Já faz algum tempo que toda semana surge um novo caso de bullying. Primeiro foi aquele gordinho que deu um golpe estilo “Street Fighter” e ficou conhecido carinhosamente como Zangief. Depois começaram a surgir vídeos e mais vídeos de brigas em escolas, meninos sendo ridicularizados na escola e criança ficando traumatizada. Agora eu começo a me perguntar, quando foi que isso deixou de ser um problema real e passou a virar um monstro criado pelo sensacionalismo. Porque que eu me lembre, desde sempre existe um cara na turma chamado de “gordo” ou “gordinho”. Você já deve ter conhecido alguém com apelido de “Nego”, porque eu mesmo conheço uns 10. E por ai vão os apelidos que sempre são vergonhosos e deveras ofensivos. Não, eu não estou apoiando a violência contra ninguém. É só que, eu já fui o gordinho da turma, já tive cabelo de índio, já fui pequeno, já levei chute na canela, peteleco, cascudo, tapão e todos os tipos de “agressão” que você passa quando é mais novo no colégio.
Não, eu não cresci sequelado por isso (Ou cresci? ;O). Eu acho que, até certo ponto, faz parte e faz bem pra criança essa cultura que envolve apelidos, amigos, brincadeiras. Com um certo limite, certo, mas todo mundo aqui já brigou na rua, já bateu e apanhou de alguém, já fez aquela velha balbúrdia pra começar um briga com o clássico: “Ele xingou a sua mãe. Vai deixar é? Se fosse eu não deixaria não..” Todo mundo já fez isso, e o mundo é mundo assim. Seus pais e os meus pais provavelmente perderam lanches pra crianças mais velhas e só tinham vez pra jogar bola depois que os mais velhos queriam. Ninguém morreu por conta disso.