Tem gente que quer sempre estar por trás do espelho
E não sabe brincar de procurar os sete erros,
Tem gente que acha coisa aonde não tem
E acaba indo e vindo, sendo tanta coisa sem ser nada.
Tem gente que domina o apontar de dedos
Criticam, gritam e esbravejam com tamanha postura
Mas caem no abismo e acabam esquecendo de si mesmas
E tornam-se só mais umas aleijadas espirituais
Há tanta gente de alma branca e de tamanha boa vontade
Gente que emite boas vibrações
Tornando tão mais agradável seguir em frente nessa selva de pedra
Há pessoas que passam sem ser notadas,
Daquelas que não pendem para mal ou bem
Apenas coadjuvantes nessa peça mal-interpretada
Meros bonecos teatrais conduzidos ao nada
Há pessoas que vivem sem saber
E aquelas que nem sabem o que é viver.
Pessoas medíocres, alegres, tristonhas e conformadas.
Enfim, pessoas.
Não é tudo isso ou tudo aquilo que forma o todo
É um pouco de tudo que gera essa massa, essa nuvem de emoções
O conglomerado de fantoches coloridos chamado mundo.