quinta-feira, 28 de abril de 2011

Upside Down

        Tá errado, tá tudo errado. É isso que me vem à cabeça quando eu olho para as coisas à minha volta. E não parece que as coisas estão de cabeça para baixo só comigo, mas o mundo parece estar louco. Os preços andam subindo e descendo como se fossem onda, e o pior é que não sabemos de onde vem tanta crise e tanto imposto. As pessoas andam violentas, cometendo crimes bárbaros, matando crianças e atropelando ciclistas. Quer saber? Isso não está normal. A natureza anda furiosa, despejando água e mais água. Os jovens hoje não tem mais tantos sonhos, nem almejam coisas grandes.Não, eu não vou bater palmas pra isso. Foi-se a época em que as crianças faziam seus deveres de casa, e saiam no final da tarde para jogar bola com os amigos, soltar pipa ou jogar peão. Parece coisa de décadas atrás, mas não é. Eu tive uma infância assim, longe de tanta tecnologia e mais próxima do mato, das brincadeiras, dos amigos. Mais próxima dos valores que, hoje, estão ficando mais e mais esquecidos.

        Eu ando seguindo esse curso do mundo, inconstante e aleatório. Não sei mais o que eu deveria fazer, nem o que está certo ou errado. Aliás, nesse instante, eu tenho poucas certezas na minha vida. Parece que pegaram as escolhas certas e as coisas boas e jogaram no meio do oceano, te deram um barquinho e falaram pra mim: “Vai lá e acha. O que você encontrar é seu.” Esse oceano é grande de mais, é fundo demais e é perigoso demais. Não sei se vale a pena eu ficar mergulhando aqui em busca do que é certo. Vai ver.. é melhor só ir de acordo com a correnteza e ver no que isso tudo vai dar. Mas de uma coisa eu tenho certeza, as coisas não estão certas. 

           Talvez isso tudo seja produto do homem, das propagandas, do consumismo, do capitalismo, da falta de valores, da falta de base familiar. Da falta de educação. Talvez seja tudo isso e mais um pouco. Ou talvez isso seja o novo rumo que o mundo está tomando, de novos valores e novas hábitos, de gente violenta, gananciosa e fria. Talvez a natureza esteja assumindo um novo curso [sem volta], e quem terá que se adaptar à isso somos nós, não ela. Vamos ver até quando as tempestades vão cair, os tornados vão passar, pessoas vão morrer.. e nós vamos ficar aqui, de braços cruzados. Se as coisas vão mudar, eu não sei. Os meus valores eu não mudo, nem vou compactuar com o que está errado. 

           Acho que é hora de parar por aqui. As coisas estão tão perdidas, que até as palavras fogem de mim. 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Rosa versus Rosa

       Em meio à uma cerveja e outra nesse fim de semana, começou aquele papo cabeça entre homens e mulheres. Na verdade, injusto pois éramos dois contra cinco, mas isso não vem ao caso. O tema? Amizade entre homens e mulheres. E nesse vai e vem do assunto, a coisa tomou um outro rumo que foi a amizade entre mulheres, a qual eu desacredito fielmente, e fui seriamente repreendido por ter essa opinião.

         Falando agora dos casos gerais, eu acredito SIM na amizade entre homens e mulheres. Mas é aquele “confio desconfiando”, sabe? Eu tenho amigas que são apenas isso, com as quais eu nunca fiquei nem ficaria, e confio ao ponto de falar coisas que normalmente eu não falo. Mas isso são exceções à regra, afinal, é bem mais comum você conhecer um cara ou uma garota vindo de uma inicial atração. Geralmente a intenção inicial não é amizade, é isso que eu quero dizer. No caso de amizade entre homens, eu acho que essa sim é verdadeira. Nós podemos ser desatentos, preguiçosos, podemos gostar de farra e futebol, mas se tem uma coisa que nós somos é fiéis aos nossos Amigos. Veja que eu coloquei A-M-I-G-O-S, porque tem uma grande diferença entre amigos, colegas, conhecidos e o primo do irmão daquele cara que toma cerveja com você. Amigo é aquele cara que vai te apoiar, te dizer o que é certo e errado. Enfim, amizade.

        E agora, o último e mais polêmico.. Amizade entre mulheres. Eu não acredito MESMO e não tem quem me faça mudar de opinião. Eu já vi, revi e vi novamente vários casos de mulheres que eram muito amigas e acabaram por motivos banais. E, perdoem-me mulheres leitoras desse blog, mas quem tá de fora e é um pouco observador consegue perceber que, apesar de existir uma afinidade (essa é a palavra) existe coisas muito mais fortes como o fato de sua “amiga” estar mais bonita, mais bem arrumada, ter um corpo mais apresentável ou fazer uma piadinha que lhe coloque por baixo na conversa. Não é que vocês saiam brigando ou deixem de se falar, mas sempre rola aquela falsidade. E rola sim. Se não fosse por isso, tantas amizades não acabariam assim, do nada. Eu vejo isso mais como uma coisa que vem da natureza da mulher, de se preocupar em estar sempre bem em todos os quesitos, e ver qualquer outra mulher (Desconsidere mãe e irmãs – ou não) como uma competidora. Deve ser extinto.

          Ah, e para finalizar.. Eu espero do fundo do meu coração masculino que nenhuma de vocês diga que eu sou machista. Por favor, vocês tem que aprender à discutir e aceitar a opinião de um cara sem achar que tudo é contra vocês. Eu não defendo a idéia de que a mulher deve ser submissa, ou deve ser dona de casa ou ainda que ela nasceu para “pilotar fogão”. Não mesmo, longe disso. É apenas UMA opinião longe de ser machista, certo? Apenas leiam e revejam se vocês nunca foram invejosas ou falsas com nenhuma amiga. Nunca?

         E agora está aberta a sessão de comentários pseudo-agressivos-feministas. Que atirem a primeira pedra, a segunda, a terceira.. Qualquer coisa eu chamo uns amigos e a gente cai na porrada! Hahaha, to brincando ein? :)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aparências enganam.. E muito.

       Nem tudo que reluz é ouro.
       Hoje eu me peguei pensando em como as aparências podem enganar, em como algo que parece tão nítido pode ser na verdade turvo e embaçado. As pessoas tem o poder de parecerem algo que não são, claro que cada uma com sua facilidade e com seu motivo para isso, mas constantemente buscamos ser e fazer algo que não somos. Talvez para agradar um outro alguém, ou para nos confortar ou simplesmente por uma influência, seja ela má ou boa. Somos atores, podemos ser bons, maus, alegres ou tristes.
        Algo que me incomoda é o fato das pessoas confundirem o que você é com o que você aparenta ser. Constantemente eu me deparo com isso, talvez pelo fato de eu aparentar ser algo, e meus textos demonstrarem o oposto disso. Gostar de festas e escrever PODEM sim andar de mãos dadas. Não, não é normal... mas quem disse que somente o normal atrai? Se isso for diferente, eu aceito esse estereótipo então, apesar de ser totalmente contra rótulos.
         É como se você tivesse que escolher entre escrever e estudar, ou sair para baladas. E essas ações podem coexistir, certo? Talvez muitos não consigam assimilar as duas idéias, e acabem seguindo um desses dois caminhos. Talvez até isso faça deles melhores escritores, ou melhores baladeiros. Mas eu prefiro ser assim, um cara que busca o equilíbrio. Meus textos não são os melhores, e eu não sou o melhor cara para se dançar forró. Quem disse que eu estou triste com isso? Vou continuar escrevendo e colocando pra fora tudo o que me vem à cabeça sem deixar de lado as coisas que me fazem feliz. E se você quer me conhecer mais, atente-se aos detalhes. Não ache que um rótulo ou uma aparência diz algo sobre ninguém. Você é aquilo que você quiser,    independe do que digam. Liberte-se.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Do you really care?

       Hoje eu posso falar com segurança que a coisa mais difícil de se lidar é um relacionamento. A Física pode ser complicada, a Matemática complexa, a Biologia cheia de mistérios e o corpo humano pode ser uma grande máquina à ser desvendada, mas nada disso chega aos pés da dificuldade que nós, todos nós, temos com relacionamentos. E eu tenho uma teoria pra isso. Para com os relacionamentos eu vejo o ser humano como um ser arrogante, pretensioso, cheio de si e dono da verdade. Sim, eu me incluo nessa definição e não pense que você escapa. Agora você pensa: “Pera, esse cara está louco ou é impressão minha? Me xingando em pleno texto..” Really?
        Pare pra pensar um pouco, faça ai uma reflexão de alguns minutos. Não precisa contar pra ninguém não, apenas pense. Quando foi a última vez que você aceitou uma crítica numa boa? Quando foi a última vez que você pediu desculpas numa briga com seu namorado(a), ou disse pra alguém um simples “Obrigado, amigo”. Quando? Nosso orgulho costuma falar mais alto, e as críticas parecem sempre espinhos que não descem na garganta. Mesmo que a verdade esteja ali, pedindo para ser vista. Não, não queremos ver. Aliás, cada um vê aquilo que convém, que quer. Aceite conselhos, e procure entender o que está acontecendo com você de uma perspectiva de quem está de fora. Como já dizia Pedro Bial: “Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.”

       A verdade é que ninguém até hoje descobriu a fórmula para que relacionamentos dêem certo. Ninguém, nem mesmo aqueles que estão juntos há 50 anos. E é "simples" assim (Merecia aspas quádruplas agora), apenas deu certo. E como eu também acredito, isso deve fazer parte do balanço de entropia do Universo, afinal, imagina se todos fossem sempre felizes. Acho que estaria tudo muito errado se fosse assim.

        Agora, está ficando tarde e a cabeça já não raciocina bem. Deixa eu ir ali no quarto dar um abraço no meu pai e um beijo na minha mãe, porque eu me importo e me lembrei de dizer isso à eles. Nunca é tarde, e nunca se sabe o dia de amanhã, certo? Amanhã eu vou acordar e errar novamente. Mas hoje, não. Hoje eu vou fazer diferente.