. Não é que seja voluntário, ele só tem essa habilidade intrínseca. Olhar uns álbuns de fotografias, ouvir aquela música que um dia te fez chorar ou sentir o perfume de uma pessoa querida que já se foi .. nada disso pode ser apagado pelo tempo. Ele não destrói o que ficou de bom, como aquelas sensações reprimidas de um amor que não deu certo, ele apenas se encarrega de apagar o que alfineta.
            O tempo é sim forte, poderoso, mas não invencível. Ou talvez seja, considerando-se que ele nunca pára, nunca perde, nunca anda pra trás. O tempo é escalar. Nós somos vetoriais. Não existe uma forma de se competir com ele, até porque isso seria matematicamente grosseiro. Hoje parece que o tempo anda mais devagar, como se fizesse questão de deixar claro os bons ventos que pairam por aqui, querendo dizer: “Vai lá garoto, aproveita e se joga!” , ou talvez ele só esteja ocupado demais levando embora alguns sentimentos ruins pra longe de quem precisa. Sempre há alguém que precisa e sempre há alguém na plenitude da vontade de correr o mundo.
            Nessa vida é o tempo que nos ensina tudo. Ele é o grande professor. Não há mistérios no aprendizado, basta esperar que ele passe. Pra alguns ele corre, pra outros ele caminha.. nunca para. Nunca. Não ande, corra! Pense, reflita, aja. Re-pense. Cuidado ao dar tempo demais ao tempo. Ele tem o seu próprio ritmo e não vai te perdoar pelas suas inseguranças ou medos. Viva intensamente, por mais que as coisas não saiam como você planejou. Na pior das hipóteses você vai parar, vai sofrer um pouco e depois o tempo vai cicatrizar tudo isso, quer você queira ou não. É essa a função do tempo, passar e ensinar que tudo um dia vai valer a pena. Nem que seja uma remota lembrança de um momento bom. Acredite, ele nunca erra.