Outro dia eu deitei a cabeça no travesseiro e me peguei pensando sobre o porquê das coisas darem errado. Ou melhor, parei pra pensar porque geralmente isso acontece repentinamente, parecendo que num piscar de olhos veio uma tempestade de coisas ruins que nem você sabe ao certo explicar. É como fosse necessário, o tempo todo, a condução das coisas dentro de umas linhas pra que tudo fique bem. Se você vacilar e se descuidar, nem que por alguns instantes, a entropia cresce e se alastra e quando você menos espera ... há algo de errado ali. Isso parece meio radical, meio pessimista, mas nada ai é totalmente falso. Nem totalmente verdadeiro. Foi só um ponto de vista que me ocorreu no meio de uma noite regada à insônia.
Não consigo definir as causas reais disso, nem é fácil colocar numa lista todos os motivos, mas valores humanos ligados aos relacionamentos são, ou melhor, podem ser causas prováveis. Orgulho, soberba, inveja, teimosia. Tudo isso e um pouco mais, quando combinados, ou até mesmo soltos, podem desencadear numa seqüência de ações que não são racionais se vistas de fora, ou se vistas numa outra marca temporal.. mas pra quem as realiza, ali, naquele momento, elas parecem fazer todo sentido. Pena que em momentos como esse, parece que alguém joga uma cortina e fica sempre mais difícil enxergar as coisas de forma racional, e é necessário uma compreensão – à sangue frio – pra se contornar isso e baixar a guarda. Não é simples, não é fácil e às vezes até machuca. O orgulho principalmente. Mas é necessário para que não se comece uma cadeia de eventos que vão caminhando pra um lado que torna ainda mais difícil a solução do problema inicial. Mas, isso tudo é só uma aspiração de um pensamento preguiçoso feito numa madrugada qualquer. Algo há de ser aproveitado ai, mas não sei ao certo o que.