Um apaixonado pelo comportamento humano e todas as formas de interação social, buscando escrever textos que retratam a visão de quem observa o mundo com os olhos de um aprendiz.
terça-feira, 20 de julho de 2010
O que ele quer.
dominar meus medos como eles me dominam
e saber dribá-los como o cara do pano vermelho,
e conseguir conjulgar todos os tempos do verbo "ser"
e ser tudo o que eu quiser ser..
Queria eu
conhecer a arte de sorrir sempre
e sempre vencer aquilo que insiste em me derrubar,
mas que aprendizado existe em apenas ganhar?
aprendi mais quando me dei o direito de perder..
Queria eu
não ser tão errante
e erroneamente pensar que a vida cabe aqui
na palma da minha mão,
como quem joga num tabuleiro
um jogo no escuro, sem fim, regras ou limites..
Queria eu
ser um tal alguém, menos ninguém..
Ahhh.. como eu queria!
Mas se assim fosse, erroneamente já estaria eu aqui denovo
Meu tempo já passou,
E passou.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Sobre o agora e um pouco mais
Ultimamente, meu cotidiano anda bem agitado.Diferente. As coisas vem mudando numa velocidade assustadora, e o volume de experiências adquiridas parece o de uma grande tempestade, com ventos fortíssimos que trazem pessoas, emoções, situações.. mudanças! Quando você é menor, suas experiências são extremamente dependentes das pessoas mais próximas, e dar um passo no escuro é o grande desafio do dia. Daí o tempo vai passando, você vai ganhando maturidade[ou não] e vai começando a dar seus próprios passos, e assumir as consequências dos próprios erros. Vai assim crescendo, experimentando o novo, re-experimentando o velho, e redescobrindo sabores, sensações. Começa a perceber tudo com novos olhos, a ver o banal de novos ângulos, e a adentrar em novos mundos. Mudanças, aí começam elas. Algumas sutis, outras nem tanto, mas no final todas te trazem até aqui, hoje, a ser quem você é, e a estar aqui lendo este texto.
Há uns 3 anos, comecei a encarar as coisas com mais seriedade. Comecei a ver que fora daquele universo de colégio, no qual passamos ai mais de uma década imersos, as coisas são diferentes, bem diferentes. Como já dizia um professor da universidade: "Quem disse que a vida é facil e justa?" É verdade, nunca foi. Justa, nem de longe, e fácil só pra alguns poucos. Mas no frigir dos ovos, todos tem as suas dificuldades. E cada um tem um peso nas costas, algo a carregar, e isso não é o tipo de coisa que se escolhe.
E, apesar da peleja de cada dia, você pode escolher se vai viver ou sobreviver. Cada um escolhe em que abismos se jogar, e quais aventuras serão enfrentadas. Cada homem é arquiteto da sua própria sorte. Nesse quesito eu não acredito em destino feito. Não me cabe a idéia de que está tudo escrito, e que no final das contas você está apenas cumprindo mais um papel nessa grande peça. Não. Mas parar pra pensar nisso, e pensar que isso também já foi pensado no planejar de tudo, é algo Freud demais pra mim. Prefiro manter a idéia de que eu faço acontecer. Nunca vi ninguém ganhar tudo sem fazer nada, com exceção de Charlie Harper na série "Two and a half men", que por sinal é foda, e ele tem uma puta vida. Ou uma vida puta, whatever.
Sempre fui o tipo de cara que gosta de aventuras. De fazer o máximo do que posso. Quem me conhece sabe que uma palavra que cabe muito bem é Intenso(Teimoso vem logo em seguida). Não sinto que nasci pra viver preso à algo, e deve ser por isso que rotinas não me agradam muito. Nem regras, apesar de respeita-las sempre que necessário. Aventuras sempre foram o meu forte. Viajar, sair pra pedalar sem rumo, parar em frente à praia num final de tarde, sair pra correr, sair sem rumo, sair com amigos. Liberdade é o que me alimenta, e o que me faz querer acordar amanhã e experimentar um final de tarde. Não costumo pensar em como serão as coisas daqui a 5 anos, ou como serão os tempos futuros. Um dia você vai olhar pra trás, ver tudo o que passou e pensar: "Que tempos bons eram aqueles. Os melhores na verdade. Pena que ninguém me disse na época."
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Cara ou Coroa?
Nas últimas semanas, o que mais se viu foi o caso Bruno. Claro, haviam as notícias da Copa e as chuvas em Alagoas, mas nada se compara ao caso do goleiro. Você provavelmente ouviu e teve um acesso bem maior à informações do caso, do que da eliminação do Brasil. E as chuvas, que no começo deixaram o país estarrecido em frente à TV, tomados de compaixão, foram rapidamente substituídos pela raiva com relação á brutalidade do caso. Agora eu pergunto, por que todo esse sensacionalismo da imprensa? Primeiro, quero deixar claro que achei lastimável a postura dele, e POSSÍVEL envolvimento no caso, sendo uma atitude totalmente absurda. E me envergonha dizer que ele, que já foi um dos grandes ídolos do meu time, possa estar envolvido numa barbárie dessas. É algo que ultrapassa a compreensão, você matar uma pessoa por não querer assumir um filho(?) e dar uma pensão. Nem que fossem 10 filhos, e um cachorro. Nada ai justifica.
Mas, o que eu quero dizer é que.. por que a morte dessa moça tem mais peso e repercussão que a morte de centenas de milhares por motivos mais banais como fome, frio, diarréia? É, não deveria. Mas, assim somos nós, mais tocados e comovidos pelo que tem nome. Por que nesse caso, quem morreu "tem nome". E ai você vê a imprensa se debruçar em cima de alguém até que a última informação negativa se esgote. Hoje saiu no jornal, que um irmão do goleiro que mora, sei lá, no Piauí eu acho, foi acusado de um estupro que teoricamente ocorreu há 2 anos. Agora me diga, isso é apenas coincidência, ou a polícia é beeeem competente e NOSSA, achou esse caso paralelo?
Espero que daqui pra frente, esse volume de informações diminua, porque já deu de caso Bruno. Se ele for culpado, espero que pague mesmo, e se for um mal entedido(hahaha), que tudo se esclareça. E agora, vamos esperar pra ver o próximo caso à ficar na Mídia, e ver quem será o "sortudo". Se tirar coroa, uma semana e tudo passa.. caso contrário, vamos dar boas vindas à mais nova notícia do momento. Sente também, e assista de camarote esse show de horrores.
sábado, 10 de julho de 2010
Você conhece o Mário?
Let's start with a little joke! Ahaaaaaaaaaaaaaa. Se você se perguntou: "Que Mário?", sinta-se pego nesse clássico e veeeelho trocadilho. Se não, deve estar pensando o quando idiota eu sou, ou o quão bêbado estava quando escrevi isso. Nããão! É que hoje não me veio nada específico em mente, só me deu vontade de escrever. Provavelmente será um texto no estilo NADA COM NADA, tá ligado?
Bom, quinta feira entrei de férias FINALMENTE! Depois de meses pagando matérias exaustivas, com professores nem sempre muito amigáveis e provas cujo único objetivo é fazer você se exaurir de tanto estudar, e fazer contas cavalares pra ficar feliz com um 7,0. Prazer, Engenharia. Agora que estão devidamente apresentados, vamos mudar o assunto. Aaaahhh, as férias. Como é foda você acordar sem se preocupar em estudar nada, nem aula, nem horários. É simplesmente acordar, comer, dormir um pouco mais, vir pro pc, malhar, correr, dormir, comer, sair, charlar.. E o ciclo começa novamente. Dormir até perder o sono, sair e voltar no outro dia em plena segunda feira. Ahh, a charlaçãããão!
Essa férias não prometem ser tããão boas, são meio curtas né? Mas dá pra sair bastante, curtir umas festinhas, uns rolés com uns brothers, resenhas internas, tomar uma, duas, três.. :xx Ahh, pegar uma praia pra tirar essa cor de.. sei lá, varia entre amarelo e branco. Não é muito sensual, believe me. Ficar moreno bombom cor de amor
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Press "start" to play.
E correr atrás de algo é muito mais do que mudar, é estar vivo, é desejar subir um degrau. Não pense no segundo degrau, porque ele será uma conseqüência de sua inércia, ao superar seus obstáculos. A vida imita a matemática. Tudo tem sincronismo e simetria, mesmo que você não consiga enxergar isto. Nada é totalmente aleatório, senão o próprio o acaso. Enquanto o acaso vai atuando nas incertezas, vamos operando como os números. Uma hora seguimos a música, outra hora ditamos o ritmo. Tudo isso faz parte, e no final, o importante é saber dançar e ser o maestro do seu próprio destino.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Promoção: R$3,00 - Viagem à um novo Universo
Uma das situações que muitos odeiam passar é também uma daquelas aonde podemos encontrar as coisas mais diversas, e os mais variados tipos de pessoas e seus trejeitos. Do que eu estou falando? Do ônibus. É como ter acesso á todo um novo universo com algo em torno de dois/três reais.. Pare pra pensar um pouco na última vez em que você esteve em um, de preferência num horário com razoável quantidade de passageiros. Agora veja o caldeirão de culturas e costumes que temos ali, basta parar alguns minutinhos pra observar as coisas.
Vamos começar pelo motorista. Um carinha geralmente com seus 40 e poucos anos, um óculos meio fundo de garrafa, com um bigodinho facultativo, mas uma barba quase sempre presente. Alguns de aparência amigável, e até falantes, mas em sua grande maioria tem uma cara fechada e cisuda. Cara de poucos amigos, eu diria. Depois, o cobrador. Esse sim, um cara geralmente um pouco mais alegre, com o velho e clássico bigodinho, e um cabelo estilo "boi lambeu". Geralmente falantes, e comunicativos ao ponto de até conversar com alguns passageiros.
Um pouco mais ao meio do ônibus vem um trabalhor humilde, com uma camisa do Flamengo, Corinthians ou Vasco. Um cheiro nem sempre agradável, mas pô, é o cheiro do trabalho minha gente. Vai pra casa pensando na janta, e na bela moça que acaba de cruzar a roleta. No banco ao lado, tem um muleque com seus 20 anos, todo esparramado no banco. Joelho no meio do corredor(Sim, aquele joelho que bate na sua perna ao tentar passar), e pernas extremamente abertas como quem diz: "I have balls." Sim, I have balls too. Porra, fecha essa perna que eu quero sentar.
Um pouco mais ao fundo, nos bancos mais altos vem uma mãe já cansada ao final do dia, com dois filhos: Um que vem na janela, gritando e insistindo em comer bala antes do jantar, e uma criança de colo que chora e deixa todos no ônibus atordoados. Aquele choro fino e agudo que parece furar os tímpanos. No banco ao lado, um senhor de 60 e poucos anos, olhar 43, óculos com lentes garrafais, cabelos grisalhos, sandalha de couro, blusa meio quadriculada e aberta com pêlos saindo no começo do peito. Esse já não se sente tão afetado pelas coisas. Apenas observa com a sabedoria de quem já viveu tantas coisas.
A gente reclama que não viaja, que não conhece coisas novas. Quer mudar? Entre num ônibus e pare pra ver as coisas à sua volta. Observe calmamente cada situação e analise cada comportamento. Viu? Você já está viajando e conhecendo coisas novas. Mas quer saber? Falei demais.
- "Ô Motorista, pára o ônibus fazendo favor, que eu perdi a minha parada."